Archive for the ‘Portfólio’ Category

1ª etapa – “O MEIO AMBIENTE QUE IMAGINO AMAMHÔ

9 dezembro, 2009

Cada júri escolherá quatro obras de cada slides show (turma), para tal há uma enquete para cada álbum de fotos correspondente a cada turma. Os  desenhos possuem um número no canto direito que corresponde ao número ao seu número na enquete.

Atenção, você terá que atribuir seus quatros votos, em cada enquete, de uma única vez  (a enquete não permite que você a acesse duas vezes, por isso tenha em mãos os seus quatro candidatos).  Essa foi a forma que encontrei de evitar que a mesma pessoa, por engano, vote duas vezes no mesmo álbum.

SLIDES SHOW DA  6ª A

1ª Votação 6ª A – “O meio ambiente que imagino amanhã”

SLIDES SHOW DA 6ª B

1ª Votação 6ª B “O meio ambiente que imagino amanhã”

SLIDES SHOW DA  6ª C

1ª Votação 6ª C “O meio ambiente que imagino amanhã”

SLIDES SHOW DA  6ª D

1ª Votação 6ª D “O meio ambiente que imagino amanhã”

Grata por sua participação.

Enquetes encerradas em 13/12/2009


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Reggio Emília: uma abordagem artística na educação infantil

19 outubro, 2009

No dia 29/09/2009 ministrei uma aula no curso de Pedagogia da   Universidade São Judas Tadeu -USJT-  a convite da profa. Dinéia Hypolitto. Para o profissional da educação e da área de artes, é sempre prazeroso contribuir com minhas futuras colegas e transmitir para elas a importância da Arte para a  aprendizagem da criança. Após a aula, prometi a(os) aluna(os) que deixaria aqui no blog as novas publicações sobre essa escola, sob o tema “escola de educação infantil italiana Reggio Emília”.  Para entender um pouco mais sobre o contexto da escola leia um pouco sobre o seu surgimento em Histórico da Reggio Emília e, os sites que indico na página Abordagem Reggio Emília .

Na edição da Revista Criança do professor de educação infantil no. 43 foi publicado  uma  entrevista com Bruna Elena Giacopini e Lanfranco Bassi  Reggio Emília: uma experiência inspiradora”, realizada por Vitória Faria e Alex Criado. Esta reportagem está muito interessante.

Também publicou, a partir da página 19,  e os integrantes do GAE – grupo ambiental de educação – o artigo escrito por Angélica Miranda do RJ/Rj e outros autores “Arquitetura e educação juntas para uma educação infantil melhor” que fala  sobre os espaços do ambiente escolar e sua importância para a aprendizagem da criança. Para a abordagem Reggio Emília o espaço de aprendizagem é muito importante, por isso aconselho que  leia.

A  revista também traz  para você o artigo sobre  “Faz de conta: invenção do possível” escrito por  Adriana Klisys de BH/MG, que muito lhe ajudará na disciplina de psicologia.

A edição 44  da Revista Criança do professor de educação infantil, por Joseli Pereira Lobo – professora de educação infantil da rede municipal de BH – escreve sobre “Um currículo centrado na arte”, continuando o tema da revista anterior. E, para aprofundar  um pouquinho mais em educação centrada na pessoa, sairemos da Revista Criança um pouquinho e vamos passear por outros links e ler sobre essa teoria de Carl Rogers em:  Humanismo – Carl Rogers e Concepção de Carl Rogers sobre aprendizagem.

De volta à revista,  Angélica Miranda realizou uma entrevista com a professora Léa Tiriba  com o tema  “Consciência Ecológica se aprende com o pé no chão”, muito boa também. Arrume um tempinho e leia com muito carinho, o planeta Terra agradece!

Bibliografia

http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0153/aberto/mt_244113.shtml

EDWARDS, Betty. Desenhando com o lado direito do cérebro. 10. ed. rev. ampl. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005.

EDWARDS, Carolyn; GANDINI, Lella; FORMAN, George. As cem linguagens da criança: a abordagem de Reggio Emilia na educação da primeira infância . Porto Aelgre, RS: Artmed, 1999.

