Archive for the ‘Restauração’ Category

USJT e Senai: juntos no “Arte de encadernar”

11 junho, 2011

Acompanhe as publicações sobre o projeto “Arte de Encadernar”

Projeto “A Arte de Encadernar” ganha duas prensas. A Universidade São Judas Tadeu recebeu duas prensas para auxiliar nas aulas do projeto “A arte de encadernar” do Centro Educacional Profª Alzira Altenfelder Silva Mesquita – CEAM, no dia 24 de março de 2011. Houve uma celebração para a entrega das prensas da qual participaram, além de dois alunos do Senai que as projetaram, professores, alunos, a comunidade, o diretor do Centro de Extensão Prof. Fernando Ferrari Duch e o coordenador do CEAM Prof. Ms. Ubajára Soares de Oliveira.

O Projeto “A arte de encadernar” vigora desde 2007; o curso tem duração de três semestres, dividido em três módulos. Tamiris Ciuccio, monitora do projeto e aluna do 4º ano de jornalismo na USJT, explicou passo a passo como o projeto se desenvolve e mostrou a importância das prensas para o curso. A Ms. Elisa de Mello Kerr Azevedo, criadora do projeto, diz que é indispensável o uso das prensas, “Sem ela não teríamos como ensinar o processo de encadernação”.

Os alunos do SENAI, criadores do projeto das prensas, têm apenas 16 anos, André da Silva Lima e Eduardo Shiroma se emocionaram ao saber que o projeto beneficia a sociedade e ajuda a inclusão de pessoas no mercado de trabalho. Hoje em dia, não há ninguém que produza esse tipo de equipamento; trata-se de um mercado no qual o SENAI poderá investir futuramente. No projeto, os alunos aprendem desde a história do papel até como preservar uma obra. A aluna Sonia Regina Chiqueto, 52 anos, do 2º semestre, estava na apresentação das prensas e diz se dentificar com o curso, “Adoro as aulas, eu sempre gostei de papel, recortava e colava de tudo.”

Acessem as fotos aqui no site da Universidade São Judas Tadeu

Discussão: Posso intervir no livro de outra pessoa?

1 setembro, 2009

Este post é para meus alunos do projeto “A arte de encadernar” do CEAM – Centro Educacional profª Alzira Mesquita Alterfelder – USJT. Mas, caro visitante, se quiser fazer parte dessa discussão fique à vontade. Sua opinião é de grande valia para esse questionamento.

Hoje verifiquei que um blogueiro indica uma de minhas publicações no seu blog,  o que me deixou muito lisonjeada.

Peço a você,   aluno(a) do CEAM, que participa do projeto “A arte de encadernar”, que  entre no Blog Além das Curvas (blog do Professor Enoch Filho) e leia, atentamente, a matéria do professor Enoch.  Em seguida,  leia  os  comentários dos visitantes. Feito isso,  reflita sobre o que você já  aprendeu em aula, no CEAM,  e compare com o que acabou de ler no blog do colega acima.

Agora, peço a  você que se arrisque um pouco e registre sua opinião (aqui no blog)  sobre as   perguntas abaixo (ou comentem no geral) o que você pensa sobre o assunto. Façam isso livremente, sem se preocupar com o certo ou errado, apenas comente. E, para enriquecer seus argumentos, seja eles a favor ou contra, sugiro a leitura de algumas postagem publicadas (anteriormente) no art|educando  especialmente  para os alunos do projeto:

Como conservar seus livros

Restauração de livros

Conservação preventiva…

O que parece errado nem sempre o é

Preservar para não restaurar

Restauração de mobílias

Restauração: o limite que não deve ser ultrapassado

Por dentro da lombada

Atelier de restauração

Descubra se seu livro está bem encadernado


1º Devo escrever  em livros públicos ou de outra pessoa?

2º E em meus próprios livros, devo escrever?

3º O que você acha da  intervenção  feita no livro da foto?

4º Você gostaria que alguém realizasse  esse tipo de intervenção em seu livro?  Explique sua resposta.

5º Pode-se usar fita adessiva, durex, etiquetas auto adesivas ou cola branca em livros?

