Archive for the ‘sala de aula’ Category

1ª etapa – “O MEIO AMBIENTE QUE IMAGINO AMAMHÔ

9 dezembro, 2009

Cada júri escolherá quatro obras de cada slides show (turma), para tal há uma enquete para cada álbum de fotos correspondente a cada turma. Os  desenhos possuem um número no canto direito que corresponde ao número ao seu número na enquete.

Atenção, você terá que atribuir seus quatros votos, em cada enquete, de uma única vez  (a enquete não permite que você a acesse duas vezes, por isso tenha em mãos os seus quatro candidatos).  Essa foi a forma que encontrei de evitar que a mesma pessoa, por engano, vote duas vezes no mesmo álbum.

SLIDES SHOW DA  6ª A

1ª Votação 6ª A – “O meio ambiente que imagino amanhã”

SLIDES SHOW DA 6ª B

1ª Votação 6ª B “O meio ambiente que imagino amanhã”

SLIDES SHOW DA  6ª C

1ª Votação 6ª C “O meio ambiente que imagino amanhã”

SLIDES SHOW DA  6ª D

1ª Votação 6ª D “O meio ambiente que imagino amanhã”

Grata por sua participação.

Enquetes encerradas em 13/12/2009


CRIAR E RE-CRIAR: um universo artístico em sala de aula – 2009

9 dezembro, 2009

O projeto “CRIAR E RE-CRIAR: um universo artístico em sala de aula” tem por prioridade despertar nos alunos o mundo artístico que existe em seu interior.  Para tal, faz uso das técnicas artísticas de pintura com lápis de cor em papel sulfite. Elaborei esse projeto para atender aos alunos de sexta série (7º ano) da Escola Municipal Eduardo Prado (na Zona Leste de São Paulo).

Após uma sondagem na disciplina Educação Artística, realizada durante o primeiro bimestre nessas séries, percebe-se que mesmo estando eles numa faixa etária em que a imaginação flui livremente, eles não acreditavam em sua capacidade de transportar essa criatividade para o papel e transformá-la em arte.

Para resolver essa dificuldade, trabalhei em sala de aula, nos dois outros semestres, os movimentos artísticos Surrealismo e Cubismo (a metodologia encontra-se no post Papel e lápis de cor: exposição de trabalhos, publicado neste blog, com alguns dos resultados do segundo semestre de 2009). Essas técnicas foram relevantes para que esses alunos percebessem que suas produções eram boas e descobrissem que podem produzir bons trabalhos, independente do material a ser utilizado. Portanto, fiquei, durante o segundo semestre, introduzindo técnicas de pintura com lápis de cor no caderno de artes, sendo que o próprio aluno escolhia seu tema.

Para o terceiro semestre, lancei o desafio de abrir um concurso de pintura com lápis de cor entre as 6ª séries com o tema: “O MEIO AMBIENTE QUE IMAGINO AMANHÔ O concurso dividiu-se em três etapas e todo  processo encontra-se no link “Procedimento do concurso 2009”

Para visualizar as imagens, clique nos “SLIDE SHOW” abaixo.

SLIDE SHOW DA  6ª A

SLIDE SHOW DA 6ª B

SLIDE SHOW DA  6ª C

SLIDE SHOW DA  6ª D

Somente após essas fase é que percebi  que os alunos estavam preparados para realizar atividades artísticas referentes ao tema do projeto anual lançado pela escola para as sextas séries: “O UNIVERSO DAS CURIOSIDADES”. Cada classe teve um subtema diferenciado para a execução de seus trabalhos, desde que fosse contemplado o tema citado acima. Para tal, cada turma indicou vários temas e fizeram uma votação. Os temas escolhidos foram:

6ªA – “As curiosidades do universo cósmico”

6ªB – “As curiosidades do universo tecnológico”

6ªC – “As curiosidades do universo urbano”

6ªD – “As curiosidades do universo futurístico

OBS: Os temas gerais se subdividem em subtemas que os alunos trabalharam trabalham em pequenos grupos.