FUSARI, Maria Felisminda de Rezende e; FERRAZ, Maria Heloisa Correa de Toledo. Arte na educação escolar. São Paulo: Cortez, 1993.

LEENHARDT, Pierre. A criança e a expressão. Lisboa: Editora Estampa, 1973.

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar. 2 ed., São Paulo: Cortez,1995.

MAHONEY, Abigail A. e ALMEIDA, Laurinda R do. A constituição da pessoa: na proposta de Henry Wallon. São Paulo: Ed. Loyola, 2002.

PARRAMON, Jose Maria. Luz e sombra em desenho artístico. Rio de Janeiro: Ibero-americano, 1986.

ROGERS, Calrs R. “Liberdade de aprender em nossa década”. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985.

_____________. “Tornar-se pessoa”. Trad. Manuel J. C. Ferreira, 5 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

Boa leitura.

Elisa Mello Kerr

Papel e lápis de cor: exposição dos trabalhos

10 julho, 2009

No bimestre passado (fevereiro, março – e abril – de 2009), meus alunos e eu, profª Elisa, na disciplina Artes, na 6.ª série (7.º ano),  trabalhamos a composição plástica e seu elemento principal: a linha: linhas retas, paralelas, verticais, horizontais, perpendiculares, curvas, mistas, quebradas e angulares. Depois trabalhamos as formas geométricas: círculos, circunferências, quadrados, retângulos, trapézios, losangos e triângulos.

Todos esses conceitos foram transformados em desenhos muito criativos realizados pelos alunos.  Aprendemos, também, algumas técnicas de  uso do lápis de cor.

Neste bimestre (maio e junho – e julho – de 2009), trabalhamos em conjunto com a História da Arte.  Os artistas escolhidos para pesquisa e observação de suas obras foram: Kandinsky, Miró e Salvador Dalí.

Após observação de muitas obras desses renomados artistas, sugeri que realizassem as atividades de acordo com as metas descritas abaixo:

1º- Executariam três desenhos distintos e abstratos, utilizando linhas, formas geométricas e deformação da imagem;

2ª – Realizariam uma obra de cada vez, observando os erros e acertos, e somente depois dessa reflexão sobre seu próprio trabalho poderiam passar para a próxima ilustração;

3ª – Teriam de explorar as técnicas de  uso do lápis de cor; o fundo da ilustração teria de ser bem trabalhado e fazer parte da composição da imagem.

Parabéns alunos das 6ª séries, vocês fizeram um ótimo trabalho!

Vejam abaixo as melhores composições das turmas A, B, C e D:

Aulas ministradas no Ensino Fundamental II da Escola Municipal Eduardo Prado na zona leste de São Paulo,  primeiro semestre de  2009 – Professora Elisa M. Kerr.

Projeto Educacional: CA-AM, a “rádio” dos meus alunos

25 junho, 2009

Todo semestre os professores do Curso de Alfabetização de Jovens e Adultos do programa de  Extensão da  Universidade São Judas Tadeu precisam elaborar um projeto interdisciplinar. Este semestre o tema escolhido por alunos e professores foi“A influência da mídia na sociedade”. Grande parte das atividades das diversas  disciplinas foram pautadas nesse tema.

Minha disciplina é Artes e meus alunos, insistentemente, pediam que eu elaborasse uma peça teatral para encenarem no encerramento do semestre.  A princípio, relutei um pouco, mas resolvi aceitar. Juntamente com a disciplina de História,  montamos uma peça teatral: “Rádio CA-AM  54 a 85 kHz: a rádio que conta a nossa história (clique e tenha acesso a peça e toda a bibliografia consultada para para sua elaboração). Foi montada a linha do tempo entre 1954 e 1984, na qual transmitiam- se momentos históricos e artísticos desse período.  Durante a peça o locutor anunciava a frequencia da rádio de acordo com o ano dos acontecimentos.

Essa peça só foi possível porque todos os professores nos auxiliaram:  participaram das encenações, ensaiaram os alunos, treinaram a leitura adequada para a peça e a coreografia. Foi muito gostoso ver o envolvimento de todos nesse trabalho.

