Concepção de Carl Rogers sobre aprendizagem
Trabalho de Psicologia da Educação do curso de Formação de Professores (Educação Artística) apresentado à Universidade São Judas Tadeu (2005), sob orientação da Professora Zenáide Caciare Pereira. Sugiro, logo após essa leitura, que você visite o post sobre o meu TCC – “Uma experiência Formadora: Cortes e Recortes, a Arte de Encadernar“, no qual relato como essa teoria mudou minha prática pedagógica junto a alunos com necessidades educativas especiais.
INTRODUÇÃO
Estudar a teoria de Rogers é muito importante para o educador, pois este perceberá, através dela, que há um grande trajeto a ser percorrido por todos. Um caminho repleto de esperança, conquistas, respeito, desafios, ousadia e, principalmente, muito trabalho.
Sua teoria convida a todos a refletir sobre as mudanças necessárias e que devem ser buscadas, tanto dentro como fora da sala de aula. Ela aponta para uma profunda mudança no relacionamento entre professor e aluno, relacionamento esse capaz de provocar transformações intensas, tanto no comportamento de ambos como na busca dos saberes.
Suas observações são instigantes e levam o professor a repensar a educação que é imposta atualmente (de cima para baixo, de acordo com o próximo plano político). Apesar de toda intransigência do sistema educacional, essa teoria pode, sim, ser implementada dentro da sala de aula.
Os relatos das escolas que adotaram esta teoria vêem para comprovar a sua importância para o futuro da educação. Escolas que romperam com a escola tradicional, enfrentaram as incertezas e ousaram, apesar do medo, construir a escola do futuro.
I – CARL ROGER E SUA TRAJETÓRIA DE VIDA
Carl Rogers nasceu em 1902 em Chicago e aos 17 anos ingressou no campus de agronomia na Universidade de Wisconsin. Desistiu desse curso e matriculou-se no curso de história.
Ao findar o curso de licenciatura em história, matricula-se no Seminário da União Teológica em Nova Iorque. Após um ano no curso começa a freqüentar algumas aulas de psicologia na universidade. Encantado pelo curso de psicologia, abandona a teologia e transfere-se para a Teachers College da Universidade de Columbia para freqüentar o curso de psicologia e psicopedagogia.
Rogers começar a trabalhar como psicólogo no Instituto de Aconselhamento Infantil. Nesta época teve que lutar para não ter seu salário reduzido pela metade, visto que os psiquiatras não admitiam um psicólogo ganhar igual a eles.
Adquire seu doutorado em 1928 no Theachers College.
É convidado a ser professor pela Universidade de Ohio após ter publicado, em 1938, seu primeiro livro, sobre Tratamento Clínico da Criança Problema.
Passa a assumir a cadeira de psicologia na Universidade de Chicago e cria um novo Centro de Aconselhamento. Em 1946 é eleito presidente da Associação Americana de Psicologia, aclamando, assim, o seu reconhecimento como profissional.
Rogers assume o departamento da Ciências da Educação em 1957, na universidade de Wisconsin. Em 1971 dirige sua atenção especialmente para a Educação, com a proposta da pedagogia centrada no aluno. Faleceu em 1987.
As idéias de Rogers sobre a educação são de fácil compreensão, já que suas observações são frutos de uma vivência – dentro de seu próprio consultório – entre terapeuta e paciente. Rogers desenvolveu uma teoria aplicável em qualquer tipo de relacionamento, seja entre professor e aluno, seja entre pais e filhos, amigos ou mesmo na vida profissional.
Ao olhar uma pessoa como um todo a ser considerado, ele quebra o paradigma do relacionamento formal e cria um relacionamento interpessoal, transportando para a educação esta convivência em busca de uma aprendizagem significativa e qualitativa.
Como terapeuta suas idéias foram revolucionárias. Entretanto, não demorou muito para encontrar resistências entre os profissionais da mesma área. Rogers começa a ser criticado ao olhar para a pessoa em seu consultório não mais como um paciente doente a ser curado, e sim como um cliente apto a aprender a conviver, independente de suas limitações.