Fotos: Blog Além das Curvas

Boa reflexão sobre a polêmica.

O livro: entre o leitura e a preservação

31 agosto, 2009

Sexta passada, dia 28/08/09, estive na FAENAC – Anhanguera Educacional –  em São Caetano do Sul, para proferir uma palestra aos alunos de Letras e História.  Deixo aqui, conforme prometi aos alunos, um breve relato e a bibliografia para pesquisa.

A universalização do saber – um histórico das bibliotecas, a quem era permitido o acesso, como o conhecimento era desenvolvido dentro delas e o formato do livro:

  • Bibliotecas de Alexandria e Pérgamo
  • Codex – formato do precursor do livro atual;

Palavras do Abade  aos monges beneditinos copistas: “Escrevei! Uma letra traçada neste mundo vos resgatará de um pecado no céu.” (MARTINS, 2001:99).

Monge em seu exercício diário de regeneração. Jean Miélot (d. 1472) - Europa medieval, os monges reproduziam livros copiando diligentemente os textos. Este trabalho se realizava em uma sala do mosteiro denominada scriptorium, idealizada para este propósito para este propósito.

Monge em seu exercício diário de regeneração. Jean Miélot (d. 1472) - Europa medieval, os monges reproduziam livros copiando diligentemente os textos. Este trabalho se realizava em uma sala do mosteiro denominada scriptorium, idealizada para este propósito para este propósito.

  • Gutenberg (tipos móveis);
  • Incunábulos  – Livros impressos com tipos móveis entre 1455 a 1500;
  • Libellus – livros portáteis dedicados a leitura prazerosas: romances, livro de preces, etc;
  • Liberdade – Quem determina o que vamos ler?;
  • Livro eletrônico – Será que o conhecimento será universalizado?

O livro e sua história – o livro como registro da evolução histórica do homem: o conteúdo do livro,  a arte dos livreiros e a tradição dos encadernadores e colecionadores, que estão registrados em sua confecção.

Capa de De Vita Leonis Decimi Pont(*), de P. Jovius (1549), encadernado por Claude de Picques para Jean Grolier.

Evangelho de S. João (séc. VII).   A ornamentação, com linhas pintadas em azul e amarelo sobre couro vermelho, traz os entrelaços característicos do estilo celta

Capa em mosaico – técnica que utiliza recortes de couro de cores variadas, embutidos ou superpostos – realizada por Augustin du Seuil para a edição de Daphnis et Chloé pertencente ao Regente (1718).

Conservação de livros – critérios éticos dessa profissão e alguns procedimentos utilizados em livros.

Reparos em lombadas – as fragilidades da lombada do livro e um exemplo de conservação.

Acondicionamento inadequado – de livros; documentos enrolados; documentos dobrados; douração manual.

Educação patrimonial – a importância de começarmos esse trabalho na infância.

Sugestão de sites para pesquisa

http://bichopapel.blogspot.com

http://www.ateliermachado.com.br

http://www.comphap.uns.arq.br

http://www.escritoriodolivro.com.br

http://www.moleiro.com

http://www.museu.gulbenkian.pt

http://www.ump.edu.br

http://www.unostiposduros.com

http://pt.wikipedia.org/wiki

Esse blog – art|educando – também possui várias publicações sobre livros, encadernações e dicas de como conservar seus livros.

Bibliografia

ARANTES, Antônio Augusto. Estratégias de construção de patrimônio cultural/ Produzindo o Passado. São Paulo: brasiliense. 1984.

ASSUNÇÃO, Paulo de. Patrimônio. São Paulo: Loyola, 2003.

BECK, Ingrid. Conservação e restauro de documentos em suporte papel. In: GRANATO, Marcus (Org). Conservação de acervos / Museu de Astronomia e Ciências Afins. Rio de Janeiro: MAST, 2007, p. 54-60.

BRUNET, Rosa. MANADÉ, Maria. Como organizar una biblioteca. España: CEAC, 1986.

CANFORA, Luciano. A biblioteca desaparecida: histórias da biblioteca de Alexandria. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

CHARTIER, Roger. A aventura do livro: do leitor ao navegador. São Paulo: Editora UNESP/ Imprensa Oficial do Estado, 1999.

