Archive for the ‘Livros’ Category

USJT e Senai: juntos no “Arte de encadernar”

11 junho, 2011

Acompanhe as publicações sobre o projeto “Arte de Encadernar”

Projeto “A Arte de Encadernar” ganha duas prensas. A Universidade São Judas Tadeu recebeu duas prensas para auxiliar nas aulas do projeto “A arte de encadernar” do Centro Educacional Profª Alzira Altenfelder Silva Mesquita – CEAM, no dia 24 de março de 2011. Houve uma celebração para a entrega das prensas da qual participaram, além de dois alunos do Senai que as projetaram, professores, alunos, a comunidade, o diretor do Centro de Extensão Prof. Fernando Ferrari Duch e o coordenador do CEAM Prof. Ms. Ubajára Soares de Oliveira.

O Projeto “A arte de encadernar” vigora desde 2007; o curso tem duração de três semestres, dividido em três módulos. Tamiris Ciuccio, monitora do projeto e aluna do 4º ano de jornalismo na USJT, explicou passo a passo como o projeto se desenvolve e mostrou a importância das prensas para o curso. A Ms. Elisa de Mello Kerr Azevedo, criadora do projeto, diz que é indispensável o uso das prensas, “Sem ela não teríamos como ensinar o processo de encadernação”.

Os alunos do SENAI, criadores do projeto das prensas, têm apenas 16 anos, André da Silva Lima e Eduardo Shiroma se emocionaram ao saber que o projeto beneficia a sociedade e ajuda a inclusão de pessoas no mercado de trabalho. Hoje em dia, não há ninguém que produza esse tipo de equipamento; trata-se de um mercado no qual o SENAI poderá investir futuramente. No projeto, os alunos aprendem desde a história do papel até como preservar uma obra. A aluna Sonia Regina Chiqueto, 52 anos, do 2º semestre, estava na apresentação das prensas e diz se dentificar com o curso, “Adoro as aulas, eu sempre gostei de papel, recortava e colava de tudo.”

Acessem as fotos aqui no site da Universidade São Judas Tadeu

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Discussão: Posso intervir no livro de outra pessoa?

1 setembro, 2009

Este post é para meus alunos do projeto “A arte de encadernar” do CEAM – Centro Educacional profª Alzira Mesquita Alterfelder – USJT. Mas, caro visitante, se quiser fazer parte dessa discussão fique à vontade. Sua opinião é de grande valia para esse questionamento.

Hoje verifiquei que um blogueiro indica uma de minhas publicações no seu blog,  o que me deixou muito lisonjeada.

Peço a você,   aluno(a) do CEAM, que participa do projeto “A arte de encadernar”, que  entre no Blog Além das Curvas (blog do Professor Enoch Filho) e leia, atentamente, a matéria do professor Enoch.  Em seguida,  leia  os  comentários dos visitantes. Feito isso,  reflita sobre o que você já  aprendeu em aula, no CEAM,  e compare com o que acabou de ler no blog do colega acima.

Agora, peço a  você que se arrisque um pouco e registre sua opinião (aqui no blog)  sobre as   perguntas abaixo (ou comentem no geral) o que você pensa sobre o assunto. Façam isso livremente, sem se preocupar com o certo ou errado, apenas comente. E, para enriquecer seus argumentos, seja eles a favor ou contra, sugiro a leitura de algumas postagem publicadas (anteriormente) no art|educando  especialmente  para os alunos do projeto:

Como conservar seus livros

Restauração de livros

Conservação preventiva…

O que parece errado nem sempre o é

Preservar para não restaurar

Restauração de mobílias

Restauração: o limite que não deve ser ultrapassado

Por dentro da lombada

Atelier de restauração

Descubra se seu livro está bem encadernado


1º Devo escrever  em livros públicos ou de outra pessoa?

2º E em meus próprios livros, devo escrever?

3º O que você acha da  intervenção  feita no livro da foto?

4º Você gostaria que alguém realizasse  esse tipo de intervenção em seu livro?  Explique sua resposta.

5º Pode-se usar fita adessiva, durex, etiquetas auto adesivas ou cola branca em livros?

Fotos: Blog Além das Curvas

Boa reflexão sobre a polêmica.