No campo da psicanálise ele desenvolveu a idéia da terapia centrada na pessoa. No campo da educação, aplicando as experiências do consultório, trabalhou a aprendizagem centrada na pessoa.
Da mesma forma que dentro da psicanálise, no princípio, foi difícil entender a teoria rogeriana, na área da educação não foi diferente, ou seja, há resistência até hoje – vindo não só por parte do professor, mas também do aluno.
Rogers passa a trabalhar com as pessoas de forma diferenciada dos outros psicólogos e a combater várias tendências da ciência comportamental já em desenvolvimento em sua época. Também passa a questionar vários cientistas renomados e conscientizar outros do perigo dessa ciência.
Rogers considera a ciência comportamental uma forma de manipulação da mente do ser humano, desrespeitando a liberdade de cada um, ignorando assim os sentimentos, desejos e aspirações. Alerta, também, para o perigo dessa ciência nas mãos dos detentores do poder, pois podem usá-la para conduzir o ser humano.
A Ciência Comportamental desconsidera a natureza do homem em poder fazer suas próprias escolhas e se responsabilizar por elas, impondo sobre o indivíduo a vontade de poucos. Ela tira do homem a espontaneidade, a liberdade de ser o que quer ser, de traçar a sua trajetória de vida e ser responsável por ela – primorosos valores que ninguém gosta de perder, muito menos de ser manipulado de acordo com os interesses alheios.
Rogers defende a idéia de mudança de comportamento através da aprendizagem significativa, pois sua experiência no consultório como terapeuta lhe mostra que um aprendizado centrado no cliente é perene (provoca a transformação interna do homem). ROGERS (1997) entende que:”Por aprendizagem significativa entendo aquela que provoca uma modificação, quer seja no comportamento do indivíduo, na orientação da ação futura que escolhe ou nas suas atitudes e na sua personalidade”.
Na psicoterapia a aprendizagem acontece com a vivência, com as experiências do dia a dia. Ao deparar com os problemas do cotidiano, o indivíduo conscientiza-se da necessidade de adaptação a sua nova realidade e a seus conflitos. Essa é transformadora, pois exige da pessoa uma mudança de atitude ao solucioná-lo.
Neste tipo de terapia o relacionamento entre cliente e terapeuta tem que ser transparente e real. Caso seja um relacionamento de fachada, o cliente não confiará no profissional à sua frente, e conseqüentemente, não haverá uma aprendizagem consciente definitiva e transformadora.
II - A APRENDIZAGEM CENTRADA NA PESSOA
Dessa mesma forma deve acontecer, também, na educação. Um relacionamento interpessoal, afetuoso e de interesse de ambos, professor e aluno, juntos, caminhando para o aprendizado significativo. Um aprendendo com o outro, todos os dias. Essa humildade por parte do professor o levará a um relacionamento autêntico e transparente com o educando. A autenticidade será a principal ferramenta do educador que conduzirá o aluno à aprendizagem significava.
Rogers combate a aprendizagem do tipo “tarefas”, que só utiliza as operações mentais, não considerando o indivíduo como um todo. Esse tipo de aprendizado é esquecido com o tempo, pois não tem relevância com os sentimentos, as emoções e sensações do educando, e não provoca uma curiosidade que leve o indivíduo a aprofundar mais e mais.
Para Rogers, ensinar é mais que transmitir conhecimento – é despertar a curiosidade, é instigar o desejo de ir além do conhecido. É desafiar a pessoa a confiar em si mesmo e dar um novo passo em busca de mais. É educar para a vida e para novos relacionamentos.