CHOAY, Françoise. A alegoria do patrimônio. Lisboa: Edições 70, 2000.

GRANATO, Marcus (Org). Conservação de acervos/ Museu de Astronomia e Ciências Afins. Rio de Janeiro: MAST, 2007.

CRUZ, Anamaria da Costa; MENDES, Maria Tereza Reis. A Biblioteca: para o técnico e suas tarefas. Niterói: Intertexto, 2000.

Departamento do Patrimônio Histórico de São Paulo. O direito a memória: patrimônio histórico e cidadania. São Paulo:DHP. 1992

EL FAR, Alessandra. O livro e a leitura no Brasil. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,1970.

FEBVRE, Lucien; Martin, Henry-Jean. O aparecimento do livro. Trad. Fúlvia M. L. Moretto, Guacira Marcondes machado. São Paulo: UNESP, 1992.

FLOWER, Derek Adie. Biblioteca da Alexandria – As histórias da maior biblioteca da antiguidade / Tradução de Otacílio Nunes e Valter Ponte. São Paulo: Nova Alexandria, 2002.

FONSECA, Edson Nery da. Introdução a biblioteconomia. São Paulo: Pioneira, 1992.

GUTHS, Saulo e CARVALHO, Claudia S. R. Conservação preventiva: ambientes próprios para coleções. In: GRANATO, Marcus (Org). Conservação de acervos/ Museu de Astronomia e Ciências Afins. Rio de Janeiro: MAST, 2007, p. 25-44.

HOURANI, Albert Habid. Uma história dos povos árabes. São Paulo: Companhia das Letras, 2001

JEAN, Georges. A escrita – memória dos homens. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.

MANGUEL, Alberto. Uma história da leitura. São Paulo: Companhia das Letras. 1997.

MARTINS, Wilson. A palavra escrita– história do livro, da imprensa e da biblioteca. São Paulo: Ática, 2001.

MORAES, Rubens Borba de. Livros e Bibliotecas no Brasil Colonial. 2 ed. Brasília: Briquet de Lemos/ Livros, 2006

SCHWARCZ, Lilia Moritz. A longa viagem da biblioteca dos reis: do terremoto de Lisboa à independência do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

VALENTE, Maria Esther. A conquista do caráter público do museu. In: GOUVEA, Guaracira; MARANDINO, Martha; LEAL, Maria Cristina (Orgs.). Educação e museu: a construção social do caráter do educativo dos museus de Ciências. Rio de Janeiro: Access, 2003.

V CONCURSO ABER DE ENCADERNAÇÃO ARTÍSTICA – 2008/2009

9 junho, 2009

Olá pessoal! Postei no blog, há alguns dias,  o V CONCURSO ABER DE ENCADERNAÇÃO ARTÍSTICA – 2008/2009.  O evento de entrega dos prêmios aos vencedores aconteceu no dia 5 de junho  e contou com a presença dos dois júris do concurso: Dominic Riley e Michael Burke.

Inicialmente houve uma palestra  ministrada por Dominic, na qual ele relatou um pouco de suas  trajetórias profissionais demonstrando as encadernações artísticas realizadas por eles e os critérios adotados para a confecção dessas encadernações. Foi  maravilhoso!  Após esse belíssimo momento, Dona Thereza Brandão anunciou os ganhadores das categorias profissional e amador. Depois fomos até o saguão do Centro Cultural para apreciar essas encadernações.

Foi muito prazeroso olhar o fascínio no semblante dos alunos  ao observarem as encadernações artísticas, tanto as demonstradas por Dominic e Michael, como também as encadernações que participaram do concurso. Estavam todas lindas e bem confeccionadas, dignas de seu propósito.

Segue as lista dos ganhadores:

Categoria Profissional

1.º lugar Domingos da Silva Fiuza

2.º lugar Monica Schoenacker

3.º lugar Maria Teresa Ramos Dutra

Categoria Amador

1.º lugar Marco Antônio Pedrosa

2.os lugares: Ana Lúcia Bergano e Lia Canola Teixeira

3.º lugar: Lucas Dupin Melo

Mensão Honrosa

Natalia Zapella Rodrigues de Andrade

Enquanto olhávamos as encadernações, a turma,  Elisa Kerr (eu) e Américo Kerr, meu marido, tivemos a oportunidade de conversar um pouco com o Michael, que, por sinal, é muito agradável.

