Archive for the ‘Museologia’ Category

Discussão: Posso intervir no livro de outra pessoa?

1 setembro, 2009

Este post é para meus alunos do projeto “A arte de encadernar” do CEAM – Centro Educacional profª Alzira Mesquita Alterfelder – USJT. Mas, caro visitante, se quiser fazer parte dessa discussão fique à vontade. Sua opinião é de grande valia para esse questionamento.

Hoje verifiquei que um blogueiro indica uma de minhas publicações no seu blog,  o que me deixou muito lisonjeada.

Peço a você,   aluno(a) do CEAM, que participa do projeto “A arte de encadernar”, que  entre no Blog Além das Curvas (blog do Professor Enoch Filho) e leia, atentamente, a matéria do professor Enoch.  Em seguida,  leia  os  comentários dos visitantes. Feito isso,  reflita sobre o que você já  aprendeu em aula, no CEAM,  e compare com o que acabou de ler no blog do colega acima.

Agora, peço a  você que se arrisque um pouco e registre sua opinião (aqui no blog)  sobre as   perguntas abaixo (ou comentem no geral) o que você pensa sobre o assunto. Façam isso livremente, sem se preocupar com o certo ou errado, apenas comente. E, para enriquecer seus argumentos, seja eles a favor ou contra, sugiro a leitura de algumas postagem publicadas (anteriormente) no art|educando  especialmente  para os alunos do projeto:

Como conservar seus livros

Restauração de livros

Conservação preventiva…

O que parece errado nem sempre o é

Preservar para não restaurar

Restauração de mobílias

Restauração: o limite que não deve ser ultrapassado

Por dentro da lombada

Atelier de restauração

Descubra se seu livro está bem encadernado


1º Devo escrever  em livros públicos ou de outra pessoa?

2º E em meus próprios livros, devo escrever?

3º O que você acha da  intervenção  feita no livro da foto?

4º Você gostaria que alguém realizasse  esse tipo de intervenção em seu livro?  Explique sua resposta.

5º Pode-se usar fita adessiva, durex, etiquetas auto adesivas ou cola branca em livros?

Fotos: Blog Além das Curvas

Boa reflexão sobre a polêmica.

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O livro: entre o leitura e a preservação

31 agosto, 2009

Sexta passada, dia 28/08/09, estive na FAENAC – Anhanguera Educacional –  em São Caetano do Sul, para proferir uma palestra aos alunos de Letras e História.  Deixo aqui, conforme prometi aos alunos, um breve relato e a bibliografia para pesquisa.

A universalização do saber – um histórico das bibliotecas, a quem era permitido o acesso, como o conhecimento era desenvolvido dentro delas e o formato do livro:

  • Bibliotecas de Alexandria e Pérgamo
  • Codex – formato do precursor do livro atual;

Palavras do Abade  aos monges beneditinos copistas: “Escrevei! Uma letra traçada neste mundo vos resgatará de um pecado no céu.” (MARTINS, 2001:99).

Monge em seu exercício diário de regeneração. Jean Miélot (d. 1472) - Europa medieval, os monges reproduziam livros copiando diligentemente os textos. Este trabalho se realizava em uma sala do mosteiro denominada scriptorium, idealizada para este propósito para este propósito.

Monge em seu exercício diário de regeneração. Jean Miélot (d. 1472) - Europa medieval, os monges reproduziam livros copiando diligentemente os textos. Este trabalho se realizava em uma sala do mosteiro denominada scriptorium, idealizada para este propósito para este propósito.

  • Gutenberg (tipos móveis);
  • Incunábulos  – Livros impressos com tipos móveis entre 1455 a 1500;
  • Libellus – livros portáteis dedicados a leitura prazerosas: romances, livro de preces, etc;
  • Liberdade – Quem determina o que vamos ler?;
  • Livro eletrônico – Será que o conhecimento será universalizado?

O livro e sua história – o livro como registro da evolução histórica do homem: o conteúdo do livro,  a arte dos livreiros e a tradição dos encadernadores e colecionadores, que estão registrados em sua confecção.

Capa de De Vita Leonis Decimi Pont(*), de P. Jovius (1549), encadernado por Claude de Picques para Jean Grolier.