A sobrevivência é um estímulo ao aprendizado, desde que o conhecimento transmitido seja imutável. Quando uma pessoa vive em um ambiente hostil e nesse existem novas situações constantemente, do que adianta o conhecimento transmitido por seus ancestrais? Ainda mais hoje, no mundo globalizado, tudo se transforma muito rápido, inclusive o conhecimento científico. Nada é garantido, nem mesmo o conhecimento de hoje. O que se sabe profundamente hoje poderá, daqui a dez anos, ser considerado errado.
Uma pessoa instruída é capaz de se adaptar às mudanças que ocorrem durante a sua vida (a aprendizagem é contínua). A vida é um processo de mudança – tudo ao seu redor é questionável e tudo se mistura. Por isso, não existe aquele que sabe e aquele que ensina, todos sabem alguma coisa e todos aprendem alguma coisa com alguém. É nesse contexto que Rogers vai expor a sua teoria.
O professor passa a ser considerado um facilitador da aprendizagem, não mais aquele que transmite conhecimento, e sim aquele que auxilia os educandos a aprender a viver como indivíduos em processo de transformação. O educando é instado a buscar o seu próprio conhecimento, consciente de sua constante transformação.
O facilitador se reconhece como um material de apoio humano para o educando. Enquanto um bom professor é um estrategista da educação, ele usa o seu tempo planejando o currículo escolar, suas aulas e o faz muito bem. O facilitador, por sua vez, cria condições de interação pessoal com os educandos, prepara o ambiente psicologicamente favorável para recebê-los, proporciona aos alunos material de pesquisa, instiga a curiosidade que é inerente ao ser humano para promover a aprendizagem significativa. O que um facilitador ensina aos educandos é buscar o seu próprio conhecimento, para tornar-se independente e produtor de seu próprio processo cognitivo.
Rogers considera o indivíduo como um todo: mente e corpo, sentimento e intelecto são partes integrantes do mesmo ser e são inseparáveis. Na educação moderna só está sendo valorizada a parte intelectual, como se o conhecimento cognitivo pudesse ser separado das vivências do ser humano. Um indivíduo que apresenta problemas emocionais não consegue reter um bom aprendizado, por isso é necessário considerar que a atmosfera psicológica é fundamental para o processo de aprendizagem.
Para conseguir um bom resultado como facilitador é preciso ter ou desenvolver algumas qualificações. A mais importante de todas é a autenticidade, qualidade que conquista o respeito dos educandos. Nesse caso o facilitador precisa aprender primeiramente a ser autêntico consigo mesmo e, só depois, expor aos alunos seus limites, suas dificuldades. É necessário deixar cair a máscara do educador bonzinho, compreensivo, tolerante; ser verdadeiro sem transferir suas próprias frustrações para os alunos. É preciso se mostrar pessoa como eles também são: com defeitos e qualidades, sentimentos e desejos, alegrias e tristezas. Um ser real e comum com sua própria história de vida. Essa transparência conquista a confiança e o respeito dos educandos.
A segunda qualificação é o apreço, a aceitação e confiança. Isto significa ter carinho pelo estudante, por tudo que ele representa; considerar suas ações e reações, e aceitá-los como pessoas reais como você. O facilitador confia neste ser em transformação, que possui qualidades e defeitos, em busca de satisfazer suas aspirações desejos e ansiedades, como qualquer ser humano.
A terceira qualificação é a compreensão empática, que ocorre quando o facilitador deixa o julgamento de lado e compreende o educando, tornando a aprendizagem significativa. Quem possui esta habilidade não classifica o aluno, antes, integra-o ao grupo. Possui a capacidade de olhar o outro de seu ponto de vista e isso será de extrema importância para a aprendizagem. Se colocar na posição do outro, olhar através do ponto de vista do estudante, são fatores fundamentais para a aproximação do facilitador e do aluno.
É, portanto, fundamental que um facilitador confie no ser humano, em suas potencialidades e capacidades da escolha do caminho traçado para sua própria aprendizagem. A pessoa que não confia no outro ser humano, não pode tornar-se um facilitador. É mister aceitar os questionamentos, os caminhos errôneos, as propostas diferentes das planejadas. Todos os alunos são dignos de confiança, todos são importantes, e devem ser respeitados independente do contexto e de sua realidade.