Para o quarto semestre, lancei a proposta de trabalharmos com técnicas de giz pastel,  maquete e o lápis de cor. Preocupada em desenvolver um trabalho bem fundamentado e em conscientizá-los da importância de observar e ampliar seu conhecimento, determinei que todos os trabalhos fossem fundamentados em pesquisas escritas.

A utilização da técnica de desenho com giz pastel em papel Kraft originou belos trabalhos, sempre utilizando como fonte de inspiração o movimento surrealismo e geometrização da forma e arte contemporânea. Assim, eles não se prenderiam à perfeição do desenho, ou seja, a imitação da forma que nos é dada pelo mundo construído, e sim o mundo em que nossa imaginação pode construir. nesse semestre apresentei ao grupo o artísta Paul Klee e suas obras, o que foi muito interessante.

Projeto

CRIAR E RE-CRIAR: um universo artístico em sala de aula

O projeto “CRIAR E RE_CRIAR: um universo artístico em sala de aula” tem por primazia despertar nos alunos o mundo artístico que existe em seu interior.  Para tal, faz uso das técnicas artísticas de pintura com lápis de cores em papel sulfite. E, foi elaborado por mim, professora Elisa de Mello Kerr Azevedo, para atender aos alunos de sexta série (7º ano) da Escola Municipal Eduardo Prado – da zona leste de São Paulo.

Após uma sondagem na disciplina de ed. artística, realizada durante primeiro bimestre nessas séries, percebe-se que mesmo estando eles numa faixa etária em que a imaginação flui livremente, eles não acreditavam em sua capacidade de transportar essa criatividade para o papel e transformá-la em arte.

Para resolver essa dificuldade trabalhei em sala de aula, os dois outros semestre, os movimentos artísticos: surrealismo e cubismo (a metodologia encontra-se no post Papel e lápis de cor: exposição de trabalhos, publicados neste blog, com alguns dos resultados do segundo semestres de 2009). Essas técnicas foram relevantes para que esses alunos percebessem que suas produções eram boas e descobrissem que podem produzir bons trabalhos, independente do material a ser utilizado. Portanto, fiquei o segundo semestre introduzindo técnicas de pintura com lápis de cor no caderno de artes o qual o próprio aluno escolhia seu tema.

Para o terceiro semestre lancei o desafio de abrir um concurso de arte nas classes. E, os quatro vencedores concorreriam a um segundo concurso entre as classes. Desta vez foi estabelecido um tema geral para as sextas séries: “O MEIO AMBIENTE QUE IMAGINO AMAMHÔ.

Somente neste momento percebi que os alunos estavam preparados para realizar atividades artísticas referentes ao tema do projeto anual da escola para as sextas séries: “O UNIVERSO DAS CURIOSIDAES”. Cada classe teria um subtema diferenciado para a execução de seus trabalhos, desde que contemplasse o tema citado acima. Para tal, cada turma indicou vários temas e fizeram uma votação. Os temas escolhidos foram:

6ªA – “As curiosidades do universo cósmico”

6ªB – “As curiosidades do universo tecnológico”

6ªC – “As curiosidades do universo urbano”

6ªD – “As curiosidades do universo futurísticos”

OBS: Os temas gerais se subdividem em subtemas que os alunos estão trabalham em pequenos grupos.

Para o quarto semestre, lancei a proposta de trabalharmos com técnicas de giz pastel, pintura em tela e maquete. Preocupada em desenvolver um trabalho de bem fundamentado e conscientizá-los da importância de observar e ampliar seu conhecimento determinei que todos os trabalhos fosse fundamentados em pesquisas escritas.

A utilização da técnica de desenho com giz pastel em papel Kraft originou belos trabalhos. Mas sempre utilizando como fonte de inspiração o movimento surrealismo e geometrização da forma. Assim eles não se prenderiam a perfeição do desenho, ou seja, a imitação da forma que nos é dada pelo mundo construído, e sim o mundo em que nossa imaginação pode construir.

Para finalizar o ano letivo, os alunos vão pintar uma tela com o mesmo tema.

