Archive for the ‘Família’ Category

Reggio Emília: uma abordagem artística na educação infantil

19 outubro, 2009

No dia 29/09/2009 ministrei uma aula no curso de Pedagogia da   Universidade São Judas Tadeu -USJT-  a convite da profa. Dinéia Hypolitto. Para o profissional da educação e da área de artes, é sempre prazeroso contribuir com minhas futuras colegas e transmitir para elas a importância da Arte para a  aprendizagem da criança. Após a aula, prometi a(os) aluna(os) que deixaria aqui no blog as novas publicações sobre essa escola, sob o tema “escola de educação infantil italiana Reggio Emília”.  Para entender um pouco mais sobre o contexto da escola leia um pouco sobre o seu surgimento em Histórico da Reggio Emília e, os sites que indico na página Abordagem Reggio Emília .

Na edição da Revista Criança do professor de educação infantil no. 43 foi publicado  uma  entrevista com Bruna Elena Giacopini e Lanfranco Bassi  Reggio Emília: uma experiência inspiradora”, realizada por Vitória Faria e Alex Criado. Esta reportagem está muito interessante.

Também publicou, a partir da página 19,  e os integrantes do GAE – grupo ambiental de educação – o artigo escrito por Angélica Miranda do RJ/Rj e outros autores “Arquitetura e educação juntas para uma educação infantil melhor” que fala  sobre os espaços do ambiente escolar e sua importância para a aprendizagem da criança. Para a abordagem Reggio Emília o espaço de aprendizagem é muito importante, por isso aconselho que  leia.

A  revista também traz  para você o artigo sobre  “Faz de conta: invenção do possível” escrito por  Adriana Klisys de BH/MG, que muito lhe ajudará na disciplina de psicologia.

A edição 44  da Revista Criança do professor de educação infantil, por Joseli Pereira Lobo – professora de educação infantil da rede municipal de BH – escreve sobre “Um currículo centrado na arte”, continuando o tema da revista anterior. E, para aprofundar  um pouquinho mais em educação centrada na pessoa, sairemos da Revista Criança um pouquinho e vamos passear por outros links e ler sobre essa teoria de Carl Rogers em:  Humanismo – Carl Rogers e Concepção de Carl Rogers sobre aprendizagem.

De volta à revista,  Angélica Miranda realizou uma entrevista com a professora Léa Tiriba  com o tema  “Consciência Ecológica se aprende com o pé no chão”, muito boa também. Arrume um tempinho e leia com muito carinho, o planeta Terra agradece!

Bibliografia

http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0153/aberto/mt_244113.shtml

EDWARDS, Betty. Desenhando com o lado direito do cérebro. 10. ed. rev. ampl. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005.

EDWARDS, Carolyn; GANDINI, Lella; FORMAN, George. As cem linguagens da criança: a abordagem de Reggio Emilia na educação da primeira infância . Porto Aelgre, RS: Artmed, 1999.

FUSARI, Maria Felisminda de Rezende e; FERRAZ, Maria Heloisa Correa de Toledo. Arte na educação escolar. São Paulo: Cortez, 1993.

LEENHARDT, Pierre. A criança e a expressão. Lisboa: Editora Estampa, 1973.

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar. 2 ed., São Paulo: Cortez,1995.

MAHONEY, Abigail A. e ALMEIDA, Laurinda R do. A constituição da pessoa: na proposta de Henry Wallon. São Paulo: Ed. Loyola, 2002.

PARRAMON, Jose Maria. Luz e sombra em desenho artístico. Rio de Janeiro: Ibero-americano, 1986.

ROGERS, Calrs R. “Liberdade de aprender em nossa década”. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985.

_____________. “Tornar-se pessoa”. Trad. Manuel J. C. Ferreira, 5 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

Boa leitura.

Elisa Mello Kerr

Educação especializada

22 fevereiro, 2009

Educadora desenvolve pedagogia para regiões violentas

Por Talita Mochiute

Criar um método pedagógico para ajudar crianças e adolescentes que sofreram traumas causados pela convivência diária com a violência e que, por isso, tiveram problemas de aprendizagem, como dislexia, agravados. Este foi o desafio enfrentado pela doutora em filologia e lingüística Yvonne Bezerra de Mello, que desenvolveu o método Uerê-Mello, aplicado no Projeto Uerê, escola de tempo integral sem fins lucrativos da cidade do Rio de Janeiro (RJ).