O facilitador arrisca a viver na incerteza dos relacionamentos pessoais, permitindo que a sala de aula tenha vida e liberdade de expressão, sem saber o que este relacionamento interpessoal pode gerar dentro e fora da sala de aula. Agindo assim, destemidamente, ele torna a aprendizagem parte da vida de seus educandos.
O professor que ajuda o aluno a pensar por si próprio (auxiliando-o com autenticidade, confiando em sua habilidade) e, com carinho, conduzindo-o ao caminho da participação e independência é, realmente, um bom facilitador da aprendizagem.
Olhar a disciplina com o olhar do aluno – (não com o olhar de cima e dos planejamentos curriculares e pré-determinados, e sim do ponto de vista do aluno) o estimula a procurar os recursos para que possa trabalhar esta disciplina sem prejuízo ao currículo escolar. O facilitador disponibiliza recursos que agucem a curiosidade dos alunos em buscar e aprofundar seus conhecimentos. O ser humano já nasce com uma tendência realizadora e o que tem que ser explorado ou restaurado nos alunos é essa tendência que lhe é tirada, cada dia um pouco, dentro do ensino tradicional.
O aluno não tem que se preocupar em ser avaliado pelo professor, pois faz parte do processo de aprendizagem a auto-avaliação responsável. Lembramos que, na aprendizagem centrada na pessoa, o aluno torna-se gestor de seu próprio processo de busca do conhecimento. Ele aprende também a estabelecer critérios, a determinar os objetivos a serem alcançados e verifica se foram alcançados. Dentro desse critério é que se embasa a auto-avaliação do aluno e a avaliação do professor.
Toda criança tem, por natureza, a necessidade de ensinar o que aprendeu. Neste tipo de aprendizagem e de busca de novos conhecimentos, o aluno é também responsável pelo desenvolvimento de outros colegas. Dessa forma, elas também aprendem a desenvolver um relacionamento interpessoal com os colegas e com a família.
Quanto ao erro cometido pelo aluno durante o processo de aprendizado, ele será orientado pelo facilitador a reencontrar o caminho certo, sem ser diminuído, julgado ou menosprezado por todos. Uma vez que o educando sente-se seguro e confiante em um relacionamento respeitoso e sincero dentro da sala de aula, ele não teme falar de suas experiências e vivências fora da sala de aula.
Faz parte da vida de um facilitador nutrir a curiosidade e as perguntas de seus alunos, permitindo aos alunos brilhantes e criativos desenvolverem seus interesses e expor suas idéias, mesmo quando estas pareçam sem sentido. A nutrição dessas idéias pode levar a grandes experimentos.ROGERS (1986: 150) explica:
“Em grande parte, com todas as crianças, mas, excepcionalmente, com crianças brilhantes, não é necessário ensiná-las, mas elas precisam de recursos que possam alimentar seus interesses. Para fornecer essas oportunidades, é preciso muita imaginação, reflexão e trabalho.”
Uma das formas de criar a responsabilidade sobre seu próprio aprendizado é estabelecer contrato estudantil independente ou grupal, no qual as regras são feitas junto com o aluno. No contrato, estarão pré-estabelecidas as regras a serem cumpridas por ambos. Dessa forma, os estudantes tornam-se seguros e responsáveis. Ao fim do contrato, que será avaliado por ambos, o educando prestará contas ao facilitador sobre tudo que aprendeu e pesquisou.
A aprendizagem centrada na pessoa é revolucionária e transformadora por aproveitar o desejo natural de todo estudante de participar e interferir em seu próprio processo.