Evangelho de S. João (séc. VII).   A ornamentação, com linhas pintadas em azul e amarelo sobre couro vermelho, traz os entrelaços característicos do estilo celta

Capa em mosaico – técnica que utiliza recortes de couro de cores variadas, embutidos ou superpostos – realizada por Augustin du Seuil para a edição de Daphnis et Chloé pertencente ao Regente (1718).

Conservação de livros – critérios éticos dessa profissão e alguns procedimentos utilizados em livros.

Reparos em lombadas – as fragilidades da lombada do livro e um exemplo de conservação.

Acondicionamento inadequado – de livros; documentos enrolados; documentos dobrados; douração manual.

Educação patrimonial – a importância de começarmos esse trabalho na infância.

Sugestão de sites para pesquisa

http://bichopapel.blogspot.com

http://www.ateliermachado.com.br

http://www.comphap.uns.arq.br

http://www.escritoriodolivro.com.br

http://www.moleiro.com

http://www.museu.gulbenkian.pt

http://www.ump.edu.br

http://www.unostiposduros.com

http://pt.wikipedia.org/wiki

Esse blog – art|educando – também possui várias publicações sobre livros, encadernações e dicas de como conservar seus livros.

Bibliografia

ARANTES, Antônio Augusto. Estratégias de construção de patrimônio cultural/ Produzindo o Passado. São Paulo: brasiliense. 1984.

ASSUNÇÃO, Paulo de. Patrimônio. São Paulo: Loyola, 2003.

BECK, Ingrid. Conservação e restauro de documentos em suporte papel. In: GRANATO, Marcus (Org). Conservação de acervos / Museu de Astronomia e Ciências Afins. Rio de Janeiro: MAST, 2007, p. 54-60.

BRUNET, Rosa. MANADÉ, Maria. Como organizar una biblioteca. España: CEAC, 1986.

CANFORA, Luciano. A biblioteca desaparecida: histórias da biblioteca de Alexandria. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

CHARTIER, Roger. A aventura do livro: do leitor ao navegador. São Paulo: Editora UNESP/ Imprensa Oficial do Estado, 1999.

CHOAY, Françoise. A alegoria do patrimônio. Lisboa: Edições 70, 2000.

GRANATO, Marcus (Org). Conservação de acervos/ Museu de Astronomia e Ciências Afins. Rio de Janeiro: MAST, 2007.

CRUZ, Anamaria da Costa; MENDES, Maria Tereza Reis. A Biblioteca: para o técnico e suas tarefas. Niterói: Intertexto, 2000.

Departamento do Patrimônio Histórico de São Paulo. O direito a memória: patrimônio histórico e cidadania. São Paulo:DHP. 1992

EL FAR, Alessandra. O livro e a leitura no Brasil. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,1970.

FEBVRE, Lucien; Martin, Henry-Jean. O aparecimento do livro. Trad. Fúlvia M. L. Moretto, Guacira Marcondes machado. São Paulo: UNESP, 1992.

FLOWER, Derek Adie. Biblioteca da Alexandria – As histórias da maior biblioteca da antiguidade / Tradução de Otacílio Nunes e Valter Ponte. São Paulo: Nova Alexandria, 2002.

FONSECA, Edson Nery da. Introdução a biblioteconomia. São Paulo: Pioneira, 1992.

GUTHS, Saulo e CARVALHO, Claudia S. R. Conservação preventiva: ambientes próprios para coleções. In: GRANATO, Marcus (Org). Conservação de acervos/ Museu de Astronomia e Ciências Afins. Rio de Janeiro: MAST, 2007, p. 25-44.

HOURANI, Albert Habid. Uma história dos povos árabes. São Paulo: Companhia das Letras, 2001

JEAN, Georges. A escrita – memória dos homens. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.

MANGUEL, Alberto. Uma história da leitura. São Paulo: Companhia das Letras. 1997.

MARTINS, Wilson. A palavra escrita– história do livro, da imprensa e da biblioteca. São Paulo: Ática, 2001.

MORAES, Rubens Borba de. Livros e Bibliotecas no Brasil Colonial. 2 ed. Brasília: Briquet de Lemos/ Livros, 2006

SCHWARCZ, Lilia Moritz. A longa viagem da biblioteca dos reis: do terremoto de Lisboa à independência do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

VALENTE, Maria Esther. A conquista do caráter público do museu. In: GOUVEA, Guaracira; MARANDINO, Martha; LEAL, Maria Cristina (Orgs.). Educação e museu: a construção social do caráter do educativo dos museus de Ciências. Rio de Janeiro: Access, 2003.