No centro o encadernador Michael, eu e Tamiris com nossos alunos ao nosso redor.

No centro o encadernador Michael Burke,Elisa Kerr e Tamiris Ciuccio com nossos alunos ao nosso redor.

As encadernações estão exposta no Centro Cultural são paulo até o  dia 5 de julho.

Tamiris, eu e nossos alunos no Centro Cultural de São Paulo.

TamirisCiuccio, Elisa Kerr e alguns de nossos alunos no Centro Cultural de São Paulo.

Palestra e workshops com encadernadores da Inglaterra

14 maio, 2009

Este post é um convite a todos os alunos e professores do projeto A arte de encadernar da Universidade São Judas Tadeu. Espero encontrar todos vocês lá!

No dia 5 de junho, a ABER promove uma palestra gratuita sobre encadernação artística ministrada por Dominic Riley e Michael Burke Palestrantes: Dominic Riley e Michael Burke.

DOMINIC RILEY,  encadernador inglês bastante atuante na área de encadernação artística, membro do Designer Bookbinders, vice-chairman da Society of Bookbinder e co-fundador do Collective Workshops. Dominic Riley aprendeu encadernação aos 16 anos, com monges beneditinos e com Paul Delrue, na London College of Printing. Em 1990 ele se mudou para Nova York, depois Berkeley, na Califórnia, onde atuou como professor, palestrante e restaurador de livros raros e participou da criação do ateliê de encadernação do San Francisco Center for the Book. Atualmente, mantém com o sócio Michael Burke um ateliê de encadernação em Lake District, no norte da Inglaterra. Recebeu diversos prêmios de encadernação e atua em coleções privadas e públicas, incluindo a British Library.

MICHAEL BURKE Formado em química pela Universidade de Leeds, Michael Burke especializou-se em encadernação e restauração com Dominic Riley e em conservação de papel com Karen Zukor. Participou da fundação do ateliê de encadernação do San Francisco Center for the Book em 1996. Desde 2001 vive na Inglaterra, onde dá aulas e workshops de encadernação. É especialista em encadernações antigas e medievais.

Conteúdo: Técnicas de encadernação.

Publico alvo: profissionais da área de conservação, encadernação, bibliotecários, arquivistas, artistas plásticos, bibliófilos e público em geral.

Data: 05 de junho, sexta-feira. Horário: das 17h às 19h.

Inscrições: Entrada gratuita, inscrição obrigatória  com Flávia, pelo tel (11) 5579-6200 ou pelo e-mail secretaria@aber.org.br (seu nome completo e telefone).

A palestra terá tradução para o português.

Local: Auditório Paulo Emílio, Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000 – São Paulo – SP

Cancelamentos devem ser comunicados com 24h de antecedência. A palestra terá tradução para o português.

FONTE: ABER – Associação Brasileira de Encadernação e Restauro

Concurso para Docentes em Museologia

6 janeiro, 2009

O professor Carlos Costa, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia,  enviou-me este e-mail, solicitando que divulgasse estas vagas.

Estão abertos, através de Edital UFRB nº 12/2008 (que segue em anexo) quatro (04) vagas de concurso para docência do magistério superior para o curso de Graduação em Museologia da UFRB. As inscrições estarão abertas entre o dia 02 ao dia 16/01/2008. As vagas são:

Museu e Educação / 01 vaga / Nível Assistente / Regime DE

Requisito: Graduação em Museologia e Mestrado em áreas afins.

Teoria e Prática Museológica / 01 vaga / Nível Assistente / Regime DE

Requisito: Graduação em Museologia e Mestrado em áreas afins.

Restauração de Bens Culturais Móveis / 01 vaga / Nível Adjunto / Regime DE

Requisito: Graduação nas áreas de Artes ou de Ciências Sociais Aplicadas ou de Humanidades ou de Arquitetura, com atuação na matéria do Concurso. Doutorado em áreas afins.