III – CONSIDERAÇÕES FINAIS
Hoje existem várias teorias que desenvolvem a aprendizagem por meio da valorização da pessoa, e a teoria de Rogers inspirou muitas escolas a ousarem e colocarem essas teorias democráticas em prática. As escolas que apostaram nessas teorias enfrentam problemas, mas não se intimidam diante deles. Pelo contrário, todos juntos aprendem, um com o outro, a se fortalecer e solucionar as dificuldades encontradas pelo caminho.
É primordial aceitar que o ser humano não é estático, mas um ser em constante mudança. E assim sempre será qualquer lugar onde houver um ser humano. Todavia, para ousar transformar uma sala de aula, ou uma escola, o educador precisa aceitar a si próprio e ao educando em um processo de transformação vital. Neste processo de respeito e amor ao próximo, pode-se pensar em uma escola melhor.
IV – RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA NA ESCOLA LUMIAR
Na escola Lumiar as paredes do salão principal não tem reboco e os tijolos estão aparentes (não são tijolinhos bonitinhos aparentes e sim tijolos de construção). Com esta atitude e transparência a expressão de “inacabado” de Paulo Freire ficou bem clara, na qual há algo a ser feito. Nada no ser humano está concluído. Para FREIRE (2005: 50), “Na verdade, o inacabamento do ser ou sua inconclusão é próprio da experiência vital. Onde há vida, há inacabamento. Mas só entre mulheres e homens o inacabamento se tornou consciente.”
Nessa escola o educador não é aquele que apenas transmite conhecimento às crianças. Ele é, também, o tutor(1) delas. Cada educador é responsável por doze crianças que se movimentam e tem acesso a qualquer dependência da escola. Enquanto nas escolas tradicionais a criança faz parte da escola, na Lumiar o papel se inverte. A escola faz parte da vida das crianças; lá, as crianças sentem-se felizes.
A Lumiar, por ser uma escola democrática, prepara os educandos a exercerem a democracia na prática, pois são em assembléias semanais que eles determinam as regras de convivência, fazem suas reivindicações e solucionam os problemas do cotidiano. Nessa assembléia, todos podem falar, exercer o direito ao voto, e respeitam a decisão da maioria. Definem também as punições para os que virem a desrespeitar as regras de convivência.
Para definir a pauta da próxima assembléia é colocada no mural do salão principal, três dias antes, uma cartolina na qual os alunos têm a liberdade de escrever o que eles querem discutir e votar.
O plano pedagógico da escola é definido de acordo com o PCN. O que o diferencia das outras escolas é a forma de executá-lo. Por exemplo: toda escola tem o direito à autonomia de gestão; a Lumiar exerceu este direito rompendo com o sistema de ciclos sugerido pelo PCN, adotando o sistema de grupos de pesquisa por meio de projetos.
Todo conteúdo a ser ministrado aos educandos será executado por projetos, que tem a duração de três meses. Os projetos são interdisciplinares e elaborados por mestres que tenham, naquele ofício uma grande paixão. E com esta mesma paixão ele instiga os educandos, o que favorecerá a sua aprendizagem. Esses projetos são feitos para respeitar a ritmo de cada educando, já que os grupos não são definidos por faixa etária e sim por grupo de afinidade.
O aluno não é obrigado a participar dos projetos. Ele será despertado para a importância de cada projeto em sua vida estudantil, mas nunca obrigado a freqüentá-lo. A escolha não vem dos pais, nem dos professores e sim dele mesmo. Mas ao escolhê-lo ele terá que seguir regras pré-definidas. Terão direitos e obrigações a serem cumpridos. Dessa forma, eles estão sendo preparados para assumirem responsabilidades.
Os alunos podem transitar por toda escolha e usar suas dependências quando quiserem. Em alguns espaços, devem seguir algumas regras que facilitam a convivência. Um bom exemplo dessas regras são os laboratórios de informática e ciências. Ambos são pequenos, porém bem compartilhados. Esse é o objetivo: compartilhar e respeitar o direito do outro!
A avaliação do mestre e a auto-avaliação é feita durante o processo de aprendizagem, observando se os objetivos de ambos foram ou não alcançados .