O procedimento do concurso 2009

Na página Exposição “O MEIO AMBIENTE QUE IMAGINO AMAMHÔ encontra-se  os trabalhos  realizados pelos alunos da 6ª série do EMEF-Eduardo Prado, sobre o tema citado,  separados por suas respectivas turmas: 6ª A; 6ª B; 6ª C e 6ª D.  O jure é composto por sete (7) membros (leiam seus currículos no final dessa página).  Para que o jure possa votar, publiquei uma enquete em cada exposição (protegidas por senha para que só eles tenham acesso)  onde ele poderá  expressar seu voto.

1ª etapa

Vissite o post Os melhores do “O MEIO AMBIENTE QUE IMAGINO AMAMHÔ e, se você for um jurado, siga as instruções contidas neles.

6ª A – “O MEIO AMBIENTE QUE IMAGINO AMAMHÔ

6ª B – “O MEIO AMBIENTE QUE IMAGINO AMAMHÔ

6ª C – “O MEIO AMBIENTE QUE IMAGINO AMAMHÔ

6ª D – “O MEIO AMBIENTE QUE IMAGINO AMAMHÔ

2ª Etapa

Após  o jurado  ter escolhido as três (3) melhores obras de cada classe serão publicadas um novo post em que cada jurado classificará a obra atribuindo um único valor  numérico em cada classe, separadamente, de 1 a 3.  a cada uma para que saibamos eles se incumbirão de classificá-las atribuindo um valor de 1 a 3, para que saibamos a colocação de cada um.  Após a contagem dos pontos, será publicado classificação das obras em seus turmas. Primeiro segundo e terceiro lugares.   Somente esses três primeiros colocados de cada turma participará da próxima etapa, o que totalizará 21 participantes.

3ª Etapa

Agora partiremos para a votação final.  Quando chegar nesse  momento, o jurado terá a sua frente apenas  21 obras. Sua incumbência será escolher as três que ache melhor dentre as 21 obras. Por isso será aberto num post com uma enquete, com senha.

OBS.: Todas as enquetes e votação estarão em post separados  protegidos por senha e que impede que a mesma pessoa possa votar duas vezes.

Boa sorte para aos participantes e boa votação ao jurado.

Reggio Emília: uma abordagem artística na educação infantil

19 outubro, 2009

No dia 29/09/2009 ministrei uma aula no curso de Pedagogia da   Universidade São Judas Tadeu -USJT-  a convite da profa. Dinéia Hypolitto. Para o profissional da educação e da área de artes, é sempre prazeroso contribuir com minhas futuras colegas e transmitir para elas a importância da Arte para a  aprendizagem da criança. Após a aula, prometi a(os) aluna(os) que deixaria aqui no blog as novas publicações sobre essa escola, sob o tema “escola de educação infantil italiana Reggio Emília”.  Para entender um pouco mais sobre o contexto da escola leia um pouco sobre o seu surgimento em Histórico da Reggio Emília e, os sites que indico na página Abordagem Reggio Emília .

Na edição da Revista Criança do professor de educação infantil no. 43 foi publicado  uma  entrevista com Bruna Elena Giacopini e Lanfranco Bassi  Reggio Emília: uma experiência inspiradora”, realizada por Vitória Faria e Alex Criado. Esta reportagem está muito interessante.

Também publicou, a partir da página 19,  e os integrantes do GAE – grupo ambiental de educação – o artigo escrito por Angélica Miranda do RJ/Rj e outros autores “Arquitetura e educação juntas para uma educação infantil melhor” que fala  sobre os espaços do ambiente escolar e sua importância para a aprendizagem da criança. Para a abordagem Reggio Emília o espaço de aprendizagem é muito importante, por isso aconselho que  leia.

A  revista também traz  para você o artigo sobre  “Faz de conta: invenção do possível” escrito por  Adriana Klisys de BH/MG, que muito lhe ajudará na disciplina de psicologia.