V CONCURSO ABER DE ENCADERNAÇÃO ARTÍSTICA – 2008/2009

9 junho, 2009

Olá pessoal! Postei no blog, há alguns dias,  o V CONCURSO ABER DE ENCADERNAÇÃO ARTÍSTICA – 2008/2009.  O evento de entrega dos prêmios aos vencedores aconteceu no dia 5 de junho  e contou com a presença dos dois júris do concurso: Dominic Riley e Michael Burke.

Inicialmente houve uma palestra  ministrada por Dominic, na qual ele relatou um pouco de suas  trajetórias profissionais demonstrando as encadernações artísticas realizadas por eles e os critérios adotados para a confecção dessas encadernações. Foi  maravilhoso!  Após esse belíssimo momento, Dona Thereza Brandão anunciou os ganhadores das categorias profissional e amador. Depois fomos até o saguão do Centro Cultural para apreciar essas encadernações.

Foi muito prazeroso olhar o fascínio no semblante dos alunos  ao observarem as encadernações artísticas, tanto as demonstradas por Dominic e Michael, como também as encadernações que participaram do concurso. Estavam todas lindas e bem confeccionadas, dignas de seu propósito.

Segue as lista dos ganhadores:

Categoria Profissional

1.º lugar Domingos da Silva Fiuza

2.º lugar Monica Schoenacker

3.º lugar Maria Teresa Ramos Dutra

Categoria Amador

1.º lugar Marco Antônio Pedrosa

2.os lugares: Ana Lúcia Bergano e Lia Canola Teixeira

3.º lugar: Lucas Dupin Melo

Mensão Honrosa

Natalia Zapella Rodrigues de Andrade

Enquanto olhávamos as encadernações, a turma,  Elisa Kerr (eu) e Américo Kerr, meu marido, tivemos a oportunidade de conversar um pouco com o Michael, que, por sinal, é muito agradável.

No centro o encadernador Michael, eu e Tamiris com nossos alunos ao nosso redor.

No centro o encadernador Michael Burke,Elisa Kerr e Tamiris Ciuccio com nossos alunos ao nosso redor.

As encadernações estão exposta no Centro Cultural são paulo até o  dia 5 de julho.

Tamiris, eu e nossos alunos no Centro Cultural de São Paulo.

TamirisCiuccio, Elisa Kerr e alguns de nossos alunos no Centro Cultural de São Paulo.

A biblioteca de José Mindlin poderá ser acessada pela internet

21 maio, 2009

Olá pessoal, todos já sabem o quanto aprecio livros e bibliotecas e,  por isso, recomendo assistirem a reportagem que os reeportes do  Bom Dia Brasil fizeram  sobre  a nova biblioteca da USP  – Brasiliana (o acesso ao vídeo está muito lento!)parte do acervo do bibliófilo José Mindlin.

O que mais me impressiona nessa reportagem  é o “robozinho scaneador e, ou devorador de livros”.  A Brasiliana Digital – em função do robô, estará no espaço virtual antes mesmo do término da construção de seu espaço físico. Leiam a reportagem na integra (transcrição do vídeo realizada pela equipe da globo).

A biblioteca de José Mindlin poderá ser acessada pela internet

Fonte: Bom Dia Brasil 20/05/2009Rede Globo

Colecionador doou seus livros raros à USP. Um robô “devorador de livros” está escaneando os exemplares.

A paixão de um brasileiro por seus livros em breve vai ser compartilhada com todos nós. A universidade de São Paulo se prepara para receber parte da biblioteca Brasiliana, doada pelo empresário e colecionador José Mindlin.

Poderá ser acessado de qualquer parte do mundo, pela internet, e também fisicamente, em um prédio que está sendo construído para receber a Brasiliana. Um tesouro, de um homem sonhador, que vai se tornar público pelo esforço de gente que acredita que um grande país só se faz com cultura e educação.

