Posts Tagged ‘Curso de Pedagogia’

Amadurecendo com o portfólio

21 fevereiro, 2009

O portfólio  é um amadurecimento do educador, juntamente com seu educando. É importante compreendê-lo aos poucos, para que faça sentido tanto na vida do educador, quanto na do estudante. É preciso lembrar que o educando está num processo de aprendizagem e o portfólio é mais um elemento a ser ensinado e, portanto, precisa fazer sentido na vida dele.

Se essa premissa não for respeitada, a  escola corre o risco de implementar o portfólio no “fazê-lo por fazer.” O professor terá que preencher um montão de fichas para o portfólio e  o aluno terá uma pasta preta para colocar seus trabalhos.  Não haverá a compreensão de acompanhamento de um processo de aprendizagem ou da evolução de seu crescimento intelectual. Será apenas uma pasta, ou mais trabalhos em vão. Eu demorei três anos para entender e aplicar esse instrumento  em sua totalidade e compreender seus efeitos na vida  do educando e no cotidiano escolar. Segue, abaixo, um relato do meu amadurecimento.

Quando me matriculei na disciplina Prática de Ensino (2005), foi que  me dediquei mais à avaliação escolar. Essa disciplina é ministrada pela professora Dinéia Hypolitto -Mestre em Educação pela PUC-SP, especialista em Avaliação pela UNB – DF  e docente da Universidade São Judas Tadeu. Acho que ela me contaminou com o assunto. Li diversos autores e fiquei admirada com a riqueza do tema e também com as dificuldades na aplicação. Na teoria parece tudo tão fácil e lógico, mas quando enfrentamos a diversidade da sala de aula e nos deparamos com a realidade brasileira tendemos a achar que tudo isso não é possível. E foi por meio dela, também, que conhecei a me interessar por portfólio.

Quando fui trabalhar com pessoas com necessidades educativas especiais (meado de 2005), compreendi melhor a importância desse instrumento de avaliação no acompanhamento do processo de aprendizagem do aluno. O meu primeiro TCC só foi possível porque registrei tudo que ocorreu dentro da sala de aula. Filmei, fotografei, documentei seus comentários entre eles, as dúvidas, as atividades etc. Esses registros foram guardados numa pasta catálogo, à minha maneira. Em meu caso, o uso do portfólio foi um processo de aprendizagem pessoal, em conjunto com a necessidade de realizar um trabalho mais humanizado. Nessa escola, a coordenadora de 5ª a 8ª série da EJA – profª Dinéia Hypolitto já havia implantado o portfolio do aluno (aquele em que o próprio aluno escolhe suas melhores produções e elaboram suas capas) com as atividades realizadas em aula. Esse portfólio é mais um instrumento de avaliação que proporciona aos meios de acompanhar o processo de aprendizagem do aluno. E o aluno, com esse portfólio, acompanha sua evolução nesse processo.

No ano seguinte (2006), passei a dar aulas, na mesma escola, também para 1ª e 4ª série da  EJA  e nesse mesmo ano a  coordenadora d, Prof.ª Neuza da Costa Souza, também aderiu ao portfólio de aprendizagem para a escola (pasta preta para armazenar diversas informações importantes para a escola, o aluno não deve ter acesso a ele).  Foi nessa nova etapa que entendi a relevância da uniformidade de tais fichas para os professores e para a instituição escolar. É bom que se utilize a mesma linguagem nesses registros, apesar das individualidades existentes entre cada aluno e das diferenças entre cada sala de aula. Esse é o que chamamos de portfólio de aprendizagem, onde o professor pode, detalhadamente, registrar os avanços e dificuldades do aluno.

Até esse momento, eu não havia valorizado todos os aspectos do portfólio; somente quando cursei a disciplina Avaliação (2007), também ministrada pela professora Dinéia, pude compreender o portfólio como um todo. Foi nesse momento que entendi, também,  a importância da capa do portfólio ter a carinha do aluno. Também entendi que o aluno só vai valorizar esse aspecto se eu, a professora, também acreditar nisso.

Publiquei,  dias atrás, alguns exemplos de capas de portfólios elaboradas pelos(as) alunos(as) do 1.º ano do curso de Pedagogia – 2008 da USJT, para a disciplina Fundamentos da Educação Infantil, ministrada pela professora Dinéia Hypolitto. Cada uma mais linda que a outra! Vale a pena ver e incentivar seu aluno a criar uma linda capa para o portfílo dele.


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Oficina de Papel Machê

23 outubro, 2008

Este post, em especial, é um agradecimento ao 1.º ano do Curso de Pedagogia da Universidade São Judas Tadeu. A Prof.ª Dinéia Hypolitto, docente da disciplina Fundamentos da Educação Infantil do referido curso, convidou-me, por ser professora de Educação Artistica, ministrar uma palestra sobre a Abordagem Reggio Emília.