“A inteligência permanece intacta. O impacto da violência afeta as funções cognitivas. É preciso então diagnosticar esses traumas psicológicos, desenvolver um atendimento personalizado e definir uma estratégia pedagógica eficaz”, explica Yvonne, coordenadora executiva e pedagógica do Projeto Uerê.

Fundada em 1998, a entidade atualmente oferece educação especializada a 400 crianças e adolescentes entre 4 e 18 anos em suas cinco casas interligadas da Nova Maré – comunidade localizada no Complexo da Maré, maior conjunto de favelas da capital fluminense, no bairro do Bonsucesso.

O embrião do Uerê veio da experiência da educadora com crianças em situação de rua. Após a chacina da Candelária, em 1993, os sobreviventes foram morar debaixo de um viaduto em São Cristóvão, onde surgiu o esboço da primeira escola Uerê, criada por Yvonne, que funcionou por quatro anos, atendendo 120 crianças por dia.

O trabalho educacional com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social estimulou Yvonne estudar as causas dos traumas psicológicos e das dificuldades de aprendizagem. “Estudei a parte neurológica e desenvolvi a metodologia que uso no Projeto Uerê. O método inclui exercícios para desbloquear os traumas e preparar as crianças para aprendizagem”, comenta Yvonne.

Metodologia Uerê-Mello

As crianças ficam na entidade das 8h às 17h30. Lá, aprendem conteúdos escolares e participam de atividades de arte, dança, música e esportes. O custo por estudante é de R$ 100 por mês. “É baixo porque a taxa de manutenção é zero”, revela Yvonne. Os recursos vêm de fundações internacionais, de instituições nacionais do terceiro setor e de doações. O projeto já beneficiou 2.250 crianças e adolescentes.

Todos os dias os educadores do projeto aplicam os 11 momentos, com duração de 10 a 40 minutos, da metodologia Uerê-Mello. “É fundamental a mudança do conteúdo ou da atividade de tempos em tempos para que os alunos mantenham o foco”, conta a coordenadora pedagógica do Uerê.

O objetivo da divisão em momentos em cada turno é estimular a plasticidade cerebral, ou seja, a capacidade que os neurônios têm de formar novas conexões a cada momento. Com os novos estímulos, a rede de neurônios se recompõe e se reorganiza. Devido a essa característica cerebral, é possível a recuperação gradativa das funções cognitivas, como da memória, da linguagem e do raciocínio lógico-matemático.

“Com a metodologia, consigo 90% de sucesso. Há crianças que chegam aqui e têm dificuldade na fala ou de concentração. Outras têm problemas de memória. Quando as crianças saem daqui, estão tão preparadas quanto as crianças da classe média da zona Sul”, descreve Yvonne.

O primeiro momento do dia, com duração de 10 minutos, é uma revisão oral de algum fato do dia anterior. ”Esse exercício trabalha a memória e ajuda verbalizar os sentimentos e as emoções”, complementa a educadora.

Os conteúdos curriculares de português, matemática, história e ciências são abordados, primeiro, com exercícios orais com ajuda de mapas, vídeos e outros recursos visuais. Só depois dessas atividades os alunos abrem os livros para fazerem a leitura da matéria ou começarem a escrever.

“Nossos livros têm um conteúdo especial. Por exemplo, ao tratar da família, não falamos apenas da família nuclear. Mudamos o conceito. Mostramos os diversos tipos de combinações familiares”, explica Yvonne.

“Nas três horas e meia de cada turno se trabalham todas as matérias e informações, curriculares ou não. Os alunos não permanecem sentados o tempo todo. A sala de aula é interativa e existe espaço para essa movimentação”, conta a coordenadora pedagógica.

Yvonne Bezerra de Mello também adaptou o método de alfabetização fonética para as crianças e adolescentes do Uerê. “Aqui o período de alfabetização dura seis meses. Mudei a ordem da apresentação dos fonemas. As crianças já aprendem que a letra C tem som de K e de S. Também aprendem no mesmo momento o R e RR”.