É em um vazio moldado a ferro, onde ainda o concreto escorre, que caberá o conhecimento. A biblioteca por enquanto é toda imaginação. “São três andares de livros. Todas as paredes com toda coleção exposta. A ideia é que a gente tivesse sempre o visitante em contato com o acervo”, explica o arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb.

Este será o corpo da Brasiliana, biblioteca formada por 17 mil títulos, todos sobre o Brasil ou feitos no Brasil, doados à USP pelo avô de Rodrigo, o empresário e bibliófilo, José Mindlin. “A arquitetura é coadjuvante nesse processo porque os livros são a alma. Estamos cuidando de dar um corpo para receber dignamente a coleção e ter acesso para meus filhos, netos e de todos nós”, diz o arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb.

A alma da Brasiliana ainda está bem longe; na casa de José Mindlin, no espaço especialmente construído, ao lado do jardim, para abrigar a biblioteca dele com quase 100 mil volumes. É uma sala de preciosidades e raridades. Os livros são do século 19, de literatura brasileira. Lá, estão quase todas as primeiras edições dos livros de Machado de Assis. Há as primeiras edições dos dois romances mais lidos no século 19: “O guarani”, de José de Alencar e “A moreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo.

Ao pé da escada fica Santo Inácio, um verdadeiro santo do pau-oco. No espaço de trás escondiam o ouro para escapar ao fisco dos portugueses.

É neste espaço da memória e do passado que vive um novo agregado: um robô do século 21, um devorador de livros, que lê 2,4 mil páginas por hora. O livro que o robô tem nas mãos é “Helena”, autografado por Machado de Assis, dedicado a um velho amigo dele, Salvador de Mendonça. A tudo isso nós teremos acesso, via internet.

“Enquanto o prédio está sendo construído, já estamos construindo a biblioteca digital”, aponta o coordenador da Brasiliana digital Pedro Puntoni. “Podemos transformar uma imagem recém tirada do robô em uma página que seja portátil para a web”, explica o engenheiro de computação Vitor Tsujiguchi. “O usuário vai ver o livro tal como ele é: a imagem do livro original, mas por trás dessa imagem há uma versão digitalizada, como se fosse transcrito.

O usuário pode fazer busca por palavra, frase, iluminar trecho, copiar e colar. A pessoa vai poder imprimir em casa, encadernar e colocar na sua estante”, antecipa o coordenador da Brasiliana digital Pedro Puntoni. O robô reconhece 120 línguas. Até o final do ano o plano é que ele tenha digitalizado 4 mil livros e 30 mil imagens. Quem está encantado com o trabalho do robô é o professor titular de história do Brasil, Istvan Yancsó, coordenador geral do projeto: “O conceito dessa biblioteca é atender a uma multiplicidade de destinações.

É um serviço que a USP vai prestar à nação. Tudo que nós estamos fazendo é sempre em cima da ideia de que é uma colaboração para montagem de alguma coisa que não vai ser a Brasiliana da USP, vai ser uma Brasiliana brasileira”.

Os primeiros livros que já estão sendo digitalizados são os dos viajantes que percorreram o Brasil nos séculos 16, 17, 18 e 19. Toda a coleção das gravuras de Debret. Depois disso será a vez de todos os livros de história do Brasil e literatura brasileira. Os 17 volumes da primeira edição dos sermões do Padre Vieira, a primeira edição brasileira de “Marília de Dirceu”, de Tomás Antonio Gonzaga – só existem três unidades no mundo. De José de Alencar, a primeira edição do “Guarany”, livro raro. José Mindlin passou boa parte da vida atrás desse exemplar, um dos únicos existentes e de muitas outras raridades.

Uma biblioteca como esta é um espaço para eternas descobertas. Cristina Antunes, organizadora da biblioteca Mindlin há 29 anos, sabe disso: “Até hoje descubro livros que eu não vi, que eu não li, que não conheço”. Toda essa coleção começou com um livro de história do Brasil de Frei Vicente de Salvador, e comentários de Capistrano de Abreu. José Mindlin tinha 13 anos, hoje, aos 94, quase 100 mil livros depois, quer dividir com todos o grande prazer que os livros lhe deram. “Era um sonho, no meio de muitos outros, era sim”, diz o bibliófilo José Mindlin.