Arquitetura de Museus / 01 vaga / Nível Adjunto / Regime DE

Requisito: Graduação nas áreas de Artes ou de Ciências Sociais Aplicadas ou de Humanidades ou de Arquitetura, com atuação na matéria do Concurso. Doutorado em áreas afins.

Maiores informações podem ser obtidas através do site: http://www.concursos.ufrb.edu.br, ou através do e-mail colegiadodemuseologia@gmail.com.

Cordialmente,

Prof. Carlos Costa

Coordenador do Colegiado do Curso de Graduação em Museologia

Centro de Artes, Humanidades e Letras – CAHL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA – UFRB”


VII Semana de Museus da USP

5 janeiro, 2009

Fonte:  aber.org.br

Com tema “O museu na cidade e a cidade no museu”, Semana dos Museus da USP será realizado entre 27 e 30 de abril de 2009 no Anfiteatro Camargo Guarnieri

APRESENTAÇÃO

A Semana dos Museus da Universidade de São Paulo é uma iniciativa da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, juntamente com o Centro de Preservação Cultural e os museus estatutários da USP – o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE), o Museu de Arte Contemporânea (MAC), o Museu Paulista (MP) e o Museu de Zoologia (MZ). Trata-se de um evento bienal de cunho científico-cultural, cuja primeira edição ocorreu em maio de 1997, coordenada pela então Comissão de Patrimônio Cultural da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, que, em 2004, transformou-se no atual Centro de Preservação Cultural (CPC-USP).

TEMÁTICA

O tema proposto para VII Semana de Museus da USP – “O museu na cidade e a cidade no museu” – está ligado à tendência, perceptível desde a década de 1990, de um expressivo adensamento da criação ou reformulação de museus em cidades de todo o mundo. Tornados ícones de intervenção urbana, vários deles foram considerados responsáveis pela reorientação funcional de áreas esvaziadas economicamente ou em degradação física.

O tema traz reflexões sobre outras estratégias de intervenção que levaram à própria musealização de espaços urbanos, apontando ou não para sua mercantilização, processo muitas vezes estreitamente ligado à rigidez da compreensão institucional de seus indicadores patrimoniais e à exclusão de habitantes.

PÚBLICO ALVO

A Semana dos Museus da USP destina-se a profissionais atuantes em museus e instituições afins, bem como a estudantes de graduação, pós-graduação e cursos de especialização das áreas de Antropologia, Arquitetura e Urbanismo, Artes Plásticas, Biblioteconomia, Ciências Ambientais, Ciências Biológicas, Documentação Museologia, Etnologia, História, Sociologia e público interessado em geral.

CHAMADA PARA COMUNICAÇÕES

A VII Semana dos Museus realiza chamada para envio de comunicações por parte de profissionais e estudantes da área de museus. Foram estabelecidos temas aos quais as comunicações deverão ser vinculadas. Os trabalhos serão selecionados a partir de critérios acadêmicos e pertinência aos eixos temáticos estabelecidos. Serão priorizadas abordagens críticas dos temas propostos. As seções serão organizadas de modo a reunir comunicações afins.

1) Museus universitários e sua inserção na cidade

Museus universitários: para quem? Introversão e/ou extroversão como metas institucionais de inserção. Demandas sociais e construção de políticas curatoriais: conhecimento, métodos de diálogo, estratégias de inclusão.

2) Museus de cidade

Museus de cidade: museus de sociedades? Tempo/tempos na cidade: linearidade ou múltiplas temporalidades. Campos temáticos em alargamento: agentes sociais, meio-ambiente, tensões. Horizontes de representação: entre cristalização e dinâmicas.

3) Museus e requalificação urbana

Museus: indutores de transformação de áreas urbanas? Alavancagem turístico-cultural e desenvolvimento econômico. Instituições museais como agentes de conscientização social e/ou ambiental.