A educadora teve ainda a preocupação de colocar no material didático apenas palavras formadas com combinações sílabas conhecidas pelas crianças até aquele momento de aprendizagem. Aos poucos, as crianças vão sendo apresentadas às palavras e aos textos mais complexos.

Todos os professores do Uerê são capacitados para poder diagnosticar os problemas da criança e desenvolver a pedagogia da entidade. Esta metodologia já foi aplicada em Angola, na Etiópia, no Quênia, no Sudão e na Tanzânia, países do continente africano. A instituição também é um centro de treinamento para educadores.

A pedagogia Uerê-Mello está em fase de sistematização. Yvonne acabou de entregar para uma editora um livro explicativo sobre o método. Ela também publicará os nove livros didáticos utilizados nas aulas do Uerê.

Fonte: Fundação Educar

Amadurecendo com o portfólio

21 fevereiro, 2009

O portfólio  é um amadurecimento do educador, juntamente com seu educando. É importante compreendê-lo aos poucos, para que faça sentido tanto na vida do educador, quanto na do estudante. É preciso lembrar que o educando está num processo de aprendizagem e o portfólio é mais um elemento a ser ensinado e, portanto, precisa fazer sentido na vida dele.

Se essa premissa não for respeitada, a  escola corre o risco de implementar o portfólio no “fazê-lo por fazer.” O professor terá que preencher um montão de fichas para o portfólio e  o aluno terá uma pasta preta para colocar seus trabalhos.  Não haverá a compreensão de acompanhamento de um processo de aprendizagem ou da evolução de seu crescimento intelectual. Será apenas uma pasta, ou mais trabalhos em vão. Eu demorei três anos para entender e aplicar esse instrumento  em sua totalidade e compreender seus efeitos na vida  do educando e no cotidiano escolar. Segue, abaixo, um relato do meu amadurecimento.

Quando me matriculei na disciplina Prática de Ensino (2005), foi que  me dediquei mais à avaliação escolar. Essa disciplina é ministrada pela professora Dinéia Hypolitto -Mestre em Educação pela PUC-SP, especialista em Avaliação pela UNB – DF  e docente da Universidade São Judas Tadeu. Acho que ela me contaminou com o assunto. Li diversos autores e fiquei admirada com a riqueza do tema e também com as dificuldades na aplicação. Na teoria parece tudo tão fácil e lógico, mas quando enfrentamos a diversidade da sala de aula e nos deparamos com a realidade brasileira tendemos a achar que tudo isso não é possível. E foi por meio dela, também, que conhecei a me interessar por portfólio.

Quando fui trabalhar com pessoas com necessidades educativas especiais (meado de 2005), compreendi melhor a importância desse instrumento de avaliação no acompanhamento do processo de aprendizagem do aluno. O meu primeiro TCC só foi possível porque registrei tudo que ocorreu dentro da sala de aula. Filmei, fotografei, documentei seus comentários entre eles, as dúvidas, as atividades etc. Esses registros foram guardados numa pasta catálogo, à minha maneira. Em meu caso, o uso do portfólio foi um processo de aprendizagem pessoal, em conjunto com a necessidade de realizar um trabalho mais humanizado. Nessa escola, a coordenadora de 5ª a 8ª série da EJA – profª Dinéia Hypolitto já havia implantado o portfolio do aluno (aquele em que o próprio aluno escolhe suas melhores produções e elaboram suas capas) com as atividades realizadas em aula. Esse portfólio é mais um instrumento de avaliação que proporciona aos meios de acompanhar o processo de aprendizagem do aluno. E o aluno, com esse portfólio, acompanha sua evolução nesse processo.

No ano seguinte (2006), passei a dar aulas, na mesma escola, também para 1ª e 4ª série da  EJA  e nesse mesmo ano a  coordenadora d, Prof.ª Neuza da Costa Souza, também aderiu ao portfólio de aprendizagem para a escola (pasta preta para armazenar diversas informações importantes para a escola, o aluno não deve ter acesso a ele).  Foi nessa nova etapa que entendi a relevância da uniformidade de tais fichas para os professores e para a instituição escolar. É bom que se utilize a mesma linguagem nesses registros, apesar das individualidades existentes entre cada aluno e das diferenças entre cada sala de aula. Esse é o que chamamos de portfólio de aprendizagem, onde o professor pode, detalhadamente, registrar os avanços e dificuldades do aluno.