A biblioteca Brasiliana está sendo construída na USP com doações de empresas. O prédio deve ficar pronto em julho de 2010. Os primeiros livros já deverão ser abertos para consulta, via internet em meados de junho. A partir daí, serão incluídos 200 livros e quase mil imagens por semana.

Palestra e workshops com encadernadores da Inglaterra

14 maio, 2009

Este post é um convite a todos os alunos e professores do projeto A arte de encadernar da Universidade São Judas Tadeu. Espero encontrar todos vocês lá!

No dia 5 de junho, a ABER promove uma palestra gratuita sobre encadernação artística ministrada por Dominic Riley e Michael Burke Palestrantes: Dominic Riley e Michael Burke.

DOMINIC RILEY,  encadernador inglês bastante atuante na área de encadernação artística, membro do Designer Bookbinders, vice-chairman da Society of Bookbinder e co-fundador do Collective Workshops. Dominic Riley aprendeu encadernação aos 16 anos, com monges beneditinos e com Paul Delrue, na London College of Printing. Em 1990 ele se mudou para Nova York, depois Berkeley, na Califórnia, onde atuou como professor, palestrante e restaurador de livros raros e participou da criação do ateliê de encadernação do San Francisco Center for the Book. Atualmente, mantém com o sócio Michael Burke um ateliê de encadernação em Lake District, no norte da Inglaterra. Recebeu diversos prêmios de encadernação e atua em coleções privadas e públicas, incluindo a British Library.

MICHAEL BURKE Formado em química pela Universidade de Leeds, Michael Burke especializou-se em encadernação e restauração com Dominic Riley e em conservação de papel com Karen Zukor. Participou da fundação do ateliê de encadernação do San Francisco Center for the Book em 1996. Desde 2001 vive na Inglaterra, onde dá aulas e workshops de encadernação. É especialista em encadernações antigas e medievais.

Conteúdo: Técnicas de encadernação.

Publico alvo: profissionais da área de conservação, encadernação, bibliotecários, arquivistas, artistas plásticos, bibliófilos e público em geral.

Data: 05 de junho, sexta-feira. Horário: das 17h às 19h.

Inscrições: Entrada gratuita, inscrição obrigatória  com Flávia, pelo tel (11) 5579-6200 ou pelo e-mail secretaria@aber.org.br (seu nome completo e telefone).

A palestra terá tradução para o português.

Local: Auditório Paulo Emílio, Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000 – São Paulo – SP

Cancelamentos devem ser comunicados com 24h de antecedência. A palestra terá tradução para o português.

FONTE: ABER – Associação Brasileira de Encadernação e Restauro

Biblioteca Mundial da Unesco

6 maio, 2009

No dia 21 de abril,  a UNESCO – Organização das Nações  Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura –  lançou a WDL (Word Digital Library), uma midiateca online e gratuita. Esse acervo está disponível em sete idiomas, inclusive o português,  e conta com a participação das principais instituições culturais do mundo.

A midiateca, sediada em Paris, já permite  acesso a aproximadamente  1,4 mil objetos digitalizados. Dentre eles temos: manuscritos, mapas, imagens, livros e diversos e outros artigos. A Fundação Biblioteca Nacional também colabora com a UNESCO nessa tentativa de “universalização do saber”.

Concurso para Docentes em Museologia

6 janeiro, 2009

O professor Carlos Costa, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia,  enviou-me este e-mail, solicitando que divulgasse estas vagas.

Estão abertos, através de Edital UFRB nº 12/2008 (que segue em anexo) quatro (04) vagas de concurso para docência do magistério superior para o curso de Graduação em Museologia da UFRB. As inscrições estarão abertas entre o dia 02 ao dia 16/01/2008. As vagas são:

Museu e Educação / 01 vaga / Nível Assistente / Regime DE

Requisito: Graduação em Museologia e Mestrado em áreas afins.

Teoria e Prática Museológica / 01 vaga / Nível Assistente / Regime DE

Requisito: Graduação em Museologia e Mestrado em áreas afins.

Restauração de Bens Culturais Móveis / 01 vaga / Nível Adjunto / Regime DE

Requisito: Graduação nas áreas de Artes ou de Ciências Sociais Aplicadas ou de Humanidades ou de Arquitetura, com atuação na matéria do Concurso. Doutorado em áreas afins.