FORMATO PARA A APRESENTAÇÃO

Normas gerais para envio de trabalhos:

-Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail 7semana@usp.br

– Resumo expandido
-Arquivo em formato .doc (Word for Windows versão 97 ou 2003) ou .pdf. Tamanho A4, margens: superior 2.5 – inferior 2.5 – esquerda 2.5- direita 2.5, fonte arial – tamanho 11 – espaço entre linhas 1,5 – máximo de 600 palavras e mínimo de 400 palavras.
-O resumo deve conter o título da apresentação, o autor, vínculo institucional/ instituição de origem.
-Máximo de 2 resumos por 1º autor inscrito
-O resumo deve ser acompanhado de 3 a 5 palavras-chave.

-Trabalho completo
-Após análise e seleção dos resumos por parte da comissão cientifica da VII Semana dos Museus, será solicitado o envio do trabalho completo a ser apresentado durante as comunicações de acordo com a programação do evento.
-O trabalho completo deve ter no máximo 20 páginas, em formato .doc (Word for Windows versão 97 ou 2003), tamanho A4, margens : superior 3,0 – inferior 2,0 – esquerda 2.5- direita 2.5, fonte arial – tamanho 11 – espaço entre linhas 1,5 .

DATAS E PRAZOS DOS TRABALHOS PARA COMUNICAÇÕES:

Envio de resumos expandidos para seleção 15/01/2009;
Divulgação dos resumos selecionados 15/02/2009;
Envio dos trabalhos completos para publicação nos anais 15/03/2009.

INSCRIÇÕES PARA A VII SEMANA DOS MUSEUS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Preencher a ficha de inscrição on-line e enviar por correio ou fax, juntamente com cópia do comprovante de pagamento. Se for o caso enviar também comprovante da condição de estudante, membro do ICOM ou maior de 65 anos para usufruir do desconto previsto.
Site: http://www.usp.br/prc/viisemana/

Taxas
R$ 60,00 e R$ 25,00 para estudantes, membros do ICOM e maiores de 65 anos

Banco: Banco do Brasil
Agência: 1897-X
Conta: 55997-0
Código da conta: 107-4
Descrição: pagamento para a VII Semana dos Museus

OBS: os autores das comunicações selecionadas estarão isentos da taxa de inscrição na VII Semana dos Museus

INFORMAÇÕES E CORRESPONDÊNCIA

VII Semana dos Museus da USP
Centro de Preservação Cultural – PRCEU/USP
Rua Major Diogo, 353, Bela Vista
São Paulo – SP
CEP – 01324-001
Telefone/Fax: 3106-3562
Site: http://www.usp.br/prc/viisemana/

Atenção: Este evento não é promovido pela ABER, portanto recomendamos aos leitores do site interessados no evento a entrar em contato direto com a instituição responsável para confirmar datas e orientações gerais, pois podem ocorrer alterações sem que sejamos comunicados.

Data de início: 27/04/2009

Data final: 30/04/2009

Bibliotecas da antiguidade

31 agosto, 2008

Acabo de ler esse site e quero recomentdar a vocês. A leitura é muito gostosa e as caricaturas dos livros é melhor ainda. Esse material já leitura obrigatória para meus alunos do projeto A Arte de Encadernar.

Clique na imagem e leia a matéria.

Blog Principes azuis. Princesas cor-de rosa

Paleografia: a Arte de Decifrar – parte III

31 agosto, 2008

Seminário promovido pelo Arquivo do Estado de São Paulo e realizado em 28 e 29/08/2008.

Este post é um pequeno resumo sobre o assunto tratado durante esse seminário.

“Pela etimologia da palavra, tem-se de imediato o seu significado: paleo = antigo; graphein = escrever. Paleografia é, portanto, escrita antiga, ou seja, estudo da escrita antiga.” (MENDES 2008:17).

A escrita colonial

Roseli Santaella Stella (MINC)

Roseli trabalha com o Projeto Barão do Rio Branco, que se preocupa com o resgate de nossa história que se encontra arquivada na Espanha. Trata-se do período Filipinos (época que Portugal foi dominado pela Espanha). Todos os documentos que Portugal enviava para as colônias e vice-versa passavam pelo conselho de Portugal na Espanha. Esse conselho foi criado para que os reis Felipe I, II e III tivessem controle sobre tudo que estava acontecendo nas colônias portuguesas. Foram criados o Conselho das Índias e o Conselho de Portugal (formado por portugueses indicados por ministros espanhóis). Essa era uma forma de o rei Felipe comandar Portugal sem que os portugueses se dessem conta disso. Dá para imaginar a quantidade de documentos referentes ao Brasil colonial que estão arquivados no castelo em Simancas na Espanha. Essa vila medieval esconde parte de nossa história em um período quase obscuro para nós.