Até esse momento, eu não havia valorizado todos os aspectos do portfólio; somente quando cursei a disciplina Avaliação (2007), também ministrada pela professora Dinéia, pude compreender o portfólio como um todo. Foi nesse momento que entendi, também,  a importância da capa do portfólio ter a carinha do aluno. Também entendi que o aluno só vai valorizar esse aspecto se eu, a professora, também acreditar nisso.

Publiquei,  dias atrás, alguns exemplos de capas de portfólios elaboradas pelos(as) alunos(as) do 1.º ano do curso de Pedagogia – 2008 da USJT, para a disciplina Fundamentos da Educação Infantil, ministrada pela professora Dinéia Hypolitto. Cada uma mais linda que a outra! Vale a pena ver e incentivar seu aluno a criar uma linda capa para o portfílo dele.


Educação para todos

4 fevereiro, 2009


Olá pessoal! Quando assisti a esse vídeo, no primeiro dia da reunião da escola da prefeitura,  me diverti muito.  São tantas planilhas para  analisar que até dá arrepios.  Sondagem disso, sondagem daquilo… São sete dias de reuniões. Tinha que ter algo para descontrair mesmo!

Essa charge é do Maurício Ricardo.

Clique aqui para assistir ao vídeo.

Fonte http://www.charges.uol.com.br

Ao final o autor faz  um comentário  que passa desapercebido. Leia-o aqui.

Sei que um monte de gente vai pensar que estou criticando os professores. Não é o caso: O que não aguentei foi o governo anunciando um grande avanço na  educação, quando a verdade é que, segundo a unesco, ainda estamos atrás da Bolívia, do Perú e do Equador.

Além do mais gente é só humor.

Maurício Ricardo

Oficina de Papel Machê

23 outubro, 2008

Este post, em especial, é um agradecimento ao 1.º ano do Curso de Pedagogia da Universidade São Judas Tadeu. A Prof.ª Dinéia Hypolitto, docente da disciplina Fundamentos da Educação Infantil do referido curso, convidou-me, por ser professora de Educação Artistica, ministrar uma palestra sobre a Abordagem Reggio Emília.

Ao planejar as aulas teóricas, percebi a necessidade da montagem de uma oficina prática  sobre o tema em questão, e uma prática que levasse os alunos a  refletir sobre a produção realizada. Sendo ela uma amante das artes, e tendo consciência de sua importância para o desenvolvimento infantil, aceitou prontamente.

Propus à turma que trabalhássemos com modelagem, tendo como base exploratória o papel machê e máscaras de carnaval.

Assistam ao vídeo dos(as) alunos(as) durante a  oficina de máscaras.

No primeiro momento, os alunos aprenderam a trabalhar a massa de papel, e modelaram máscaras e algumas bonequinhas. No segundo momento, trabalhei a base teórica da abordagem. Por último, elas finalizaram as suas produções, e conversamos sobre as dificuldades encontradas durante a produção de todas as máscaras e bonequinhas. Essa reflexão é fundamental para o trabalho da Abordagem Reggio Emília para que a próxima produção atinja melhor os seus objetivos e desperte novas competências.

Por que papel machê?

Com o papel machê, podemos trabalhar em qualquer comunidade ou grupo social. Seja na escola ou em entidades sociais, com crianças ou adultos (nesse caso possibilita, ainda, ajudar no orçamento doméstico), pois não gastamos nada para fabricá-lo. Só precisamos de papéis que serão jogados no lixo. Com essa técnica, podemos trabalhar a consciência ambiental e a organização dos espaços de convivência das crianças. Basta ajudarmos nossos alunos a compreender que aquelas bolinhas de papel, ou aviõezinhos que voam pela sala de aula, enquanto não olhamos, podem se transformar em outros objetos construídos por suas próprias mãos.

O papel machê é utilizado pelos chineses desde II A.C. Fiquei admirada ao saber que eles fabricavam leme para seus barcos de papel machê impermeabilizado. Isso, e muitas outras curiosidades sobre a história dessa técnica você encontra no blog Um pouco do que eu gosto.

Por que modelagem?