A edição 44  da Revista Criança do professor de educação infantil, por Joseli Pereira Lobo – professora de educação infantil da rede municipal de BH – escreve sobre “Um currículo centrado na arte”, continuando o tema da revista anterior. E, para aprofundar  um pouquinho mais em educação centrada na pessoa, sairemos da Revista Criança um pouquinho e vamos passear por outros links e ler sobre essa teoria de Carl Rogers em:  Humanismo – Carl Rogers e Concepção de Carl Rogers sobre aprendizagem.

De volta à revista,  Angélica Miranda realizou uma entrevista com a professora Léa Tiriba  com o tema  “Consciência Ecológica se aprende com o pé no chão”, muito boa também. Arrume um tempinho e leia com muito carinho, o planeta Terra agradece!

Bibliografia

http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0153/aberto/mt_244113.shtml

EDWARDS, Betty. Desenhando com o lado direito do cérebro. 10. ed. rev. ampl. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005.

EDWARDS, Carolyn; GANDINI, Lella; FORMAN, George. As cem linguagens da criança: a abordagem de Reggio Emilia na educação da primeira infância . Porto Aelgre, RS: Artmed, 1999.

FUSARI, Maria Felisminda de Rezende e; FERRAZ, Maria Heloisa Correa de Toledo. Arte na educação escolar. São Paulo: Cortez, 1993.

LEENHARDT, Pierre. A criança e a expressão. Lisboa: Editora Estampa, 1973.

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar. 2 ed., São Paulo: Cortez,1995.

MAHONEY, Abigail A. e ALMEIDA, Laurinda R do. A constituição da pessoa: na proposta de Henry Wallon. São Paulo: Ed. Loyola, 2002.

PARRAMON, Jose Maria. Luz e sombra em desenho artístico. Rio de Janeiro: Ibero-americano, 1986.

ROGERS, Calrs R. “Liberdade de aprender em nossa década”. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985.

_____________. “Tornar-se pessoa”. Trad. Manuel J. C. Ferreira, 5 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

Boa leitura.

Elisa Mello Kerr

Papel e lápis de cor: exposição dos trabalhos

10 julho, 2009

No bimestre passado (fevereiro, março – e abril – de 2009), meus alunos e eu, profª Elisa, na disciplina Artes, na 6.ª série (7.º ano),  trabalhamos a composição plástica e seu elemento principal: a linha: linhas retas, paralelas, verticais, horizontais, perpendiculares, curvas, mistas, quebradas e angulares. Depois trabalhamos as formas geométricas: círculos, circunferências, quadrados, retângulos, trapézios, losangos e triângulos.

Todos esses conceitos foram transformados em desenhos muito criativos realizados pelos alunos.  Aprendemos, também, algumas técnicas de  uso do lápis de cor.

Neste bimestre (maio e junho – e julho – de 2009), trabalhamos em conjunto com a História da Arte.  Os artistas escolhidos para pesquisa e observação de suas obras foram: Kandinsky, Miró e Salvador Dalí.

Após observação de muitas obras desses renomados artistas, sugeri que realizassem as atividades de acordo com as metas descritas abaixo:

1º- Executariam três desenhos distintos e abstratos, utilizando linhas, formas geométricas e deformação da imagem;

2ª – Realizariam uma obra de cada vez, observando os erros e acertos, e somente depois dessa reflexão sobre seu próprio trabalho poderiam passar para a próxima ilustração;

3ª – Teriam de explorar as técnicas de  uso do lápis de cor; o fundo da ilustração teria de ser bem trabalhado e fazer parte da composição da imagem.

Parabéns alunos das 6ª séries, vocês fizeram um ótimo trabalho!

Vejam abaixo as melhores composições das turmas A, B, C e D:

Aulas ministradas no Ensino Fundamental II da Escola Municipal Eduardo Prado na zona leste de São Paulo,  primeiro semestre de  2009 – Professora Elisa M. Kerr.

Projeto Educacional: CA-AM, a “rádio” dos meus alunos

25 junho, 2009

Todo semestre os professores do Curso de Alfabetização de Jovens e Adultos do programa de  Extensão da  Universidade São Judas Tadeu precisam elaborar um projeto interdisciplinar. Este semestre o tema escolhido por alunos e professores foi“A influência da mídia na sociedade”. Grande parte das atividades das diversas  disciplinas foram pautadas nesse tema.