O livro: entre o leitura e a preservação

31 agosto, 2009

Sexta passada, dia 28/08/09, estive na FAENAC – Anhanguera Educacional –  em São Caetano do Sul, para proferir uma palestra aos alunos de Letras e História.  Deixo aqui, conforme prometi aos alunos, um breve relato e a bibliografia para pesquisa.

A universalização do saber – um histórico das bibliotecas, a quem era permitido o acesso, como o conhecimento era desenvolvido dentro delas e o formato do livro:

  • Bibliotecas de Alexandria e Pérgamo
  • Codex – formato do precursor do livro atual;

Palavras do Abade  aos monges beneditinos copistas: “Escrevei! Uma letra traçada neste mundo vos resgatará de um pecado no céu.” (MARTINS, 2001:99).

Monge em seu exercício diário de regeneração. Jean Miélot (d. 1472) - Europa medieval, os monges reproduziam livros copiando diligentemente os textos. Este trabalho se realizava em uma sala do mosteiro denominada scriptorium, idealizada para este propósito para este propósito.

Monge em seu exercício diário de regeneração. Jean Miélot (d. 1472) - Europa medieval, os monges reproduziam livros copiando diligentemente os textos. Este trabalho se realizava em uma sala do mosteiro denominada scriptorium, idealizada para este propósito para este propósito.

  • Gutenberg (tipos móveis);
  • Incunábulos  – Livros impressos com tipos móveis entre 1455 a 1500;
  • Libellus – livros portáteis dedicados a leitura prazerosas: romances, livro de preces, etc;
  • Liberdade – Quem determina o que vamos ler?;
  • Livro eletrônico – Será que o conhecimento será universalizado?

O livro e sua história – o livro como registro da evolução histórica do homem: o conteúdo do livro,  a arte dos livreiros e a tradição dos encadernadores e colecionadores, que estão registrados em sua confecção.

Capa de De Vita Leonis Decimi Pont(*), de P. Jovius (1549), encadernado por Claude de Picques para Jean Grolier.

Evangelho de S. João (séc. VII).   A ornamentação, com linhas pintadas em azul e amarelo sobre couro vermelho, traz os entrelaços característicos do estilo celta

Capa em mosaico – técnica que utiliza recortes de couro de cores variadas, embutidos ou superpostos – realizada por Augustin du Seuil para a edição de Daphnis et Chloé pertencente ao Regente (1718).

Conservação de livros – critérios éticos dessa profissão e alguns procedimentos utilizados em livros.

Reparos em lombadas – as fragilidades da lombada do livro e um exemplo de conservação.

Acondicionamento inadequado – de livros; documentos enrolados; documentos dobrados; douração manual.

Educação patrimonial – a importância de começarmos esse trabalho na infância.

Sugestão de sites para pesquisa

http://bichopapel.blogspot.com

http://www.ateliermachado.com.br

http://www.comphap.uns.arq.br

http://www.escritoriodolivro.com.br

http://www.moleiro.com

http://www.museu.gulbenkian.pt

http://www.ump.edu.br

http://www.unostiposduros.com

http://pt.wikipedia.org/wiki

Esse blog – art|educando – também possui várias publicações sobre livros, encadernações e dicas de como conservar seus livros.

Bibliografia

ARANTES, Antônio Augusto. Estratégias de construção de patrimônio cultural/ Produzindo o Passado. São Paulo: brasiliense. 1984.

ASSUNÇÃO, Paulo de. Patrimônio. São Paulo: Loyola, 2003.

BECK, Ingrid. Conservação e restauro de documentos em suporte papel. In: GRANATO, Marcus (Org). Conservação de acervos / Museu de Astronomia e Ciências Afins. Rio de Janeiro: MAST, 2007, p. 54-60.

BRUNET, Rosa. MANADÉ, Maria. Como organizar una biblioteca. España: CEAC, 1986.

CANFORA, Luciano. A biblioteca desaparecida: histórias da biblioteca de Alexandria. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

CHARTIER, Roger. A aventura do livro: do leitor ao navegador. São Paulo: Editora UNESP/ Imprensa Oficial do Estado, 1999.

CHOAY, Françoise. A alegoria do patrimônio. Lisboa: Edições 70, 2000.