Arquitetura de Museus / 01 vaga / Nível Adjunto / Regime DE

Requisito: Graduação nas áreas de Artes ou de Ciências Sociais Aplicadas ou de Humanidades ou de Arquitetura, com atuação na matéria do Concurso. Doutorado em áreas afins.

Maiores informações podem ser obtidas através do site: http://www.concursos.ufrb.edu.br, ou através do e-mail colegiadodemuseologia@gmail.com.

Cordialmente,

Prof. Carlos Costa

Coordenador do Colegiado do Curso de Graduação em Museologia

Centro de Artes, Humanidades e Letras – CAHL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA – UFRB”


VII Semana de Museus da USP

5 janeiro, 2009

Fonte:  aber.org.br

Com tema “O museu na cidade e a cidade no museu”, Semana dos Museus da USP será realizado entre 27 e 30 de abril de 2009 no Anfiteatro Camargo Guarnieri

APRESENTAÇÃO

A Semana dos Museus da Universidade de São Paulo é uma iniciativa da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, juntamente com o Centro de Preservação Cultural e os museus estatutários da USP – o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE), o Museu de Arte Contemporânea (MAC), o Museu Paulista (MP) e o Museu de Zoologia (MZ). Trata-se de um evento bienal de cunho científico-cultural, cuja primeira edição ocorreu em maio de 1997, coordenada pela então Comissão de Patrimônio Cultural da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, que, em 2004, transformou-se no atual Centro de Preservação Cultural (CPC-USP).

TEMÁTICA

O tema proposto para VII Semana de Museus da USP – “O museu na cidade e a cidade no museu” – está ligado à tendência, perceptível desde a década de 1990, de um expressivo adensamento da criação ou reformulação de museus em cidades de todo o mundo. Tornados ícones de intervenção urbana, vários deles foram considerados responsáveis pela reorientação funcional de áreas esvaziadas economicamente ou em degradação física.

O tema traz reflexões sobre outras estratégias de intervenção que levaram à própria musealização de espaços urbanos, apontando ou não para sua mercantilização, processo muitas vezes estreitamente ligado à rigidez da compreensão institucional de seus indicadores patrimoniais e à exclusão de habitantes.

PÚBLICO ALVO

A Semana dos Museus da USP destina-se a profissionais atuantes em museus e instituições afins, bem como a estudantes de graduação, pós-graduação e cursos de especialização das áreas de Antropologia, Arquitetura e Urbanismo, Artes Plásticas, Biblioteconomia, Ciências Ambientais, Ciências Biológicas, Documentação Museologia, Etnologia, História, Sociologia e público interessado em geral.

CHAMADA PARA COMUNICAÇÕES

A VII Semana dos Museus realiza chamada para envio de comunicações por parte de profissionais e estudantes da área de museus. Foram estabelecidos temas aos quais as comunicações deverão ser vinculadas. Os trabalhos serão selecionados a partir de critérios acadêmicos e pertinência aos eixos temáticos estabelecidos. Serão priorizadas abordagens críticas dos temas propostos. As seções serão organizadas de modo a reunir comunicações afins.

1) Museus universitários e sua inserção na cidade

Museus universitários: para quem? Introversão e/ou extroversão como metas institucionais de inserção. Demandas sociais e construção de políticas curatoriais: conhecimento, métodos de diálogo, estratégias de inclusão.

2) Museus de cidade

Museus de cidade: museus de sociedades? Tempo/tempos na cidade: linearidade ou múltiplas temporalidades. Campos temáticos em alargamento: agentes sociais, meio-ambiente, tensões. Horizontes de representação: entre cristalização e dinâmicas.

3) Museus e requalificação urbana

Museus: indutores de transformação de áreas urbanas? Alavancagem turístico-cultural e desenvolvimento econômico. Instituições museais como agentes de conscientização social e/ou ambiental.

FORMATO PARA A APRESENTAÇÃO

Normas gerais para envio de trabalhos:

-Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail 7semana@usp.br

– Resumo expandido
-Arquivo em formato .doc (Word for Windows versão 97 ou 2003) ou .pdf. Tamanho A4, margens: superior 2.5 – inferior 2.5 – esquerda 2.5- direita 2.5, fonte arial – tamanho 11 – espaço entre linhas 1,5 – máximo de 600 palavras e mínimo de 400 palavras.
-O resumo deve conter o título da apresentação, o autor, vínculo institucional/ instituição de origem.
-Máximo de 2 resumos por 1º autor inscrito
-O resumo deve ser acompanhado de 3 a 5 palavras-chave.