Minha disciplina é Artes e meus alunos, insistentemente, pediam que eu elaborasse uma peça teatral para encenarem no encerramento do semestre.  A princípio, relutei um pouco, mas resolvi aceitar. Juntamente com a disciplina de História,  montamos uma peça teatral: “Rádio CA-AM  54 a 85 kHz: a rádio que conta a nossa história (clique e tenha acesso a peça e toda a bibliografia consultada para para sua elaboração). Foi montada a linha do tempo entre 1954 e 1984, na qual transmitiam- se momentos históricos e artísticos desse período.  Durante a peça o locutor anunciava a frequencia da rádio de acordo com o ano dos acontecimentos.

Essa peça só foi possível porque todos os professores nos auxiliaram:  participaram das encenações, ensaiaram os alunos, treinaram a leitura adequada para a peça e a coreografia. Foi muito gostoso ver o envolvimento de todos nesse trabalho.

Essa peça educacional não tem a pretensão de formar atores, nem locutores, muito menos cantores. Nossa intenção foi promover a aprendizagem dos educandos de forma lúdica, participativa e com grande envolvimento dos participantes para que possam refletir sobre cada período histórico e perceber os benefícios e perigos do uso da mídia na sociedade.

P.S. O nome CA- AM foi inspirado no CAAM – Centro de Alfabetização Alzira Altenfelder Mesquita que no próximo semestre passa a se chamar CEAM – Centro Educacional Alzira Altenfelder Mesquita .

Vejam as fotos .

A peça foi encenada no Teatro 90º da USJT.

Programação da Semana – Turma INI1A 2009 – RIC – USJT

16 junho, 2009

Este post é válido para os alunos de  Metodologia Científica do RIC da Universidade São Judas Tadeu – Turma INI1A 2009

Dia 17 de junho de 2009 às h18h e 45min haverá a Banca de Iniciação Científica: Dislexia e produção científica – Análise das bases de dados Medline e PsycInfo, no Auditório do subsolo. Caso você resolva assistir a defesa do trabalho realizado por seu colega do RIC,  faça um comentário com suas considerações sobre o tema desenvolvido.

Dia 18 de junho de 2009 às 16:30 será apresentada a peça de teatral educacional: “Rádio CA – AM 54 a 85 kHz: a rádio que conta a nossa história” – realizada pelos alunos da EJA do CAAM (Centro de Alfabetização Alzira Altenfelder Mesquita), do 9º ano (8ª série). Caso queira assitir, vá ao Teatro 90⁰ no andar intermediário da Universidade São Judas Tadeu.  Não se esqueça de fazer um comentário, aqui no blog,  com sugestões, críticas e sua opinião  sobre o tema.

Quem participar das atividades acima e postar um comentário,  nesse espaço, receberá presença equivalente ao dia da programação. Para os que não podem ir em nenhuma dessas programações, estarei na sala de aula para ajudá-los com seus trabalhos. Bom trabalho, turma! Profª Elisa Kerr.

Educação especializada

22 fevereiro, 2009

Educadora desenvolve pedagogia para regiões violentas

Por Talita Mochiute

Criar um método pedagógico para ajudar crianças e adolescentes que sofreram traumas causados pela convivência diária com a violência e que, por isso, tiveram problemas de aprendizagem, como dislexia, agravados. Este foi o desafio enfrentado pela doutora em filologia e lingüística Yvonne Bezerra de Mello, que desenvolveu o método Uerê-Mello, aplicado no Projeto Uerê, escola de tempo integral sem fins lucrativos da cidade do Rio de Janeiro (RJ).

“A inteligência permanece intacta. O impacto da violência afeta as funções cognitivas. É preciso então diagnosticar esses traumas psicológicos, desenvolver um atendimento personalizado e definir uma estratégia pedagógica eficaz”, explica Yvonne, coordenadora executiva e pedagógica do Projeto Uerê.