A criança é artística por natureza. Logo nos primeiros anos, começa a explorar o mundo e a representá-lo por meio da arte: rabiscar, montar, desmontar, dançar, dramatizar, criar histórias, lutar, cantar etc. Por isso, não tenha receio de usar e abusar das representações artísticas em sala de aula.

A modelagem contribui para o desenvolvimento cerebral do ser humano em qualquer faixa etária. Por meio dela é possível estimular, o córtex cerebral, e acelerar seu desenvolvimento.

A pedagoga Silvia Mara da Silva nos diz que por meio da modelagem “… é possível estimular o córtex cerebral, e dessa forma, criar novas vias neurais que irão favorecer novas aprendizagens…”. Leia mais sobre a sua experiência no site Centro de Vida Independente .

A criança começa a se interessar por modelagem logo nos primeiros anos, e devemos explorar sua necessidade tátil para enriquecer seu desenvolvimento. Qualquer massa que colocarmos em suas mãozinhas ela tentará modelar. Com isso ela aprimora a percepção, a criatividade, a coordenação motora (principalmente a fina), a auto-expressão, a socialização etc.

Agora que sabemos sobre a importância da arte e da modelagem para o desenvolvimento infantil, devemos pensar em pequenas oficinas de aprendizagem por meio desta forma de expressão: a modelagem.

Na Abordagem Reggio Emília, o educando tem a oportunidade de escolher o material que deseja utilizar para representar suas inquietudes e pesquisas. A minha sugestão é que as professoras, primeiramente, montem pequenas oficinas diversificadas: uma de argila, outra de papel machê, outra de massinha feita de farinha ou comprada. Essa criança gozará do privilégio da escolha consciente para representações maiores (elas são capazes disso). Assim, ela reflete sobre sua produção, repensa seu fazer e até mesmo recomeça. Isso é autonomia!

Veja o resultado da oficina de papel machê.

Alguns dias após a oficina de papel machê,  as alunas(os) do curso de pedagogia  tiveram a oportunidade de participar da oficina massiducando, ministrada pela profª  Prof.ª Graziele Medeiros, na qual os mesmos alunos(as) tiveram a oportunidade de aprender atrabalhar com massinha. Clique aqui para visitar essa oficina. Veja também o projeto da disciplina Ludicidade, da turma de pedagogia da Faculdade de Visconde de Cairu , BA, no blog da Manúpink.

Reggio Emília em Porto Alegre e São Paulo

19 outubro, 2008

Recebi a visita de duas professoras de educação infantil: a  Maria Inês, de Porto Alegre, RS, e Mariana S. Bollasi, de São Paulo, SP. Atuam em escolas de educação infantil que implantaram a  Abordagem Reggio Emília como  proposta pedagógica.  Essas professoras  colocaram suas escolas e suas experiências à disposição dos profissionais da educação que queiram conhecer melhor os conceitos da Abordagem Reggio Emília e como aplicá-los. Deixo aqui os comentários e o telefone de contato de cada escola.

 

Maria Inês:

“Informamos que em Porto Alegre, RS trabalhamos com as idéias de Reggio Emilia. Nosso maior referencial é ARTE, MÚSICA e MOVIMENTO. Fizemos DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA DAS CRIANÇAS registrando as linguagens desenvolvidas através de projetos e unidades temáticas e conceituais.
Nos colocamos a disposição para trocas de experiências, relatos ou dúvidas.

Meu telefone para contato é (51) 9156-0951.”

Mariana S. Bollasi:

“Somos uma escola Regiana! Nossa diretora pedagógica esteve lá em 2004, com o 1º grupo de brasileiros a ser recebido pela prefeitura de Reggio Emilia e pode perceber que estamos muito abaixo do que eles acreditam ser importante para essa 1ª infância… Aqui no Brasil temos normas, temos calendários e programas a serem cumpridos junto à diretoria de educação… Mas mesmo assim conseguimos ser essencialmente Reggio Emilia… Caso queira, faça contato e tenho certeza que a direção pedagógica lhe atenderá… Estamos na zona norte de São Paulo… Acesse o site da escola Villa Dei Bambini . Faço parte da direção administrativa da escola e fã do conceito… Acessei seu blog pois estamos alterando todo o site e buscava mais informações sobre a proposta…

Fone para contato: (11) 6977-2822/ 6975-2494.