Essa peça educacional não tem a pretensão de formar atores, nem locutores, muito menos cantores. Nossa intenção foi promover a aprendizagem dos educandos de forma lúdica, participativa e com grande envolvimento dos participantes para que possam refletir sobre cada período histórico e perceber os benefícios e perigos do uso da mídia na sociedade.

P.S. O nome CA- AM foi inspirado no CAAM – Centro de Alfabetização Alzira Altenfelder Mesquita que no próximo semestre passa a se chamar CEAM – Centro Educacional Alzira Altenfelder Mesquita .

Vejam as fotos .

A peça foi encenada no Teatro 90º da USJT.

Amadurecendo com o portfólio

21 fevereiro, 2009

O portfólio  é um amadurecimento do educador, juntamente com seu educando. É importante compreendê-lo aos poucos, para que faça sentido tanto na vida do educador, quanto na do estudante. É preciso lembrar que o educando está num processo de aprendizagem e o portfólio é mais um elemento a ser ensinado e, portanto, precisa fazer sentido na vida dele.

Se essa premissa não for respeitada, a  escola corre o risco de implementar o portfólio no “fazê-lo por fazer.” O professor terá que preencher um montão de fichas para o portfólio e  o aluno terá uma pasta preta para colocar seus trabalhos.  Não haverá a compreensão de acompanhamento de um processo de aprendizagem ou da evolução de seu crescimento intelectual. Será apenas uma pasta, ou mais trabalhos em vão. Eu demorei três anos para entender e aplicar esse instrumento  em sua totalidade e compreender seus efeitos na vida  do educando e no cotidiano escolar. Segue, abaixo, um relato do meu amadurecimento.

Quando me matriculei na disciplina Prática de Ensino (2005), foi que  me dediquei mais à avaliação escolar. Essa disciplina é ministrada pela professora Dinéia Hypolitto -Mestre em Educação pela PUC-SP, especialista em Avaliação pela UNB – DF  e docente da Universidade São Judas Tadeu. Acho que ela me contaminou com o assunto. Li diversos autores e fiquei admirada com a riqueza do tema e também com as dificuldades na aplicação. Na teoria parece tudo tão fácil e lógico, mas quando enfrentamos a diversidade da sala de aula e nos deparamos com a realidade brasileira tendemos a achar que tudo isso não é possível. E foi por meio dela, também, que conhecei a me interessar por portfólio.

Quando fui trabalhar com pessoas com necessidades educativas especiais (meado de 2005), compreendi melhor a importância desse instrumento de avaliação no acompanhamento do processo de aprendizagem do aluno. O meu primeiro TCC só foi possível porque registrei tudo que ocorreu dentro da sala de aula. Filmei, fotografei, documentei seus comentários entre eles, as dúvidas, as atividades etc. Esses registros foram guardados numa pasta catálogo, à minha maneira. Em meu caso, o uso do portfólio foi um processo de aprendizagem pessoal, em conjunto com a necessidade de realizar um trabalho mais humanizado. Nessa escola, a coordenadora de 5ª a 8ª série da EJA – profª Dinéia Hypolitto já havia implantado o portfolio do aluno (aquele em que o próprio aluno escolhe suas melhores produções e elaboram suas capas) com as atividades realizadas em aula. Esse portfólio é mais um instrumento de avaliação que proporciona aos meios de acompanhar o processo de aprendizagem do aluno. E o aluno, com esse portfólio, acompanha sua evolução nesse processo.

No ano seguinte (2006), passei a dar aulas, na mesma escola, também para 1ª e 4ª série da  EJA  e nesse mesmo ano a  coordenadora d, Prof.ª Neuza da Costa Souza, também aderiu ao portfólio de aprendizagem para a escola (pasta preta para armazenar diversas informações importantes para a escola, o aluno não deve ter acesso a ele).  Foi nessa nova etapa que entendi a relevância da uniformidade de tais fichas para os professores e para a instituição escolar. É bom que se utilize a mesma linguagem nesses registros, apesar das individualidades existentes entre cada aluno e das diferenças entre cada sala de aula. Esse é o que chamamos de portfólio de aprendizagem, onde o professor pode, detalhadamente, registrar os avanços e dificuldades do aluno.