Um pouco da história de Simancas:

1540 – A coroa espanhola já não é mais itinerante; o rei Carlos V fixa seu reino em Valladolid na Espanha.

1543 – Carlos V envia um decreto para que todos os documentos referentes aos territórios que se encontram dentro de seus domínios sejam arquivados em Valladolid.

1560 e 1640 – Domínio espanhol sobre Portugal.

1570 – O Rei Felipe manda construir uma fortaleza para abrigar todos os documentos.

1581 – Criação dos Conselhos de Castela, de Portugal e das Índias.

Na era napoleônica, todos os documentos que se encontravam em Simancas foram enviados para a França e só retornaram para a Espanha em 1940. Retornaram restaurados e acondicionados devidamente.

OBS.: Parte dos documentos foram encadernados no formato de livro, na ordem cronológica dos documentos, o que dificulta o acesso a informação. Atualmente, os arquivistas estão organizando um catálogo para agilizar a pesquisa.

Simancas – Espanha. Uma vila medieval.

Os documentos referentes à fortaleza de Santos e projetado pelo arquiteto real Juan Bautista Antonelli (genovês) estão acondicionados nesse arquivo.

Clique na imagem e conheça mais sobre essa história contada no site – L F viagens e turismo.

Fortalaza de Santos projetada por Antonelli

Vejam alguns mapas dessa e de outras fortalezas colonias no artigo de Beatriz Siqueira Bueno e
Nestor Goulart Reis.

“O Arquivo Histórico do Exercito (AHEX) guarda uma coleção preciosa se desenhos aquarelados, fudamentais para a história das fortificações …” clique aqui.

Prof. João Adolfo Hansem (USP)

O professor Adolfo deixou claro que esse assunto não poderia ser tratado genericamente, mas que assim o faria por falta de tempo para abordá-lo profundamente. Reconheço que é delicado expor assim o assunto, mas vou tentar publicar sem acusar ninguém.

A colonização portuguesa era bem diferente da colonização espanhola (no séc. XVII já havia 30 universidades em suas colônias). No Brasil, a colonização foi predatória, não havendo interesse em alfabetizar ninguém e sim impor a cultura européia e o cristianismo romano às culturas nativas.

A colonização portuguesa (muito católica) se posiciona contra a alfabetização e faz uso desse instrumento para dominar os selvagens (índios).

Também os índios eram considerados sem alma; o nativo era uma página em branco, e a função do jesuíta era escrever nessa alma em branco a cultura européia e as virtudes do cristianismo romano. Não se esqueçam que acabamos de sair da Idade Média!

1540 – A Companhia de Jesus foi criada e eles vieram para o Brasil para catequizar os nativos (índios). Segundo eles, em uma de suas cartas aos superiores, aqui no Brasil não há necessidade de letras e sim de virtudes de Nosso Senhor. Os nativos eram considerados selvagens e agressivos.

Já naquela época, os Jesuítas foram orientados a sistematizar a língua local – o Tupi. Assim, os próximos jesuítas que viriam para essa colônia já saberiam a língua dos nativos. Mas encontraram uma dificuldade na língua tupi. Não havia os fonemas F, L e R. Isso era grave, pois se na língua indígena não existem esses fonemas, como sistematizar um alfabeto em tupi sem poder expressar as palavras FÉ, LEI e REI? E se não existem as letras iniciais dessas palavras, então os índios não seriam capazes de assimilar os conceitos de FÉ, LEI e REI.

O professor explica esse fato comparando os países católicos aos países de fé protestante. No caso dos países protestantes, era fundamental que todos da população fossem alfabetizados para que pudessem ler a Bíblia sozinhos em seus quartos e sem auxílio dos superiores. No entanto, os países católicos não aceitavam que os fiéis lessem a Bíblia, então não permitiam que a população fosse alfabetizada. Novamente a escrita só é usada como forma de dominação e imposição de outra cultura.