Fundada em 1998, a entidade atualmente oferece educação especializada a 400 crianças e adolescentes entre 4 e 18 anos em suas cinco casas interligadas da Nova Maré – comunidade localizada no Complexo da Maré, maior conjunto de favelas da capital fluminense, no bairro do Bonsucesso.

O embrião do Uerê veio da experiência da educadora com crianças em situação de rua. Após a chacina da Candelária, em 1993, os sobreviventes foram morar debaixo de um viaduto em São Cristóvão, onde surgiu o esboço da primeira escola Uerê, criada por Yvonne, que funcionou por quatro anos, atendendo 120 crianças por dia.

O trabalho educacional com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social estimulou Yvonne estudar as causas dos traumas psicológicos e das dificuldades de aprendizagem. “Estudei a parte neurológica e desenvolvi a metodologia que uso no Projeto Uerê. O método inclui exercícios para desbloquear os traumas e preparar as crianças para aprendizagem”, comenta Yvonne.

Metodologia Uerê-Mello

As crianças ficam na entidade das 8h às 17h30. Lá, aprendem conteúdos escolares e participam de atividades de arte, dança, música e esportes. O custo por estudante é de R$ 100 por mês. “É baixo porque a taxa de manutenção é zero”, revela Yvonne. Os recursos vêm de fundações internacionais, de instituições nacionais do terceiro setor e de doações. O projeto já beneficiou 2.250 crianças e adolescentes.

Todos os dias os educadores do projeto aplicam os 11 momentos, com duração de 10 a 40 minutos, da metodologia Uerê-Mello. “É fundamental a mudança do conteúdo ou da atividade de tempos em tempos para que os alunos mantenham o foco”, conta a coordenadora pedagógica do Uerê.

O objetivo da divisão em momentos em cada turno é estimular a plasticidade cerebral, ou seja, a capacidade que os neurônios têm de formar novas conexões a cada momento. Com os novos estímulos, a rede de neurônios se recompõe e se reorganiza. Devido a essa característica cerebral, é possível a recuperação gradativa das funções cognitivas, como da memória, da linguagem e do raciocínio lógico-matemático.

“Com a metodologia, consigo 90% de sucesso. Há crianças que chegam aqui e têm dificuldade na fala ou de concentração. Outras têm problemas de memória. Quando as crianças saem daqui, estão tão preparadas quanto as crianças da classe média da zona Sul”, descreve Yvonne.

O primeiro momento do dia, com duração de 10 minutos, é uma revisão oral de algum fato do dia anterior. ”Esse exercício trabalha a memória e ajuda verbalizar os sentimentos e as emoções”, complementa a educadora.

Os conteúdos curriculares de português, matemática, história e ciências são abordados, primeiro, com exercícios orais com ajuda de mapas, vídeos e outros recursos visuais. Só depois dessas atividades os alunos abrem os livros para fazerem a leitura da matéria ou começarem a escrever.

“Nossos livros têm um conteúdo especial. Por exemplo, ao tratar da família, não falamos apenas da família nuclear. Mudamos o conceito. Mostramos os diversos tipos de combinações familiares”, explica Yvonne.

“Nas três horas e meia de cada turno se trabalham todas as matérias e informações, curriculares ou não. Os alunos não permanecem sentados o tempo todo. A sala de aula é interativa e existe espaço para essa movimentação”, conta a coordenadora pedagógica.

Yvonne Bezerra de Mello também adaptou o método de alfabetização fonética para as crianças e adolescentes do Uerê. “Aqui o período de alfabetização dura seis meses. Mudei a ordem da apresentação dos fonemas. As crianças já aprendem que a letra C tem som de K e de S. Também aprendem no mesmo momento o R e RR”.

A educadora teve ainda a preocupação de colocar no material didático apenas palavras formadas com combinações sílabas conhecidas pelas crianças até aquele momento de aprendizagem. Aos poucos, as crianças vão sendo apresentadas às palavras e aos textos mais complexos.

Todos os professores do Uerê são capacitados para poder diagnosticar os problemas da criança e desenvolver a pedagogia da entidade. Esta metodologia já foi aplicada em Angola, na Etiópia, no Quênia, no Sudão e na Tanzânia, países do continente africano. A instituição também é um centro de treinamento para educadores.