Até esse momento, eu não havia valorizado todos os aspectos do portfólio; somente quando cursei a disciplina Avaliação (2007), também ministrada pela professora Dinéia, pude compreender o portfólio como um todo. Foi nesse momento que entendi, também,  a importância da capa do portfólio ter a carinha do aluno. Também entendi que o aluno só vai valorizar esse aspecto se eu, a professora, também acreditar nisso.

Publiquei,  dias atrás, alguns exemplos de capas de portfólios elaboradas pelos(as) alunos(as) do 1.º ano do curso de Pedagogia – 2008 da USJT, para a disciplina Fundamentos da Educação Infantil, ministrada pela professora Dinéia Hypolitto. Cada uma mais linda que a outra! Vale a pena ver e incentivar seu aluno a criar uma linda capa para o portfílo dele.


Capas de portfólios

12 fevereiro, 2009

Hoje quero publicar diversas capas de portfólio elaboradas pelos(as) alunos(as) do 1.º ano do curso de Pedagogia – 2008 da USJT, para a disciplina Fundamentos da Educação Infantil, ministrada pela professora Dinéia Hypolitto – Mestre em Educação  PUC-SP e especialista em Avaliação pela UNB- DF. Assista ao video em que a professora fala sobre portfolio – na Tv Cinenet.

Essas capas são do portfólio de estágio que os alunos da pedagogia constroem ao longo do primeiro ano do curso – uma exigência da disciplina citada acima. A decoração das capas desses trabalhos são as vivências ao realizar os estágios. Portanto, não se trata apenas de um trabalho artesanal, mas sim de sua representação simbólica e lúdica relacionada ao conteúdo do trabalho.

Escrevo  isso para mostrar a vocês a relevância da capa do portfólio para o aluno. Meu filho, por exemplo, passou a realizar as atividades destinadas ao portfólio com mais atenção e capricho depois que a capa foi elaborada, de acordo com suas idéias. A capa aumentou sua auto-estima e o sentimento de posse. Não eram apenas atividades escolares; era o seu portfólio!

Essa turma fez um trabalho belíssimo! Foi por isso que pedi a eles a autorização para fotografar e publicar seus trabalhos aqui no blog. Pena que não pensei nisso antes, pois teria publicado também as capas elaboradas pelas turmas de 2007 e 2006.


Clique na foto para ampiá-la.

Portfólio: relatório coletivo

5 fevereiro, 2009

Hoje, em especial, publico um exemplo de relatório que devemos fazer sobre o desenvolvimento da turma no decorrer de um projeto escolar. O relatório deve também ser anexado ao portfólio que a escola tem sobre o aluno. É um documento que ajuda a direcionar o educador em sua avaliação e dá à escola um respaldo quanto às contestações sobre notas atribuídas aos alunos que apresentem algumas dificuldades, seja de aprendizagem ou de mobilidade. Procedendo assim, podem-se atribuir a esses alunos notas altas pelo caminho percorrido na superação das dificuldades e da intensidade da dificuldade. Nesse relatório, em tais casos, o professor diz que não avalia o conteúdo e sim atitudes, emoções e superações.

Relatório coletivo das aulas de Educação Artística.

Nome do projeto “Teatro tal., tal,tal…”

Essas aulas foram elaboradas com a intenção de estimular a integração social dos alunos com necessidades educativas especiais no meio em que vivem.

Para promover essa socialização foi elaborado pelos professores das disciplinas de: (cite as disciplinas envolvidas) da Escola (nome da escola) o projeto interdisciplinar “Nome do projeto”

Na distribuição das atividades desse projeto, cada disciplina se responsabilizou por desenvolver um tipo de aprendizagem dos alunos. A disciplina Arte foi incumbida de trabalhar a socialização do grupo por meio de uma peça teatral.

Para melhor atingi-los, lançamos vários desafios no decorrer do projeto. Diante das dificuldades que já havíamos diagnosticado, percebemos que precisávamos assim extrair suas emoções e ajudá-los a superá-las elevando a auto-estima individual e do grupo.