A cada dois meses é realizada uma assembléia com todos os que colaboram para o desenvolvimento da escola: funcionários, educadores, mestres, parceiros e pais dos educandos. O objetivo desta reunião é que todos possam interferir no processo de gestão.
A Lumiar e a Escola da Ponte são escolas democráticas, que preparam as crianças para a vida pessoal e profissional. As crianças são ensinadas: o respeito mútuo, a paciência e o compartilhar das vidas. Essas crianças sentem-se capazes de tomar decisões importantes em suas vidas e aprendem a ser responsável por essas decisões, dando certo ou não.
VI – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALVES, Rubem. “A alegria de ensinar”. Campinas, SP: Papirus, 2000.
___________. “A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir.” CAMPINAS, SP: Papirus, 2000.
FREIRE, Paulo. “Pedagogia da autonomuia: saberes necessários à prática educativa”. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
HOUASISS, Antônio. “Dicionário Houasiss da Língua Portuguesa”. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
Revista Plural: v.4, n.2 (dezembro 2002). São Paulo: Editora São Judas Tadeu, 2002.
ROGERS, Calrs R. “Liberdade de aprender em nossa década”. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985.
_____________. “Tornar-se pessoa”. Trad. Manuel J. C. Ferreira, 5 ed. São Paulo: Martins Fontes,1997.
http://www.usc.br/assecom/not_771_pacheco.htm . PACHECO, José 06/08/2004.
http://revistacrescer.globo.com/crescer/ . PACHECO, José 10/08/2004
14 Dezembro, 2009 às 22:16 |
[...] (4) http://elisakerr.wordpress.com/concepcao-de-aprendizagem-de-carl-rogers [...]
14 Dezembro, 2009 às 22:10 |
Elisa parabéns pelo texto e pelo trabalho.
Tbm faço atividades numa escola deste tipo aí no Brasil, a escola Amorim Lima e estou neste momento fazendo trabalhos na Escola da Ponte.
Escrevi um texto sobre minhas experiências nestas escolas e coloquei sua pagina como efrência tudo bem?
Abraços.
12 Novembro, 2009 às 21:04 |
ESTOU ESTUDANDO CARL ROGERS EM PSICOLOGIA DA PERSONALIDADE E AGORA QUE LI SEU TRABALHO CONFESSO QUE VIREI FÃ DE CARL ROGERS(rsrsrs)… E SUA TB POR ME FAZER COMPREENDER UM POUCO MELHOR ELE.
ADOREI…PAABÉNS!!!
28 Outubro, 2009 às 10:09 |
Quero te parabenizar por esse espetaculo de trabalho… Eu estou no primeiro ano de Letras,PRECISO UTILIZAR A TEORIA DE CARL ROGERS,e voce me ajudou muito… Confeço que estou um pouco perdida e nao sabia a complexidade que é fazer um curso superior. Escolhi Letras que nao tem Matematica,mas ha uma grande responsabilidade como todo. Obrigada
21 Outubro, 2009 às 19:47 |
[...] A edição 44 da Revista Criança do professor de educação infantil, por Joseli Pereira Lobo – professora de educação infantil da rede municipal de BH – escreve sobre “Um currículo centrado na arte”, continuando o tema da revista anterior. E, para aprofundar um pouquinho mais em educação centrada na pessoa, sairemos da Revista Criança um pouquinho e vamos passear por outros links e ler sobre essa teoria de Carl Rogers em: Humanismo – Carl Rogers e Concepção de Carl Rogers sobre aprendizagem. [...]
20 Outubro, 2009 às 18:46 |
Muitíssimo obrigada, e estou estudando a teoria de Rogers e você ajudou a esclarecer minhas ideias. um abraço
JOHANNA BRITO-Parintins-Am
24 Setembro, 2009 às 2:59 |
Olá, seu blog está maravilhoso. Encontrei aqui tudo que estava procurando sobre Carl Ransom Rogers e sua contribuição na educação.
