Sumaúma

 

Sumaúma, Mãe das Árvores.

Uma História da Floresta Amazônica.

Escrita por Lynne Cherry.

Adaptação : Elisa Kerr e M. Teresa Kimiko

· Começa tudo escuro e um som bem longe de floresta. Segue narração.

Narradora Severina Na floresta tropical amazônica, faz sempre muito calor. E nesse calorão, tudo cresce sem parar.

As copas das árvores mais altas da floresta são chamadas de dossel. É um lugar ensolarado, no alto, perto do céu. Os animais que vivem por lá gostam de muita luz: papagaios coloridos voam de uma árvore para outra. Macacos pulam de galho em galho.

Perto do solo, vivem os animais que preferem o escuro. A mata é fechada por uma vegetação densa, cipós, trepadeiras. Cobras silenciosas se enroscam em linhas penduradas. Onças elegantes espreitam.

· Sem narração, aumenta-se o som da floresta…

· Foco de luz na sumaúma

· Recomeça-se a narração.

Narradora Severina E, no meio desse ambiente quente e úmido, a grande SUMAÚMA se destaca, crescendo acima da floresta e emergindo no alto do dossel.

Esta é a historia de uma comunidade de animais que vivem numa árvore dessas, no meio da floresta.

· Silêncio e sonoplastia

· Sr. José Barulho de passos (sonoplastia)

· Todos os animais se escondem atrás das árvores.

· Sr. João e Alexandre entram assim que a narração recomeçar.

Narradora Luciana Dois homens vieram andando e entraram na floresta.

Momentos antes, a mata estava viva e barulhenta, com os sons das aves que piavam e dos macacos que guinchavam. Mas de repente tudo ficou quieto, enquanto os bichos olhavam os dois homens sem saber o que eles tinham vindo fazer por ali.

O mais baixo parou e apontou para uma árvore enorme.

Sr. João: — SUMAÚMA.

Depois, foi embora.

O homem mais alto segurou firme no cabo do machado que estava carregando e começou a bater com a lamina no tronco da árvore.

· Sr. José PÁ! PÁ! PÁ! (sonoplastia)

O barulho dos golpes ecoava pela floresta, mas a madeira era dura demais.

· Sr. José VAPT! VAPT! VAPT! (sonoplastia)

O homem secou o suor que escorria pelo rosto e pelo pescoço.

· Sr. José PÁ! VAPT! PÁ! VAPT! PÁ! (sonoplastia)

Narradora Severina Em pouco tempo, o homem estava exausto. Sentou para descansar, junto às raízes imensas da SUMAÚMA. Num instante, o calor e o zumbido da floresta foram dando sono nele, como uma canção de ninar. E o homem adormeceu.

Narradora Neide Na SUMAÚMA moram duas jibóias, que escorregaram tronco abaixo até onde o homem dormia. Olharam para o corte que o machado tinha feito na árvore. Depois, as cobras deslizaram para bem perto do ouvido do homem e sibilaram:

Aldelina: Moço, esta árvore é uma planta milagrosa. É a minha casa, onde gerações de meus antepassados viveram.

Zelinda: Não corte esta árvore.

Narradora Carmélia Uma abelha zumbiu no ouvido do homem adormecido.

Maria A. Moço, minha colméia fica aqui nesta árvore. É daqui que eu saio voando, de árvore em árvore, de flor, em flor, recolhendo pólen. Desse jeito, eu polinizo as árvores e flores da floresta. Você sabe, não é? Todas as coisas vivas dependem umas das outras.

Narradora Carmélia Um bando de macacos desceu aos pulos, vindo lá do alto da copa da árvore. E ficaram numa algazarra, conversando com o homem adormecido.

Vanilda: Moço, nós sabemos como é que os homens são… Primeiro cortam uma árvore, depois vem buscar mais uma e mais outra… Desse jeito, as raízes dessas árvores enormes acabam secando e morrendo. Aí não sobra nada para segurar a terra em seu lugar.

Rose: Quando vier a época das chuvas, as águas vão carregar o solo embora. A floresta vai acabar virando um deserto.

Narradora Severina Um periquito e um tucano vieram voando lá do alto da copa. E falaram:

Francinildo: Moço, não corte esta árvore. Nós já sobrevoamos a floresta e vimos o que acontece quando vocês começam a derrubar árvores. Vem uma porção de gente e se estabelece na terra.

Sr. Mário: Tocam fogo para limpar o mato e num instante a floresta desaparece. Onde havia vida e beleza só fica um monte de ruínas fumegando.

Narradora Carmélia à Um casal de araras dessas que vivem nas árvores, voou até a beirada de uma folha. Numa voz meio esganiçada, soprou dentro da orelha do homem:

Giuliano: Moço, uma floresta arruinada são vidas arruinadas. Muitas vidas estragadas.

Danielle: Muitos de nós vamos ficar sem casa se você cortar esta árvore.