GRANATO, Marcus (Org). Conservação de acervos/ Museu de Astronomia e Ciências Afins. Rio de Janeiro: MAST, 2007.

CRUZ, Anamaria da Costa; MENDES, Maria Tereza Reis. A Biblioteca: para o técnico e suas tarefas. Niterói: Intertexto, 2000.

Departamento do Patrimônio Histórico de São Paulo. O direito a memória: patrimônio histórico e cidadania. São Paulo:DHP. 1992

EL FAR, Alessandra. O livro e a leitura no Brasil. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,1970.

FEBVRE, Lucien; Martin, Henry-Jean. O aparecimento do livro. Trad. Fúlvia M. L. Moretto, Guacira Marcondes machado. São Paulo: UNESP, 1992.

FLOWER, Derek Adie. Biblioteca da Alexandria – As histórias da maior biblioteca da antiguidade / Tradução de Otacílio Nunes e Valter Ponte. São Paulo: Nova Alexandria, 2002.

FONSECA, Edson Nery da. Introdução a biblioteconomia. São Paulo: Pioneira, 1992.

GUTHS, Saulo e CARVALHO, Claudia S. R. Conservação preventiva: ambientes próprios para coleções. In: GRANATO, Marcus (Org). Conservação de acervos/ Museu de Astronomia e Ciências Afins. Rio de Janeiro: MAST, 2007, p. 25-44.

HOURANI, Albert Habid. Uma história dos povos árabes. São Paulo: Companhia das Letras, 2001

JEAN, Georges. A escrita – memória dos homens. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.

MANGUEL, Alberto. Uma história da leitura. São Paulo: Companhia das Letras. 1997.

MARTINS, Wilson. A palavra escrita– história do livro, da imprensa e da biblioteca. São Paulo: Ática, 2001.

MORAES, Rubens Borba de. Livros e Bibliotecas no Brasil Colonial. 2 ed. Brasília: Briquet de Lemos/ Livros, 2006

SCHWARCZ, Lilia Moritz. A longa viagem da biblioteca dos reis: do terremoto de Lisboa à independência do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

VALENTE, Maria Esther. A conquista do caráter público do museu. In: GOUVEA, Guaracira; MARANDINO, Martha; LEAL, Maria Cristina (Orgs.). Educação e museu: a construção social do caráter do educativo dos museus de Ciências. Rio de Janeiro: Access, 2003.

V CONCURSO ABER DE ENCADERNAÇÃO ARTÍSTICA – 2008/2009

9 junho, 2009

Olá pessoal! Postei no blog, há alguns dias,  o V CONCURSO ABER DE ENCADERNAÇÃO ARTÍSTICA – 2008/2009.  O evento de entrega dos prêmios aos vencedores aconteceu no dia 5 de junho  e contou com a presença dos dois júris do concurso: Dominic Riley e Michael Burke.

Inicialmente houve uma palestra  ministrada por Dominic, na qual ele relatou um pouco de suas  trajetórias profissionais demonstrando as encadernações artísticas realizadas por eles e os critérios adotados para a confecção dessas encadernações. Foi  maravilhoso!  Após esse belíssimo momento, Dona Thereza Brandão anunciou os ganhadores das categorias profissional e amador. Depois fomos até o saguão do Centro Cultural para apreciar essas encadernações.

Foi muito prazeroso olhar o fascínio no semblante dos alunos  ao observarem as encadernações artísticas, tanto as demonstradas por Dominic e Michael, como também as encadernações que participaram do concurso. Estavam todas lindas e bem confeccionadas, dignas de seu propósito.

Segue as lista dos ganhadores:

Categoria Profissional

1.º lugar Domingos da Silva Fiuza

2.º lugar Monica Schoenacker

3.º lugar Maria Teresa Ramos Dutra

Categoria Amador

1.º lugar Marco Antônio Pedrosa

2.os lugares: Ana Lúcia Bergano e Lia Canola Teixeira

3.º lugar: Lucas Dupin Melo

Mensão Honrosa

Natalia Zapella Rodrigues de Andrade

Enquanto olhávamos as encadernações, a turma,  Elisa Kerr (eu) e Américo Kerr, meu marido, tivemos a oportunidade de conversar um pouco com o Michael, que, por sinal, é muito agradável.