Nesse projeto, a arte foi capaz de trabalhar e estimular a expressão verbal e corporal dos alunos, sem exigir deles o uso de suas competências cognitivas. Mas a elevação da auto-estima do grupo corroborou para a superação de desafios cognitivos em outras disciplinas.

Várias atividades foram realizadas durante o semestre: leitura de textos individual e coletivamente, interpretação espontânea de textos, definição dos papéis e equipe de apoio, o ensaio e montagem da peça teatral e, por fim, a apresentação da peças ao público escolar.

A avaliação da disciplina Artes foi resultante do desempenho, social e emocional, adquirido durante as aulas de teatro.

Esses alunos foram capazes de superar algumas das dificuldades emocionais interiorizadas e no relacionamento com os outros colegas de classe. Como resultado desse trabalho, eles se tornaram mais cooperativos e interagiram melhor no meio escolar.

Assim, foi possível atribuir nota a eles pelas habilidades adquiridas nessas aulas de Educação Artística. Portanto, o estímulo às suas conquistas foi a valoração que, nesse caso, consideramos o avanço social e superação de suas dificuldades emocionais, o que foi muito significativo.

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Nome da professora

Depois dessa ficha coletiva, elabore uma individual de cada aluno.Clique aqui para ver um exemplo.

Oficina de Papel Machê

23 outubro, 2008

Este post, em especial, é um agradecimento ao 1.º ano do Curso de Pedagogia da Universidade São Judas Tadeu. A Prof.ª Dinéia Hypolitto, docente da disciplina Fundamentos da Educação Infantil do referido curso, convidou-me, por ser professora de Educação Artistica, ministrar uma palestra sobre a Abordagem Reggio Emília.

Ao planejar as aulas teóricas, percebi a necessidade da montagem de uma oficina prática  sobre o tema em questão, e uma prática que levasse os alunos a  refletir sobre a produção realizada. Sendo ela uma amante das artes, e tendo consciência de sua importância para o desenvolvimento infantil, aceitou prontamente.

Propus à turma que trabalhássemos com modelagem, tendo como base exploratória o papel machê e máscaras de carnaval.

Assistam ao vídeo dos(as) alunos(as) durante a  oficina de máscaras.

No primeiro momento, os alunos aprenderam a trabalhar a massa de papel, e modelaram máscaras e algumas bonequinhas. No segundo momento, trabalhei a base teórica da abordagem. Por último, elas finalizaram as suas produções, e conversamos sobre as dificuldades encontradas durante a produção de todas as máscaras e bonequinhas. Essa reflexão é fundamental para o trabalho da Abordagem Reggio Emília para que a próxima produção atinja melhor os seus objetivos e desperte novas competências.

Por que papel machê?

Com o papel machê, podemos trabalhar em qualquer comunidade ou grupo social. Seja na escola ou em entidades sociais, com crianças ou adultos (nesse caso possibilita, ainda, ajudar no orçamento doméstico), pois não gastamos nada para fabricá-lo. Só precisamos de papéis que serão jogados no lixo. Com essa técnica, podemos trabalhar a consciência ambiental e a organização dos espaços de convivência das crianças. Basta ajudarmos nossos alunos a compreender que aquelas bolinhas de papel, ou aviõezinhos que voam pela sala de aula, enquanto não olhamos, podem se transformar em outros objetos construídos por suas próprias mãos.

O papel machê é utilizado pelos chineses desde II A.C. Fiquei admirada ao saber que eles fabricavam leme para seus barcos de papel machê impermeabilizado. Isso, e muitas outras curiosidades sobre a história dessa técnica você encontra no blog Um pouco do que eu gosto.

Por que modelagem?

A criança é artística por natureza. Logo nos primeiros anos, começa a explorar o mundo e a representá-lo por meio da arte: rabiscar, montar, desmontar, dançar, dramatizar, criar histórias, lutar, cantar etc. Por isso, não tenha receio de usar e abusar das representações artísticas em sala de aula.

A modelagem contribui para o desenvolvimento cerebral do ser humano em qualquer faixa etária. Por meio dela é possível estimular, o córtex cerebral, e acelerar seu desenvolvimento.

