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Oficina de Papel Machê

23 outubro, 2008

Este post, em especial, é um agradecimento ao 1.º ano do Curso de Pedagogia da Universidade São Judas Tadeu. A Prof.ª Dinéia Hypolitto, docente da disciplina Fundamentos da Educação Infantil do referido curso, convidou-me, por ser professora de Educação Artistica, ministrar uma palestra sobre a Abordagem Reggio Emília.

Ao planejar as aulas teóricas, percebi a necessidade da montagem de uma oficina prática  sobre o tema em questão, e uma prática que levasse os alunos a  refletir sobre a produção realizada. Sendo ela uma amante das artes, e tendo consciência de sua importância para o desenvolvimento infantil, aceitou prontamente.

Propus à turma que trabalhássemos com modelagem, tendo como base exploratória o papel machê e máscaras de carnaval.

Assistam ao vídeo dos(as) alunos(as) durante a  oficina de máscaras.

No primeiro momento, os alunos aprenderam a trabalhar a massa de papel, e modelaram máscaras e algumas bonequinhas. No segundo momento, trabalhei a base teórica da abordagem. Por último, elas finalizaram as suas produções, e conversamos sobre as dificuldades encontradas durante a produção de todas as máscaras e bonequinhas. Essa reflexão é fundamental para o trabalho da Abordagem Reggio Emília para que a próxima produção atinja melhor os seus objetivos e desperte novas competências.

Por que papel machê?

Com o papel machê, podemos trabalhar em qualquer comunidade ou grupo social. Seja na escola ou em entidades sociais, com crianças ou adultos (nesse caso possibilita, ainda, ajudar no orçamento doméstico), pois não gastamos nada para fabricá-lo. Só precisamos de papéis que serão jogados no lixo. Com essa técnica, podemos trabalhar a consciência ambiental e a organização dos espaços de convivência das crianças. Basta ajudarmos nossos alunos a compreender que aquelas bolinhas de papel, ou aviõezinhos que voam pela sala de aula, enquanto não olhamos, podem se transformar em outros objetos construídos por suas próprias mãos.

O papel machê é utilizado pelos chineses desde II A.C. Fiquei admirada ao saber que eles fabricavam leme para seus barcos de papel machê impermeabilizado. Isso, e muitas outras curiosidades sobre a história dessa técnica você encontra no blog Um pouco do que eu gosto.

Por que modelagem?

A criança é artística por natureza. Logo nos primeiros anos, começa a explorar o mundo e a representá-lo por meio da arte: rabiscar, montar, desmontar, dançar, dramatizar, criar histórias, lutar, cantar etc. Por isso, não tenha receio de usar e abusar das representações artísticas em sala de aula.

A modelagem contribui para o desenvolvimento cerebral do ser humano em qualquer faixa etária. Por meio dela é possível estimular, o córtex cerebral, e acelerar seu desenvolvimento.

A pedagoga Silvia Mara da Silva nos diz que por meio da modelagem “… é possível estimular o córtex cerebral, e dessa forma, criar novas vias neurais que irão favorecer novas aprendizagens…”. Leia mais sobre a sua experiência no site Centro de Vida Independente .

A criança começa a se interessar por modelagem logo nos primeiros anos, e devemos explorar sua necessidade tátil para enriquecer seu desenvolvimento. Qualquer massa que colocarmos em suas mãozinhas ela tentará modelar. Com isso ela aprimora a percepção, a criatividade, a coordenação motora (principalmente a fina), a auto-expressão, a socialização etc.

Agora que sabemos sobre a importância da arte e da modelagem para o desenvolvimento infantil, devemos pensar em pequenas oficinas de aprendizagem por meio desta forma de expressão: a modelagem.

Na Abordagem Reggio Emília, o educando tem a oportunidade de escolher o material que deseja utilizar para representar suas inquietudes e pesquisas. A minha sugestão é que as professoras, primeiramente, montem pequenas oficinas diversificadas: uma de argila, outra de papel machê, outra de massinha feita de farinha ou comprada. Essa criança gozará do privilégio da escolha consciente para representações maiores (elas são capazes disso). Assim, ela reflete sobre sua produção, repensa seu fazer e até mesmo recomeça. Isso é autonomia!

Veja o resultado da oficina de papel machê.

Alguns dias após a oficina de papel machê,  as alunas(os) do curso de pedagogia  tiveram a oportunidade de participar da oficina massiducando, ministrada pela profª  Prof.ª Graziele Medeiros, na qual os mesmos alunos(as) tiveram a oportunidade de aprender atrabalhar com massinha. Clique aqui para visitar essa oficina. Veja também o projeto da disciplina Ludicidade, da turma de pedagogia da Faculdade de Visconde de Cairu , BA, no blog da Manúpink.


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