-Trabalho completo
-Após análise e seleção dos resumos por parte da comissão cientifica da VII Semana dos Museus, será solicitado o envio do trabalho completo a ser apresentado durante as comunicações de acordo com a programação do evento.
-O trabalho completo deve ter no máximo 20 páginas, em formato .doc (Word for Windows versão 97 ou 2003), tamanho A4, margens : superior 3,0 – inferior 2,0 – esquerda 2.5- direita 2.5, fonte arial – tamanho 11 – espaço entre linhas 1,5 .

DATAS E PRAZOS DOS TRABALHOS PARA COMUNICAÇÕES:

Envio de resumos expandidos para seleção 15/01/2009;
Divulgação dos resumos selecionados 15/02/2009;
Envio dos trabalhos completos para publicação nos anais 15/03/2009.

INSCRIÇÕES PARA A VII SEMANA DOS MUSEUS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Preencher a ficha de inscrição on-line e enviar por correio ou fax, juntamente com cópia do comprovante de pagamento. Se for o caso enviar também comprovante da condição de estudante, membro do ICOM ou maior de 65 anos para usufruir do desconto previsto.
Site: http://www.usp.br/prc/viisemana/

Taxas
R$ 60,00 e R$ 25,00 para estudantes, membros do ICOM e maiores de 65 anos

Banco: Banco do Brasil
Agência: 1897-X
Conta: 55997-0
Código da conta: 107-4
Descrição: pagamento para a VII Semana dos Museus

OBS: os autores das comunicações selecionadas estarão isentos da taxa de inscrição na VII Semana dos Museus

INFORMAÇÕES E CORRESPONDÊNCIA

VII Semana dos Museus da USP
Centro de Preservação Cultural – PRCEU/USP
Rua Major Diogo, 353, Bela Vista
São Paulo – SP
CEP – 01324-001
Telefone/Fax: 3106-3562
Site: http://www.usp.br/prc/viisemana/

Atenção: Este evento não é promovido pela ABER, portanto recomendamos aos leitores do site interessados no evento a entrar em contato direto com a instituição responsável para confirmar datas e orientações gerais, pois podem ocorrer alterações sem que sejamos comunicados.

Data de início: 27/04/2009

Data final: 30/04/2009

Ensinar a preservar

26 maio, 2007

O Patrimônio Histórico de nossa nação é diverso. Nossa Constituição define patrimônio assim: “É patrimônio cultural e ambiental, o conjunto dos elementos históricos, arquitetônicos, ambientais, paleontológicos, arqueológicos, ecológicos e científicos, para os quais se reconhecem valores que identificam e perpetuam a memória e referenciais do modo de vida e identidade social.” No acervo (termo usado para designar o conjunto de bens que integram o patrimônio de uma nação, instituição ou indivíduo) de nosso país, temos desde pequenos brinquedos e até grandes construções, e até mesmo cidades (Ouro Preto, por exemplo). Cada um expressa e conta um pouquinho de nossa história. Distribuído por este imenso Brasil, encontramos lugares que abrigam acervos preciosos, tais como museus, casas de cultura, etc. Temos também as grandes construções, os monumentos, fazendas antigas e até pequenas casas; alguns já foram tombados pelo Patrimônio Histórico, outros deverão ser no futuro. Esses acervos são como um álbum de família. Se não olharmos de vez em quando, esqueceremos as fisionomias dos familiares mais antigos, daqueles que não vemos à muito tempo ou já se foram. Perderemos a lembrança dos momentos mais importantes de nossas vidas e quem estava lá conosco. Os álbuns e filmes caseiros são todos históricos, pois contam o cotidiano desse imenso Brasil.

Nesse post quero abrir um bate papo sobre ‘Como ensinar nossas crianças a ter um olhar especial para a preservação e conservação do patrimônio histórico? Como um educador pode contribuir para acrescentar mais esse conhecimento a nossas crianças?”

Peço que comente sobre o assunto para que esta conversa de bons frutos e enriqueça a educação brasileira, sua participação é muito importante.

Elisa Mello kerr