22 Agosto, 2009 às 7:46 |
Este trabalho me ajudou muito!!
Estou estudando pedagogia, e tenho um seminário para apresenta
Um abraço.
Elizabete-João Dourado-Ba
27 Junho, 2009 às 16:31 |
Gostei muito de seu trabalho, principalmente pela observação de que suas teorias, Rogerianas, podem ser utilizadas em qualquer relacionamento, e isso graças ao que eu particularmente tenho como sintese de Rogers: A Empatia, coisa muito linda no ser humano. Um abraço .
Benedito Campos – Pedagogo
25 Junho, 2009 às 17:52 |
Parabéns, fico feliz … “Teoria Rogeriana”,está presente em todas as nossas vivências “Humanista”, onde nos dias de hoje, ocorreram “distanciamento das relações de afeto”. É preciso entender e vivenciar a referida teoria, nela encontraremos uma forma saudável do bem viver.Roger, será eterno. Maravilha de trabalho.
3 Junho, 2009 às 20:07 |
Oi Elisa, adorei seu trabalho, me esclareceu mais ainda as leituras que fiz sobre CARL ROGERS. Escolhi a teoria humanista para fazer um plano de aula(esse é o meu trabalho da faculdade) e depois de ler me senti mais confortável para faze-lo, vc tem dicas de como planejar?
6 Maio, 2009 às 16:33 |
Oi Elisa, parabéns pelo seu trabalho. Tenho um seminário a apresentar sobre esse tema. E quero que saiba que está me ajudando muitíssimo.
Sou estudante de pedagogia, 3º semestre.
Muito obrigada.
30 Abril, 2009 às 18:11 |
Olá! Sou estudante do 5° Semestre do curso Psicologia da Universidade de Fortaleza e posso dizer que esse artigo me ajudou a entender o pensamento de Carl Rogers e me influenciou na escolha do tema do meu Projeto de Pesquisa.
Estou realmente instigada a me aprofundar nas idéias de Carl Rogers e feliz pela escolha que acabei de tomar!
Muito Obrigada.
21 Fevereiro, 2009 às 20:00 |
gostamos muito do seu trabalho, pois nos ajudou a fazer o nosso. obrigado.
19 Fevereiro, 2009 às 20:11 |
Gostei muito do seu trabalho me ajudou,muito no meu curso de matemática.
2 Fevereiro, 2009 às 9:53 |
Olá Elisa, criamos o ning Rede Vivo Educação – http://vivoeduca.ning.com para construir coletivamente o Seminário “A Sociedade em Rede e a Educação”. Sua experiência será muito importante para a Rede.
21 Janeiro, 2009 às 9:11 |
Amai encontrar seu blog tem tudo de bom para quem quer fazer a difernça.
Parabéns! é maravilhosa as surgestões de atividades.
29 Janeiro, 2009 às 14:15 |
Maria Isete
Muito obrigada
27 Outubro, 2008 às 20:32 |
Estou fazendo um trabalho em Psicologia sobre Carl Rogers, posso dizer que esse artigo me auxiliou muito, vale a pena ler um trabalho bem completo como este. Parabés!
3 Outubro, 2008 às 17:42 |
Ao pesquisar para fazer um trabalho,encontrei essa maravilha de Rogers não só fiz meu trabalho como estudei e continuo estudando esta visão maravilhosa. Parabens!!!!!!!!!!!!!!
24 Agosto, 2008 às 19:51 |
ACHEI O TRABALHO MUITO IMPORTANTE E BEM ELABORADO,FALA EM TODAS SA ÁREAS DE CARL ROGERS.VÍ REALMENTE NA TEORIA ROGERIANA, A IMPORTÂNCIA DA CONTRIBUIÇÃO DA ABORDAGEM ROGERIANA PARA A EDUCAÇÃO.
20 Novembro, 2007 às 1:49 |
[...] Concepção de Carl Rogers sobre aprendizagem [...]