No centro o encadernador Michael, eu e Tamiris com nossos alunos ao nosso redor.

No centro o encadernador Michael Burke,Elisa Kerr e Tamiris Ciuccio com nossos alunos ao nosso redor.

As encadernações estão exposta no Centro Cultural são paulo até o  dia 5 de julho.

Tamiris, eu e nossos alunos no Centro Cultural de São Paulo.

TamirisCiuccio, Elisa Kerr e alguns de nossos alunos no Centro Cultural de São Paulo.

A biblioteca de José Mindlin poderá ser acessada pela internet

21 maio, 2009

Olá pessoal, todos já sabem o quanto aprecio livros e bibliotecas e,  por isso, recomendo assistirem a reportagem que os reeportes do  Bom Dia Brasil fizeram  sobre  a nova biblioteca da USP  – Brasiliana (o acesso ao vídeo está muito lento!)parte do acervo do bibliófilo José Mindlin.

O que mais me impressiona nessa reportagem  é o “robozinho scaneador e, ou devorador de livros”.  A Brasiliana Digital – em função do robô, estará no espaço virtual antes mesmo do término da construção de seu espaço físico. Leiam a reportagem na integra (transcrição do vídeo realizada pela equipe da globo).

A biblioteca de José Mindlin poderá ser acessada pela internet

Fonte: Bom Dia Brasil 20/05/2009Rede Globo

Colecionador doou seus livros raros à USP. Um robô “devorador de livros” está escaneando os exemplares.

A paixão de um brasileiro por seus livros em breve vai ser compartilhada com todos nós. A universidade de São Paulo se prepara para receber parte da biblioteca Brasiliana, doada pelo empresário e colecionador José Mindlin.

Poderá ser acessado de qualquer parte do mundo, pela internet, e também fisicamente, em um prédio que está sendo construído para receber a Brasiliana. Um tesouro, de um homem sonhador, que vai se tornar público pelo esforço de gente que acredita que um grande país só se faz com cultura e educação.

É em um vazio moldado a ferro, onde ainda o concreto escorre, que caberá o conhecimento. A biblioteca por enquanto é toda imaginação. “São três andares de livros. Todas as paredes com toda coleção exposta. A ideia é que a gente tivesse sempre o visitante em contato com o acervo”, explica o arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb.

Este será o corpo da Brasiliana, biblioteca formada por 17 mil títulos, todos sobre o Brasil ou feitos no Brasil, doados à USP pelo avô de Rodrigo, o empresário e bibliófilo, José Mindlin. “A arquitetura é coadjuvante nesse processo porque os livros são a alma. Estamos cuidando de dar um corpo para receber dignamente a coleção e ter acesso para meus filhos, netos e de todos nós”, diz o arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb.

A alma da Brasiliana ainda está bem longe; na casa de José Mindlin, no espaço especialmente construído, ao lado do jardim, para abrigar a biblioteca dele com quase 100 mil volumes. É uma sala de preciosidades e raridades. Os livros são do século 19, de literatura brasileira. Lá, estão quase todas as primeiras edições dos livros de Machado de Assis. Há as primeiras edições dos dois romances mais lidos no século 19: “O guarani”, de José de Alencar e “A moreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo.

Ao pé da escada fica Santo Inácio, um verdadeiro santo do pau-oco. No espaço de trás escondiam o ouro para escapar ao fisco dos portugueses.

É neste espaço da memória e do passado que vive um novo agregado: um robô do século 21, um devorador de livros, que lê 2,4 mil páginas por hora. O livro que o robô tem nas mãos é “Helena”, autografado por Machado de Assis, dedicado a um velho amigo dele, Salvador de Mendonça. A tudo isso nós teremos acesso, via internet.

“Enquanto o prédio está sendo construído, já estamos construindo a biblioteca digital”, aponta o coordenador da Brasiliana digital Pedro Puntoni. “Podemos transformar uma imagem recém tirada do robô em uma página que seja portátil para a web”, explica o engenheiro de computação Vitor Tsujiguchi. “O usuário vai ver o livro tal como ele é: a imagem do livro original, mas por trás dessa imagem há uma versão digitalizada, como se fosse transcrito.