A pedagoga Silvia Mara da Silva nos diz que por meio da modelagem “… é possível estimular o córtex cerebral, e dessa forma, criar novas vias neurais que irão favorecer novas aprendizagens…”. Leia mais sobre a sua experiência no site Centro de Vida Independente .

A criança começa a se interessar por modelagem logo nos primeiros anos, e devemos explorar sua necessidade tátil para enriquecer seu desenvolvimento. Qualquer massa que colocarmos em suas mãozinhas ela tentará modelar. Com isso ela aprimora a percepção, a criatividade, a coordenação motora (principalmente a fina), a auto-expressão, a socialização etc.

Agora que sabemos sobre a importância da arte e da modelagem para o desenvolvimento infantil, devemos pensar em pequenas oficinas de aprendizagem por meio desta forma de expressão: a modelagem.

Na Abordagem Reggio Emília, o educando tem a oportunidade de escolher o material que deseja utilizar para representar suas inquietudes e pesquisas. A minha sugestão é que as professoras, primeiramente, montem pequenas oficinas diversificadas: uma de argila, outra de papel machê, outra de massinha feita de farinha ou comprada. Essa criança gozará do privilégio da escolha consciente para representações maiores (elas são capazes disso). Assim, ela reflete sobre sua produção, repensa seu fazer e até mesmo recomeça. Isso é autonomia!

Veja o resultado da oficina de papel machê.

Alguns dias após a oficina de papel machê,  as alunas(os) do curso de pedagogia  tiveram a oportunidade de participar da oficina massiducando, ministrada pela profª  Prof.ª Graziele Medeiros, na qual os mesmos alunos(as) tiveram a oportunidade de aprender atrabalhar com massinha. Clique aqui para visitar essa oficina. Veja também o projeto da disciplina Ludicidade, da turma de pedagogia da Faculdade de Visconde de Cairu , BA, no blog da Manúpink.

Reggio Emília em Porto Alegre e São Paulo

19 outubro, 2008

Recebi a visita de duas professoras de educação infantil: a  Maria Inês, de Porto Alegre, RS, e Mariana S. Bollasi, de São Paulo, SP. Atuam em escolas de educação infantil que implantaram a  Abordagem Reggio Emília como  proposta pedagógica.  Essas professoras  colocaram suas escolas e suas experiências à disposição dos profissionais da educação que queiram conhecer melhor os conceitos da Abordagem Reggio Emília e como aplicá-los. Deixo aqui os comentários e o telefone de contato de cada escola.

 

Maria Inês:

“Informamos que em Porto Alegre, RS trabalhamos com as idéias de Reggio Emilia. Nosso maior referencial é ARTE, MÚSICA e MOVIMENTO. Fizemos DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA DAS CRIANÇAS registrando as linguagens desenvolvidas através de projetos e unidades temáticas e conceituais.
Nos colocamos a disposição para trocas de experiências, relatos ou dúvidas.

Meu telefone para contato é (51) 9156-0951.”

Mariana S. Bollasi:

“Somos uma escola Regiana! Nossa diretora pedagógica esteve lá em 2004, com o 1º grupo de brasileiros a ser recebido pela prefeitura de Reggio Emilia e pode perceber que estamos muito abaixo do que eles acreditam ser importante para essa 1ª infância… Aqui no Brasil temos normas, temos calendários e programas a serem cumpridos junto à diretoria de educação… Mas mesmo assim conseguimos ser essencialmente Reggio Emilia… Caso queira, faça contato e tenho certeza que a direção pedagógica lhe atenderá… Estamos na zona norte de São Paulo… Acesse o site da escola Villa Dei Bambini . Faço parte da direção administrativa da escola e fã do conceito… Acessei seu blog pois estamos alterando todo o site e buscava mais informações sobre a proposta…

Fone para contato: (11) 6977-2822/ 6975-2494.

Trocar experiências é sempre muito bom em qualquer área de atuação.


 

Portfólio: respostas

10 março, 2008

Atendendo ao pedido de alguns visitantes, publiquei um pouco mais sobre portfólio. Vejam nas páginas Portfólio de aprendizagem: as famosas fichas e Sugestões de fichas para portfólio infantil.