Narradora Luciana Uma onça pintada estava dormindo deitada num galho lá no meio da árvore. Como seu pêlo pintado se confundia com as manchas de luz do sol e com a sombra das folhas mais em cima, ninguém tinha reparado nela.

Mas a onça acordou e veio andando em silêncio até junto do homem adormecido. E rosnou em seu ouvido:

Maria José Moço, esta árvore é a casa de muitas aves e outros bichos. Se você cortar a árvore, onde é que eu vou encontrar o meu jantar?

Narradora Carmélia à Quatro ouriços vieram chegando, de galho em galho, e sussurraram para o homem: ( Ivanilda e Marconi)

Joelma:Moço, você sabe que tanto os bichos como os humanos precisam de oxigênio para viver? E sabe que quem produz oxigênio são as árvores?

M. Conceição: Se derrubar as florestas, estará destruindo justamente o que dá vida a todos nós…

Narradora Severina Muitos tamanduás de vários tipos, também se aproximaram da árvore, com os filhotes pendurados nas costas. E disseram ao homem adormecido:

Ivan:Moço, você está derrubando esta árvore sem pensar no futuro.

Naria Neres:Com certeza sabe que o que vai acontecer amanhã dependerá do que você fizer hoje.

Maria Garcia:O homem baixo lhe disse para cortar esta árvore, mas nem pensou em seus próprios filhos, que amanha vão ter que viver num mundo sem árvores.

Narradora Luciana Um bicho preguiça tinha começado a descer da copa quando os homens apareceram. Mas só agora conseguiu chegar lá embaixo. Bem devagarzinho, se pendurou junto do homem adormecido e falou em sua voz preguiçosa:

Gilberto:Moço, quanto vale a beleza? Dá para viver sem ela? Se você destruir a beleza da floresta tropical, para onde vai toda essa festa para os olhos?

Narradora Carmélia Uma indiozinha ianomâmi, que vivia na floresta, se ajoelhou junto do homem adormecido. Murmurou em seu ouvido:

Paula: Moço, quando acordar, por favor, nos veja com um olhar novo.

Narradora Luciana à O homem acordou, num sobressalto. À sua frente, estava a menina da floresta. Em volta, olhando firme para ela, estavam as criaturas que dependiam da grande sumaúma. Que animais raros e maravilhosos eram todos eles!

· Sr. José solta do teto os celofane e o s fios de nylon com os celofanes.

· Sr. José solta os fios com flores brancas penduradas na Sumaúma.

· Prof. Tatiana Foco de luz amarela de cima para baixo, neste local.

· Prof. Luciana Volta o som da floresta bem baixinho.

· Prof. Érika e Prof. Aninha desenrolam o tapete de flores.

Narradora Severina O homem olhou para cima e viu o sol que se filtrava pelo meio da folhagem da copa de todo aquele verde. Focos de luz brilhante que cintilavam como jóias pelo meio do verdor e da escuridão da floresta. Plantas estranhas e belíssimas que pareciam estar pairando no ar, suspensas, penduradas na grande sumaúma.

Narradora Neide Respirou fundo e sentiu o aroma perfumado de suas flores. Sentiu também a nevoa úmida de vapor que subia do chão da floresta.

Narradora Severina O homem ficou de pé e pegou o machado. Girou o braço para trás como se fosse golpear a árvore. Mas parou, de repente. Virou-se e olhou para os bichos e o menino.

Hesitou um instante.

E então, jogou o machado no chão e foi embora da floresta.

——————– FIM ——————-

Bibliografia:

CHERRY, Lynne. Sumaúma, mãe das árvores: uma história da Floresta Amazônica. 4ª ed – São Paulo: FTD, 1994.

9 Respostas to “Sumaúma”

  1. tereza Says:

    por acaso eu consegui sementes de sumauma plantei e nasceu 8 dessas salvei 3 que estao com mais ou menos 30 cm, elas vao para Bahia numa reserva florestal.

  2. matildes Says:

    sempre escolhemos um nome para as turmas em nossa escola.por ser o ano internacional das florestas, a sumaúma foi escolhida como nome. gostaria muito de ler o livro

  3. jacilda Says:

    Estou desenvolvendo um projeto com minha turma sobre a Amazônia,e a historia contada na peça veio para ajudar mais ainda nesse projeto.Super show!

  4. Rosilda Portelinha Says:

    Atividades assim nos animam e vale a pena investir

  5. Rosilda Portelinha Says:

    Parabéns,vou procurar aplicar em minhas turmas.Que tal fazermos um intercâmbio entre nossos alunos?Um abraço.

  6. Elisa Kerr Says:

    Amanda,
    Vale a pena ler e, se você for professora, aplique em sala de aula, o resultado é muito bom.

  7. ananda Says:

    queria ler o livro.

  8. edisontinho Says:

    Texto da EJA

  9. vithoria Says:

    meu trabalho p pesquisar n apague

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