Prof. Fernando Medeiros Rodrigues – Agora vamos ver o que um jesuíta pensa da escrita colonial.

O professor fala sobre as curiosidades da escrita diplomática dos jesuítas e sua importância para a Irmandade da Companhia de Jesus (jesuítas), fundada por Inácio de Loyola.

Inácio de Loyola insistia que todos os jesuítas se comunicassem por cartas. Considerava isso importante para a união da irmandade. Eles eram sempre incentivados a escrever, por considerar que essa união manteria os irmãos num só coração. Era uma forma de zelar pela união da Companhia, fortalecer a fé dos jesuítas e aumentar o número de adeptos para a missão.

As correspondências eram usadas como fonte de consolação, fortalecimento, esperança entre os adeptos e uma rede de comunicação que proporcionasse uma visão global dos acontecimentos na missão. Também tinham de fazer diversos relatórios estatísticos: número de convertidos, batismos etc. Eles tinham ainda que fazer uma avaliação de seu próprio trabalho.

Eles podiam escrever duas cartas periodicamente, de acordo com o lugar onde a missão se instalasse, e usavam as rotas de comércio ou correios para enviá-las. Uma delas, oficial, que precisava ser escrita de tal forma que todos pudessem saber do que se tratava (crianças, velho e clérigos), e a outra com uma marca para identificar que era para ser lida apenas pelos membros da irmandade (nessas cartas, eles podiam escrever o que quisessem).

É interessante descobrir que existia um código que somente os jesuítas conheciam. Um exemplo: não era de bom tom falar mal de alguém que não estivesse presente para se defender, nesse caso eles tinham uma codificação que somente podia ser identificada por outro jesuíta, de tal forma que eles decifravam o nome de quem se tratava na carta.

O professor levou alguns exemplos desses códigos e de algumas cartas manuscritas para que pudéssemos entender melhor o valor dessas correspondências para a Irmandade da Companhia de Jesus.

Paleografia: A Arte de Decifar – parte I

31 agosto, 2008

Seminário promovido pelo Arquivo do Estado de São Paulo e realizado em 28 e 29/08/2008.

Este post é um pequeno resumo sobre o assunto tratado durante esse seminário.

“Pela etimologia da palavra, tem-se de imediato o seu significado: paleo = antigo; graphein = escrever. Paleografia é, portanto, escrita antiga, ou seja, estudo da escrita antiga.” (MENDES 2008:17).

Usos e competências da paleografia para a história, a filologia e a arquivística.

Prof. Ataliba Castilho (USP)

Ficou encarregado de falar sobre a filologia e infelizmente não pode comparecer, mas deixou tudo preparado para que pudéssemos desfrutar de sua vivência com o projeto caipira.

A filologia começou no séc. III a.C. em Alexandria e quer disser: amor à palavra.

Prof. João Euclides Franklin Leal, Núcleo de Paleografia e Diplomacia da UNIRIO

Se responsabilizou pela arquivística.

– O Rio de Janeiro é responsável para salvaguarda da maior parte dos documentos da América Latina.
– A paleografia, para o arquivista, é fonte de organização e só tem sentido se gerar uma produção, se for lida, transcrita e divulgada.
– A diplomacia é a verificação da veracidade do documento. Por isso, ela é a alma desse documento.
– Em 1990, São Paulo sediou o primeiro encontro para criação de uma norma para a leitura dos documentos coloniais do Brasil e América Latina.
– A tipologia dos documentos coloniais é muito diferente da tipologia medieval. Por isso, foi necessário criar novas normas, pois as normas medievais não se ajustavam à realidade dos documentos brasileiros.
– A paleografia só tem sentido se gerar produção e para que isso aconteça é necessário recontar a história do Brasil com base nesses documentos.
– Nossa história é unilateral e composta por “achismos”. E isso não pode continuar desse jeito. Temos que gerar novas produções autênticas.
– Um documento não pode ter valor apenas pela curiosidade e sim pela informação que contém.
– O conhecimento não pode ser egoístico; ele deve ser socializado.