Trocar experiências é sempre muito bom em qualquer área de atuação.


 

O encantamento da banda musical

9 abril, 2008

Os jovens costumam ignorar o conhecimento e gosto dos mais velhos. Fiz isso tantas vezes e me arrependo muito por não ter me aculturado das coisas que meus antepassados cultivaram. Não valorizei a memória cultural de meus avós e deixei o tempo passar, talvez imaginando que eles fossem imortais e que a qualquer momento estariam ao meu lado, para me contar o que eu quisesse saber.

Meus avós gostavam muito de banda. Sempre que a banda da cidade passava pelas ruas escutavam-se as vozes dos dois chamando: “Elisa, Raimundo, Lúcia, Nancy, venham rápido, a banda vai passar!” Eu logo lembrava de Chico Buarque cantando “A Banda”. Que pena! Não valorizei esses momentos mágicos e o encantamento que meus avós viviam cada vez que a banda passava. Eu pensava que eles gostavam da banda apenas por gostar de música!.

Só pude compreender a relevância da memória familiar quando precisei escrever sobre minhas memórias. Meus avós estiveram presentes em grande parte de minha vida, e sua presença é muito significativa para mim. O engraçado é que eles se interessavam por cada momento de minha vida, mas, no entanto, como muitos jovens, o que realmente me interessava era a minha própria vida! E, por isso, deixei passar momentos preciosos de aprofundamento familiar, dos interesses pessoais dos meus “velhinhos” e assim compreendê-los melhor.

No ano passado, mais uma vez, tive a oportunidade de perceber minha cegueira juvenil. Precisei ir à casa deles, em Valença (RJ), antes de ser vendida. Lá reencontrei a Ana Maria, que serve a minha família desde 1971. Ela ficou morando na mesma casa de meus avós, aquela em que eu vivi preciosos momentos ao lado deles. Ao me ver entrando na casa, ela abrir um belo sorriso – o que não é novidade para quem conhece a Ana, ela ri o tempo todo – e foi logo me bombardeando de perguntas do tipo : O que eu faço com isso? E aquilo? E esse gravador velho de seu “Walti”, o que faço com ele? A D. Iracema escutava sempre essa fita depois que seu “Walti” morreu.

Opa, que estranho! Porque minha avó escutaria repetitivamente aquela fita? Na pressa, pois estava só de passagem (e ciente que não teria como escutar aquela velha fita K7 em minha casa), resolvi trazer o velho gravador também. Assim, ao chegar em São Paulo poderia ouvi-la logo. É claro que o bendito do gravador não funcionou! Tive que sair procurando entre meus amigos um gravador K7. Não dava para esperar muito tempo, estava inquieta e curiosa para saber o que continha naquela fita.

Para minha surpresa, era um discurso. Uma fita velha com um discurso de alguém que eu conhecia, mas que era aquele homem? De repente, ele fala do meu avô e de uma banda em Santa Rita. Depois, a banda toca, e dá para perceber que outra banda toca também… Tudo muito confuso e com um som muito ruim, mas deu para entender que era a comemoração de 50 anos de uma das bandas. Fico surpresa quando eu escuto a voz de meu avô. Quanta emoção! Eu não sabia se chorava ou se escutava sua voz novamente. Sua voz ecoava como música nos meus ouvidos. Sei que parece meio melancólico esse assunto, mas esse é um papo familiar, que só os que conviveram com ele entenderão o que senti, pois sei que reagirão iguais a mim quando escutarem aquela doce voz.

Pensa que foi fácil? Imaginem só, uma fita K7 de 30 anos atrás! Fala sério, tive que trocar muitos e-mails com meus familiares para lembrar das pessoas mencionadas, investigar de que banda se tratava, etc. Conversei com alguns primos que eu já não falava havia muito tempo. Passei uma semana transcrevendo os discursos do Aziz Quinani e do meu avô. Valeu a pena! Parte do que eles falaram eu já sabia, outras, nem imaginava, mas vou situar para que você não fique totalmente de fora do assunto.

Apesar de meu avô ser carioca da gema, ele foi transferido para a estação de Santa Rita de Jacutinga (MG) em 1925. Chegando lá, foi muito bem recebido pelo povo e logo se enturmou. Ficou noivo da minha avó, Iracema, e se casaram em 1929.