O usuário pode fazer busca por palavra, frase, iluminar trecho, copiar e colar. A pessoa vai poder imprimir em casa, encadernar e colocar na sua estante”, antecipa o coordenador da Brasiliana digital Pedro Puntoni. O robô reconhece 120 línguas. Até o final do ano o plano é que ele tenha digitalizado 4 mil livros e 30 mil imagens. Quem está encantado com o trabalho do robô é o professor titular de história do Brasil, Istvan Yancsó, coordenador geral do projeto: “O conceito dessa biblioteca é atender a uma multiplicidade de destinações.

É um serviço que a USP vai prestar à nação. Tudo que nós estamos fazendo é sempre em cima da ideia de que é uma colaboração para montagem de alguma coisa que não vai ser a Brasiliana da USP, vai ser uma Brasiliana brasileira”.

Os primeiros livros que já estão sendo digitalizados são os dos viajantes que percorreram o Brasil nos séculos 16, 17, 18 e 19. Toda a coleção das gravuras de Debret. Depois disso será a vez de todos os livros de história do Brasil e literatura brasileira. Os 17 volumes da primeira edição dos sermões do Padre Vieira, a primeira edição brasileira de “Marília de Dirceu”, de Tomás Antonio Gonzaga – só existem três unidades no mundo. De José de Alencar, a primeira edição do “Guarany”, livro raro. José Mindlin passou boa parte da vida atrás desse exemplar, um dos únicos existentes e de muitas outras raridades.

Uma biblioteca como esta é um espaço para eternas descobertas. Cristina Antunes, organizadora da biblioteca Mindlin há 29 anos, sabe disso: “Até hoje descubro livros que eu não vi, que eu não li, que não conheço”. Toda essa coleção começou com um livro de história do Brasil de Frei Vicente de Salvador, e comentários de Capistrano de Abreu. José Mindlin tinha 13 anos, hoje, aos 94, quase 100 mil livros depois, quer dividir com todos o grande prazer que os livros lhe deram. “Era um sonho, no meio de muitos outros, era sim”, diz o bibliófilo José Mindlin.

A biblioteca Brasiliana está sendo construída na USP com doações de empresas. O prédio deve ficar pronto em julho de 2010. Os primeiros livros já deverão ser abertos para consulta, via internet em meados de junho. A partir daí, serão incluídos 200 livros e quase mil imagens por semana.

Palestra e workshops com encadernadores da Inglaterra

14 maio, 2009

Este post é um convite a todos os alunos e professores do projeto A arte de encadernar da Universidade São Judas Tadeu. Espero encontrar todos vocês lá!

No dia 5 de junho, a ABER promove uma palestra gratuita sobre encadernação artística ministrada por Dominic Riley e Michael Burke Palestrantes: Dominic Riley e Michael Burke.

DOMINIC RILEY,  encadernador inglês bastante atuante na área de encadernação artística, membro do Designer Bookbinders, vice-chairman da Society of Bookbinder e co-fundador do Collective Workshops. Dominic Riley aprendeu encadernação aos 16 anos, com monges beneditinos e com Paul Delrue, na London College of Printing. Em 1990 ele se mudou para Nova York, depois Berkeley, na Califórnia, onde atuou como professor, palestrante e restaurador de livros raros e participou da criação do ateliê de encadernação do San Francisco Center for the Book. Atualmente, mantém com o sócio Michael Burke um ateliê de encadernação em Lake District, no norte da Inglaterra. Recebeu diversos prêmios de encadernação e atua em coleções privadas e públicas, incluindo a British Library.

MICHAEL BURKE Formado em química pela Universidade de Leeds, Michael Burke especializou-se em encadernação e restauração com Dominic Riley e em conservação de papel com Karen Zukor. Participou da fundação do ateliê de encadernação do San Francisco Center for the Book em 1996. Desde 2001 vive na Inglaterra, onde dá aulas e workshops de encadernação. É especialista em encadernações antigas e medievais.

Conteúdo: Técnicas de encadernação.

Publico alvo: profissionais da área de conservação, encadernação, bibliotecários, arquivistas, artistas plásticos, bibliófilos e público em geral.