Ao planejar as aulas teóricas, percebi a necessidade da montagem de uma oficina prática  sobre o tema em questão, e uma prática que levasse os alunos a  refletir sobre a produção realizada. Sendo ela uma amante das artes, e tendo consciência de sua importância para o desenvolvimento infantil, aceitou prontamente.

Propus à turma que trabalhássemos com modelagem, tendo como base exploratória o papel machê e máscaras de carnaval.

Assistam ao vídeo dos(as) alunos(as) durante a  oficina de máscaras.

No primeiro momento, os alunos aprenderam a trabalhar a massa de papel, e modelaram máscaras e algumas bonequinhas. No segundo momento, trabalhei a base teórica da abordagem. Por último, elas finalizaram as suas produções, e conversamos sobre as dificuldades encontradas durante a produção de todas as máscaras e bonequinhas. Essa reflexão é fundamental para o trabalho da Abordagem Reggio Emília para que a próxima produção atinja melhor os seus objetivos e desperte novas competências.

Por que papel machê?

Com o papel machê, podemos trabalhar em qualquer comunidade ou grupo social. Seja na escola ou em entidades sociais, com crianças ou adultos (nesse caso possibilita, ainda, ajudar no orçamento doméstico), pois não gastamos nada para fabricá-lo. Só precisamos de papéis que serão jogados no lixo. Com essa técnica, podemos trabalhar a consciência ambiental e a organização dos espaços de convivência das crianças. Basta ajudarmos nossos alunos a compreender que aquelas bolinhas de papel, ou aviõezinhos que voam pela sala de aula, enquanto não olhamos, podem se transformar em outros objetos construídos por suas próprias mãos.

O papel machê é utilizado pelos chineses desde II A.C. Fiquei admirada ao saber que eles fabricavam leme para seus barcos de papel machê impermeabilizado. Isso, e muitas outras curiosidades sobre a história dessa técnica você encontra no blog Um pouco do que eu gosto.

Por que modelagem?

A criança é artística por natureza. Logo nos primeiros anos, começa a explorar o mundo e a representá-lo por meio da arte: rabiscar, montar, desmontar, dançar, dramatizar, criar histórias, lutar, cantar etc. Por isso, não tenha receio de usar e abusar das representações artísticas em sala de aula.

A modelagem contribui para o desenvolvimento cerebral do ser humano em qualquer faixa etária. Por meio dela é possível estimular, o córtex cerebral, e acelerar seu desenvolvimento.

A pedagoga Silvia Mara da Silva nos diz que por meio da modelagem “… é possível estimular o córtex cerebral, e dessa forma, criar novas vias neurais que irão favorecer novas aprendizagens…”. Leia mais sobre a sua experiência no site Centro de Vida Independente .

A criança começa a se interessar por modelagem logo nos primeiros anos, e devemos explorar sua necessidade tátil para enriquecer seu desenvolvimento. Qualquer massa que colocarmos em suas mãozinhas ela tentará modelar. Com isso ela aprimora a percepção, a criatividade, a coordenação motora (principalmente a fina), a auto-expressão, a socialização etc.

Agora que sabemos sobre a importância da arte e da modelagem para o desenvolvimento infantil, devemos pensar em pequenas oficinas de aprendizagem por meio desta forma de expressão: a modelagem.

Na Abordagem Reggio Emília, o educando tem a oportunidade de escolher o material que deseja utilizar para representar suas inquietudes e pesquisas. A minha sugestão é que as professoras, primeiramente, montem pequenas oficinas diversificadas: uma de argila, outra de papel machê, outra de massinha feita de farinha ou comprada. Essa criança gozará do privilégio da escolha consciente para representações maiores (elas são capazes disso). Assim, ela reflete sobre sua produção, repensa seu fazer e até mesmo recomeça. Isso é autonomia!

Veja o resultado da oficina de papel machê.

Alguns dias após a oficina de papel machê,  as alunas(os) do curso de pedagogia  tiveram a oportunidade de participar da oficina massiducando, ministrada pela profª  Prof.ª Graziele Medeiros, na qual os mesmos alunos(as) tiveram a oportunidade de aprender atrabalhar com massinha. Clique aqui para visitar essa oficina. Veja também o projeto da disciplina Ludicidade, da turma de pedagogia da Faculdade de Visconde de Cairu , BA, no blog da Manúpink.

Bem vindo 1º ano da Pedagogia da USJT – 2008

11 agosto, 2008

Olá aluno(as) do 1ª ano do curso de Pedagogia da Universidade São Judas Tadeu da turma de 2008. É com grande satisfação que recebo a visita de vocês no blog a pedido da Prof.ª Dinéia Hypolitto, da disciplina de Educação Infantil. Sinto-me lisonjeada em poder ajudá-los com algumas informações sobre a escola Reggio Emília. Para conhecer um pouco mais sobre a história e surgimento da escola Reggio Emília, vá para a página Da destruição surge um sonho: uma pequena escola. Para conhecer sua abordagem e o trabalho e desenvolvimento com as crianças, dirija-se à página Criança Rupestre, na qual encontrará algumas reportagens e entrevistas muito interessantes para nós, educadores.