Compreendi, então, por que era tão importante para os meus avós ver a banda passar. Qualquer banda que passasse era importante para eles, mesmo depois que mudaram para Valença. O importante era sentir novamente a magia da Banda. Afinal de contas, meu avô, Walter Magioli, foi membro fundador, em 1927, juntamente com o senhor Aziz Quinani e outros santarritenses da banda da cidade: a Corporação Musical Cônego Marciano. Sobre seu encargo ficou a tesouraria da banda. Cada vez que a banda passava eles remontavam suas memórias e relembravam a juventude. Adquirindo assim, mesmo que em um lampejo, fôlego para viver bem a velhice.

Assista a essa breve homenagem a meus avós, à Corporação Musical Cônego Marciano e ouça o discurso de meu avô nessa comemoração.

Projeto “Contação de Histórias”

8 abril, 2008

Acabo de ler sobre o projeto “Contação de Histórias” realizado em Carazinho (RS), aplicado em uma escola estadual. Vocês pensam que bons projetos só acontecem em escolas particulares? Ledo engano! As escolas estaduais e municipais estão repletas de professores se empenhando em dar uma boa educação ao educando. Leiam o projeto e comprovem o poder de tranformação que estabelecem com a comunidade escolar.

Aplique em sua escola também. Vale a pena tentar. O projeto é bem simples e tem excelente retorno.

Elisa Kerr

Sugestões de fichas de portfólio de aprendizagem

8 março, 2008
Estas fichas podem ser utilizadas em todas as séries/anos da instituição.
Identificação da Instituição de Ensino

Comentário do professor sobre amostra do trabalho

Aluno:

Projeto :

Trabalho :

Data : Turma :

Objetivo do trabalho :

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Conceito :

( ) iniciante ( ) em desenvolvimento

( ) domínio ( ) apresentou dificuldades

( ) avançado ( ) interessado pela atividade

( ) desinteressado pela atividade

Atividades desenvolvidas na área de (disciplina)

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Dificuldades apresentadas:

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Desenvolvimento do aluno durante a atividade :

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Comentários do professor :

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Identificação da Instituição de Ensino

Comentário do aluno sobre amostra de trabalho

Nome do aluno:

Projeto ou atividade:

Data : Turma :

Como fiz esse trabalho :

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O que gosto nele :

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O que gostaria de mudar nele :

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Quero fazê-lo de novo :

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Comentários do professor : …………………………………………………………………………………………….

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Identificação da Instituição de Ensino

Registro Sistemático

Aluno: ……………………………………………………………

Data: ……………………....Horário de __:__ à __:__

Observador:………………………… Permissão dada por: ……………

O que observar:………………………………………………………………………………….

Porque observar………………………………………………………………………………..

Relato do observador……………………………………………………………………….

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Identificação da Instituição de Ensino

Registro de Caso

Aluno:

Data:……………………………….. Horário __:__

Ocorrência …………………………………………………………………………………….

Contexto da ocorrência:……………………………………………………………..

Relato detalhado:…………………………………………………………………………

Observador:…………………………………………………………………………………….

OBS: Algumas dessas fichas são adaptações do livro da Elizabeth Shores, outras são sugestões de minha professora Dinéia Hypóllito. Leiam para que possam entender melhor o “por quê” de cada ficha e o propósito do portfólio. Também sugiro a leitura das outras páginas que publiquei sobre o mesmo tema. Nelas, você verá algumas fichas preenchidas, as atividades, ler algumas explicações, consultar bibliografias e visitar outros blogs que tratam do mesmo assunto.

Boa pesquisa.

São Paulo e suas representações culturais

3 dezembro, 2007

Hoje, dediquei minha manhã a pesquisar sobre os pontos turísticos de São Paulo. Tenho um enorme prazer em visitar essas construções e conhecer suas histórias. Nessa busca por monumentos arquitetônicos e históricos que representam nossa cidade, me deparei com um site muito interessante. Estou explorando-o ao máximo, pois nele encontrei diversos lugares para passear com meus filhos, além de uma agenda recheada de eventos culturais espalhados pela cidade. Deixo aqui minha sugestão “São Paulo – Minha Cidade “. Foi por aonde comecei – o resto fica por sua conta.