Data: 05 de junho, sexta-feira. Horário: das 17h às 19h.

Inscrições: Entrada gratuita, inscrição obrigatória  com Flávia, pelo tel (11) 5579-6200 ou pelo e-mail secretaria@aber.org.br (seu nome completo e telefone).

A palestra terá tradução para o português.

Local: Auditório Paulo Emílio, Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000 – São Paulo – SP

Cancelamentos devem ser comunicados com 24h de antecedência. A palestra terá tradução para o português.

FONTE: ABER – Associação Brasileira de Encadernação e Restauro

Biblioteca Mundial da Unesco

6 maio, 2009

No dia 21 de abril,  a UNESCO – Organização das Nações  Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura –  lançou a WDL (Word Digital Library), uma midiateca online e gratuita. Esse acervo está disponível em sete idiomas, inclusive o português,  e conta com a participação das principais instituições culturais do mundo.

A midiateca, sediada em Paris, já permite  acesso a aproximadamente  1,4 mil objetos digitalizados. Dentre eles temos: manuscritos, mapas, imagens, livros e diversos e outros artigos. A Fundação Biblioteca Nacional também colabora com a UNESCO nessa tentativa de “universalização do saber”.

USJT: projetos do CEAM – cursos

9 fevereiro, 2009

A Universidade São Judas Tadeu já abriu as inscrições para os projetos gratuitos abertos a comunidade, cito alguns deles:

  • A arte de encadernar – papelaria artesanal;
  • Dança circular;
  • Mãos que criam;
  • Alfabetização para adultos;

As inscrições terminam dia  18/02/ 2009.  Para maiores informações entre no site da Universidade São  Judas  Tadeu ou ligue  (11) 2799-1922.

Deixo uma pequena amostra de alguns trabalhos realizados pelos alunos do projeto A arte de encadernar –  papelaria artesanal.

José Mindlin – O homem que ama os livros

17 novembro, 2008
Em 18 de outubro deste ano, o site BrasíliaEmDia publicou uma entrevista feita por Marconi Formiga com o bibliófilo José Mindlin, um apaixonado por livros desde os treze anos de idade.  Sua esposa,  Dona Guita Mindlin,  e ele adquiriram ao longo de suas vidas uma das maiores bibliotecas particulares da América Latina. Segue abaixo um pequeno trecho da entrevista.

 

“Eu cresci em um ambiente cultural, de modo que desde a infância eu tive contato com os livros. Não houve um momento determinante. Em casa, quando eu era menino, havia uma biblioteca ocupando uma parede da sala e eu ficava extasiado diante dos livros, mesmo antes de aprender a ler. Até o dia em que eu peguei um livro e comecei a manusear páginas e a murmurar como se estivesse lendo textos. O meu pai, percebendo tudo aquilo, chegou perto e perguntou o que eu estava fazendo. Respondi-lhe, então, que estava lendo. Perplexo, ele comentou: “Mas você ainda não aprendeu a ler!”. Fiquei desapontado, mas jamais esqueci essa observação do meu pai. Houve uma atração pelo livro desde a minha infância…”

 

José Mindlin

Clique na foto e leia a entrievista na integra.

O Colégio Bandeirantes, em seu Jornal do Band, publicou a matéria Uma vida entres livros com José Mindlin sobre literatura e incentivo a leitura.

Não, eu aceito a vida como ela é. Eu costumava brincar dizendo que queria viver 300 anos para poder ler mais 25 mil ou 30 mil volumes, mas, primeiro, não achei a receita e, depois, seria inútil porque nesses 300 anos surgiriam outros livros que não daria para eu ler. A gente tem de aproveitar a vida enquanto está no planeta.

José Mindlin

Clique na imagem e aproveite a entrevista .

Leia também sobre a doação desse maravilhoso acervo, feita pelo casal ao Instituto de Estudos Brasileiros da USP em São Paulo.

“Há 79 anos, quando comecei esta coleção, tive a certeza de estar plantando uma sementinha. Décadas depois, essa semente virou uma árvore frondosa. O tempo passou e agora temos uma floresta”. Sorrindo, Mindlin dirigiu-se à reitora Suely Vilela: “Sei que a missão de reitora da Universidade de São Paulo exige muitas funções. E agora venho oferecer mais uma: senhora Suely Vilela, entrego a vosmecê a função de guarda-florestal.”