A pedagogia Uerê-Mello está em fase de sistematização. Yvonne acabou de entregar para uma editora um livro explicativo sobre o método. Ela também publicará os nove livros didáticos utilizados nas aulas do Uerê.

Fonte: Fundação Educar

Amadurecendo com o portfólio

21 fevereiro, 2009

O portfólio  é um amadurecimento do educador, juntamente com seu educando. É importante compreendê-lo aos poucos, para que faça sentido tanto na vida do educador, quanto na do estudante. É preciso lembrar que o educando está num processo de aprendizagem e o portfólio é mais um elemento a ser ensinado e, portanto, precisa fazer sentido na vida dele.

Se essa premissa não for respeitada, a  escola corre o risco de implementar o portfólio no “fazê-lo por fazer.” O professor terá que preencher um montão de fichas para o portfólio e  o aluno terá uma pasta preta para colocar seus trabalhos.  Não haverá a compreensão de acompanhamento de um processo de aprendizagem ou da evolução de seu crescimento intelectual. Será apenas uma pasta, ou mais trabalhos em vão. Eu demorei três anos para entender e aplicar esse instrumento  em sua totalidade e compreender seus efeitos na vida  do educando e no cotidiano escolar. Segue, abaixo, um relato do meu amadurecimento.

Quando me matriculei na disciplina Prática de Ensino (2005), foi que  me dediquei mais à avaliação escolar. Essa disciplina é ministrada pela professora Dinéia Hypolitto -Mestre em Educação pela PUC-SP, especialista em Avaliação pela UNB – DF  e docente da Universidade São Judas Tadeu. Acho que ela me contaminou com o assunto. Li diversos autores e fiquei admirada com a riqueza do tema e também com as dificuldades na aplicação. Na teoria parece tudo tão fácil e lógico, mas quando enfrentamos a diversidade da sala de aula e nos deparamos com a realidade brasileira tendemos a achar que tudo isso não é possível. E foi por meio dela, também, que conhecei a me interessar por portfólio.

Quando fui trabalhar com pessoas com necessidades educativas especiais (meado de 2005), compreendi melhor a importância desse instrumento de avaliação no acompanhamento do processo de aprendizagem do aluno. O meu primeiro TCC só foi possível porque registrei tudo que ocorreu dentro da sala de aula. Filmei, fotografei, documentei seus comentários entre eles, as dúvidas, as atividades etc. Esses registros foram guardados numa pasta catálogo, à minha maneira. Em meu caso, o uso do portfólio foi um processo de aprendizagem pessoal, em conjunto com a necessidade de realizar um trabalho mais humanizado. Nessa escola, a coordenadora de 5ª a 8ª série da EJA – profª Dinéia Hypolitto já havia implantado o portfolio do aluno (aquele em que o próprio aluno escolhe suas melhores produções e elaboram suas capas) com as atividades realizadas em aula. Esse portfólio é mais um instrumento de avaliação que proporciona aos meios de acompanhar o processo de aprendizagem do aluno. E o aluno, com esse portfólio, acompanha sua evolução nesse processo.

No ano seguinte (2006), passei a dar aulas, na mesma escola, também para 1ª e 4ª série da  EJA  e nesse mesmo ano a  coordenadora d, Prof.ª Neuza da Costa Souza, também aderiu ao portfólio de aprendizagem para a escola (pasta preta para armazenar diversas informações importantes para a escola, o aluno não deve ter acesso a ele).  Foi nessa nova etapa que entendi a relevância da uniformidade de tais fichas para os professores e para a instituição escolar. É bom que se utilize a mesma linguagem nesses registros, apesar das individualidades existentes entre cada aluno e das diferenças entre cada sala de aula. Esse é o que chamamos de portfólio de aprendizagem, onde o professor pode, detalhadamente, registrar os avanços e dificuldades do aluno.