Assistam ao vídeo do prof. Pacheco, lá de Portugal, da Escola da Ponte, na página do YouTube. Depois vocês passearão na página da Escola da Ponte. Assim, vocês estarão conhecendo duas abordagens diferentes que trabalham com projetos interdisciplinares.

Sinto-me mais feliz ainda em poder contribuir com vocês transmitindo um pouco do que sei sobre a importância da arte para o desenvolvimento infantil.

Esse ano faremos a Oficina de Papel Machê e, para que vocês vislumbrem o tipo de trabalho que podemos realizar, vou indicar o blog da Manú Pink. Ela é aluna do curso de pedagogia de Visconde de Cairú na Bahia, e publicou, em seu blog, as fotos da exposição com bonecos de papel machê confeccionados na disciplina de Ludicidade.

Exposição de Bonecos

Exposição de Bonecos de Visconde de Cairú - BA

Quanto à Oficina de Papel Machê que faremos nos dias 18, 19 e 25 de agosto, passo a vocês o cronograma:

Para o dia 18 de agosto:

1– Levem a polpa de papel pronta. Segue abaixo algumas receitas de papel machê; escolha uma delas e faça.

1ª RECEITA é feita com papel higiênico:

Material:

1/2 rolo de papel higiênico,

1 litro de água,

2 colheres de sopa de vinagre;

2 a 3 colheres de sopa de gesso,

2 a 3 colheres de sopa de farinha de trigo,

1 tubinho de cola branca (das boas)

Preparo: pique bem o papel e deixe de molho na água por 24 horas. Depois coloque numa panela e deixe cozinhar por uma hora. Se precisar, acrescente mais água. Após o cozimento, acrescente o vinagre, mexa bem e deixe a polpa esfriar. Escorra a polpa numa peneira e depois guarde na geladeira dentro de um saco plástico bem vedado. A polpa de papel está pronta para ser usada na aula . Essa polpa, se armazenada na geladeira, conserva-se por 48 horas. Os outros materiais serão acrescentados no momento da execução do trabalho.

2ª RECEITA é feita com aparas de papel: (rascunhos, sobras de cadernos etc.)

Material:

15 folhas de papel,

1 litro de água,

2 colheres de sopa de vinagre;

2 a 3 colheres de sopa de gesso,

2 a 3 colhres de sopa de farinha de trigo,

1 tubinho de cola branca (das boas)

Preparo: pique bem o papel e deixe de molho na água por 24 hora. Depois coloque um pouco do papel picado no liquidificador com a água do molho (acrescente água para não danificar o liquidificador) e triture bem. Após triturar todo o papel picado, acrescente o vinagre, mexa bem. Escorra a polpa numa peneira e depois guarde na geladeira dentro de um saco plástico bem vedado. Agora a polpa de papel está pronta para ser usada na aula . Essa polpa, se armazenada na geladeira, conserva-se por 48 horas. Os outros materiais serão acrescentados no momento da execução do trabalho.

Nota: Escolha entre essas duas receitas a que você achar melhor. O resultado do trabalho será o mesmo. Não precisa fazer as duas receitas, é uma ou outra.

2 – Modelos impressos de máscaras ( para que a criança possa ver e saber o que fazer);

3 – Tesoura;

4 – Jornal velho;

5 – fita crepe;

6 – Pincel largo;

7 – Copinho descartável;

8 – Bandejinhas de isopor ou pratinhos descartáveis;

9 – Bexiga (bola de aniversário), rolinho de papel higiênico ou de papel toalha;

10 – Cola branca e seis palitos de sorvete ou churrasco.

Dia 19 de agosto:

1 – Tinta guache, ou acrílica;

2– Pincéis, lantejolas, griter, peninha, coisinhas para enfeitar (aqueles artefatos que todo pedagogo carrega em sua bagagem);

3 – Fita crepe;

4 – Cola Branca.

Creio que o material não secará de um dia para o outro, então, faremos outros trabalhos nesse ínterim. No dia 25 nós finalizaremos a oficina.

Somente hoje, dia 16/08, pude terminar a máscara feita com papel machê que levarei para vocês amanhã. Vejam como ficou.

Mácara de papel marchê confeccionada pela profª Elisa Kerr

Máscara de papel machê - profª Elisa Kerr

Espero estar à altura da expectativa de vocês. Qualquer dúvida ou dificuldade é só falar. Bom Trabalho pessoal, e mãos à obra.