 

Clique na imagem para ler a entrevista na íntegra, publicada no Jornal da USP em 2006.

 

E, para conhecer o projeto da Biblioteca Brasiliana USPInstituto de Estudos Brasileiros Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin –, clique aqui e vá para o site.

China inaugura biblioteca monumental

20 setembro, 2008

Instituição mantém censura em predio de R$ 350 milhoes; não há revistas estrangeiras nem livros em inglês.

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Raul Juste Lores da folha de São Paulo  de Pequim

Prédio inaugurado esta semana tem 80 mil metros quadrados, disponibilidade para receber 2.900 leitores e capacidade para 12 milhões de livros; obra custou R$ 350 milhões. Uma longo retângulo suspenso de 120 metros de comprimento em aço escovado e vidro é a marca do novo prédio da Biblioteca Nacional da China [veja foto ao lado]. Inaugurado nesta semana, o anexo que custou o equivalente a R$ 350 milhões demonstra que obras de impacto continuam a mudar a paisagem mesmo após a Olimpíada.

A Biblioteca virou a terceira maior do mundo com a nova construção. O antigo prédio, que não pode sofrer reformas por ser patrimônio nacional, guarda os tesouros da instituição e só pode receber visitas de acadêmicos e pesquisadores.

O anexo é para o público geral -e feito para impressionar. Com 80 mil metros quadrados, tem 2.900 assentos, 460 computadores e oferece acesso à internet sem fio (wi-fi).

Os usuários podem usar leitores de livros digitais em palmtops para acessar os mais de 200 mil gigabytes de arquivo digital da instituição.

O teto do retângulo que abriga a Biblioteca Digital é de vidro, o que permite o uso de luz natural na maior parte do tempo. A base do prédio é em pedra -mas o revestimento interno da principal sala de leitura, de três andares, é de madeira, como nas antigas bibliotecas.

O escritório de arquitetura alemão Engel e Zimmermann, que desenhou a obra após vencer um concurso internacional, projetou um prédio para 12 milhões de livros, ainda que a biblioteca tenha sido aberta com 600 mil. “A obra tem a capacidade para o crescimento da biblioteca nas próximas três décadas”, diz o bibliotecário-chefe, Zhan Furui.

Literatura controlada
No último andar, que possui centenas de jornais e revistas para consulta, não há uma única publicação estrangeira. Também não há nenhum livro em inglês na nova biblioteca.

“Os livros em inglês ficam no velho prédio, onde o acesso é restrito. Aqui, só em chinês”, diz o bibliotecário Li Bin. Apesar da modernidade, a nova biblioteca mantém a política de controle de informação cara ao Partido Comunista.

São raros os locais de Pequim onde se encontram revistas estrangeiras. Quando há alguma reportagem crítica à China, os exemplares são recolhidos.

Encomendas feitas à Amazon podem levar meses. Os pacotes são abertos pelo correio, que apreende livros sensíveis. A censura proíbe livros que falem sobre a repressão na Praça da Paz Celestial ou no Tibete, sobre a seita Falun Gong ou sobre direitos humanos.

Livros que tratem de sexo e erotismo são proibidos e chamados de “poluição espiritual”. São os casos de obras que narram as aventuras sexuais de jovens chinesas, como “Shanghai Baby”, “Beijing Doll” ou “Candy”, e que viraram best-sellers no exterior.

No ano passado, a autora Zhang Yihe liderou uma campanha pela internet, sem sucesso, pelo fim à censura. Seus três livros, que contam o drama dos chineses durante a Revolução Cultural, são proibidos no país.

O Escritório Geral de Imprensa e Publicações é responsável pela censura. A saída é a produção e distribuição clandestina de livros – estima-se que 60% dos livros que circulam na China sejam piratas. Calcula-se que haja cerca de 4.000 editoras clandestinas.

Fonte: Por Raul Juste Lores, de Pequim. Publicado na Folha de S. Paulo de segunda-feira, 15/09/2008.

Ano 88 * nº 29.020 – E4 – Ilustrada