Até esse momento, eu não havia valorizado todos os aspectos do portfólio; somente quando cursei a disciplina Avaliação (2007), também ministrada pela professora Dinéia, pude compreender o portfólio como um todo. Foi nesse momento que entendi, também,  a importância da capa do portfólio ter a carinha do aluno. Também entendi que o aluno só vai valorizar esse aspecto se eu, a professora, também acreditar nisso.

Publiquei,  dias atrás, alguns exemplos de capas de portfólios elaboradas pelos(as) alunos(as) do 1.º ano do curso de Pedagogia – 2008 da USJT, para a disciplina Fundamentos da Educação Infantil, ministrada pela professora Dinéia Hypolitto. Cada uma mais linda que a outra! Vale a pena ver e incentivar seu aluno a criar uma linda capa para o portfílo dele.


Portfólio: relatório coletivo

5 fevereiro, 2009

Hoje, em especial, publico um exemplo de relatório que devemos fazer sobre o desenvolvimento da turma no decorrer de um projeto escolar. O relatório deve também ser anexado ao portfólio que a escola tem sobre o aluno. É um documento que ajuda a direcionar o educador em sua avaliação e dá à escola um respaldo quanto às contestações sobre notas atribuídas aos alunos que apresentem algumas dificuldades, seja de aprendizagem ou de mobilidade. Procedendo assim, podem-se atribuir a esses alunos notas altas pelo caminho percorrido na superação das dificuldades e da intensidade da dificuldade. Nesse relatório, em tais casos, o professor diz que não avalia o conteúdo e sim atitudes, emoções e superações.

Relatório coletivo das aulas de Educação Artística.

Nome do projeto “Teatro tal., tal,tal…”

Essas aulas foram elaboradas com a intenção de estimular a integração social dos alunos com necessidades educativas especiais no meio em que vivem.

Para promover essa socialização foi elaborado pelos professores das disciplinas de: (cite as disciplinas envolvidas) da Escola (nome da escola) o projeto interdisciplinar “Nome do projeto”

Na distribuição das atividades desse projeto, cada disciplina se responsabilizou por desenvolver um tipo de aprendizagem dos alunos. A disciplina Arte foi incumbida de trabalhar a socialização do grupo por meio de uma peça teatral.

Para melhor atingi-los, lançamos vários desafios no decorrer do projeto. Diante das dificuldades que já havíamos diagnosticado, percebemos que precisávamos assim extrair suas emoções e ajudá-los a superá-las elevando a auto-estima individual e do grupo.

Nesse projeto, a arte foi capaz de trabalhar e estimular a expressão verbal e corporal dos alunos, sem exigir deles o uso de suas competências cognitivas. Mas a elevação da auto-estima do grupo corroborou para a superação de desafios cognitivos em outras disciplinas.

Várias atividades foram realizadas durante o semestre: leitura de textos individual e coletivamente, interpretação espontânea de textos, definição dos papéis e equipe de apoio, o ensaio e montagem da peça teatral e, por fim, a apresentação da peças ao público escolar.

A avaliação da disciplina Artes foi resultante do desempenho, social e emocional, adquirido durante as aulas de teatro.

Esses alunos foram capazes de superar algumas das dificuldades emocionais interiorizadas e no relacionamento com os outros colegas de classe. Como resultado desse trabalho, eles se tornaram mais cooperativos e interagiram melhor no meio escolar.

Assim, foi possível atribuir nota a eles pelas habilidades adquiridas nessas aulas de Educação Artística. Portanto, o estímulo às suas conquistas foi a valoração que, nesse caso, consideramos o avanço social e superação de suas dificuldades emocionais, o que foi muito significativo.

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Nome da professora

Depois dessa ficha coletiva, elabore uma individual de cada aluno.Clique aqui para ver um exemplo.

Avaliação diagnóstica

13 novembro, 2008

Algumas pessoas solicitaram informações sobre avaliação diagnóstica e relatório do perfil da classe. A professora Albertina em seu site educanaweb publicou um bom material sobre os temas. Sugiro que você passe por lá e dê uma olhadinha nas fichas e sugestões que ela elaborou para nos auxiliar nesse trabalho.

Boa pesquisa pessoal.