Posts Tagged ‘Manuscritos Coloniais’

VII Semana de Museus da USP

5 janeiro, 2009

Fonte:  aber.org.br

Com tema “O museu na cidade e a cidade no museu”, Semana dos Museus da USP será realizado entre 27 e 30 de abril de 2009 no Anfiteatro Camargo Guarnieri

APRESENTAÇÃO

A Semana dos Museus da Universidade de São Paulo é uma iniciativa da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, juntamente com o Centro de Preservação Cultural e os museus estatutários da USP – o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE), o Museu de Arte Contemporânea (MAC), o Museu Paulista (MP) e o Museu de Zoologia (MZ). Trata-se de um evento bienal de cunho científico-cultural, cuja primeira edição ocorreu em maio de 1997, coordenada pela então Comissão de Patrimônio Cultural da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, que, em 2004, transformou-se no atual Centro de Preservação Cultural (CPC-USP).

TEMÁTICA

O tema proposto para VII Semana de Museus da USP – “O museu na cidade e a cidade no museu” – está ligado à tendência, perceptível desde a década de 1990, de um expressivo adensamento da criação ou reformulação de museus em cidades de todo o mundo. Tornados ícones de intervenção urbana, vários deles foram considerados responsáveis pela reorientação funcional de áreas esvaziadas economicamente ou em degradação física.

O tema traz reflexões sobre outras estratégias de intervenção que levaram à própria musealização de espaços urbanos, apontando ou não para sua mercantilização, processo muitas vezes estreitamente ligado à rigidez da compreensão institucional de seus indicadores patrimoniais e à exclusão de habitantes.

PÚBLICO ALVO

A Semana dos Museus da USP destina-se a profissionais atuantes em museus e instituições afins, bem como a estudantes de graduação, pós-graduação e cursos de especialização das áreas de Antropologia, Arquitetura e Urbanismo, Artes Plásticas, Biblioteconomia, Ciências Ambientais, Ciências Biológicas, Documentação Museologia, Etnologia, História, Sociologia e público interessado em geral.

CHAMADA PARA COMUNICAÇÕES

A VII Semana dos Museus realiza chamada para envio de comunicações por parte de profissionais e estudantes da área de museus. Foram estabelecidos temas aos quais as comunicações deverão ser vinculadas. Os trabalhos serão selecionados a partir de critérios acadêmicos e pertinência aos eixos temáticos estabelecidos. Serão priorizadas abordagens críticas dos temas propostos. As seções serão organizadas de modo a reunir comunicações afins.

1) Museus universitários e sua inserção na cidade

Museus universitários: para quem? Introversão e/ou extroversão como metas institucionais de inserção. Demandas sociais e construção de políticas curatoriais: conhecimento, métodos de diálogo, estratégias de inclusão.

2) Museus de cidade

Museus de cidade: museus de sociedades? Tempo/tempos na cidade: linearidade ou múltiplas temporalidades. Campos temáticos em alargamento: agentes sociais, meio-ambiente, tensões. Horizontes de representação: entre cristalização e dinâmicas.

3) Museus e requalificação urbana

Museus: indutores de transformação de áreas urbanas? Alavancagem turístico-cultural e desenvolvimento econômico. Instituições museais como agentes de conscientização social e/ou ambiental.

FORMATO PARA A APRESENTAÇÃO

Normas gerais para envio de trabalhos:

-Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail 7semana@usp.br

– Resumo expandido
-Arquivo em formato .doc (Word for Windows versão 97 ou 2003) ou .pdf. Tamanho A4, margens: superior 2.5 – inferior 2.5 – esquerda 2.5- direita 2.5, fonte arial – tamanho 11 – espaço entre linhas 1,5 – máximo de 600 palavras e mínimo de 400 palavras.
-O resumo deve conter o título da apresentação, o autor, vínculo institucional/ instituição de origem.
-Máximo de 2 resumos por 1º autor inscrito
-O resumo deve ser acompanhado de 3 a 5 palavras-chave.

-Trabalho completo
-Após análise e seleção dos resumos por parte da comissão cientifica da VII Semana dos Museus, será solicitado o envio do trabalho completo a ser apresentado durante as comunicações de acordo com a programação do evento.
-O trabalho completo deve ter no máximo 20 páginas, em formato .doc (Word for Windows versão 97 ou 2003), tamanho A4, margens : superior 3,0 – inferior 2,0 – esquerda 2.5- direita 2.5, fonte arial – tamanho 11 – espaço entre linhas 1,5 .

DATAS E PRAZOS DOS TRABALHOS PARA COMUNICAÇÕES:

Envio de resumos expandidos para seleção 15/01/2009;
Divulgação dos resumos selecionados 15/02/2009;
Envio dos trabalhos completos para publicação nos anais 15/03/2009.

INSCRIÇÕES PARA A VII SEMANA DOS MUSEUS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Preencher a ficha de inscrição on-line e enviar por correio ou fax, juntamente com cópia do comprovante de pagamento. Se for o caso enviar também comprovante da condição de estudante, membro do ICOM ou maior de 65 anos para usufruir do desconto previsto.
Site: http://www.usp.br/prc/viisemana/

Taxas
R$ 60,00 e R$ 25,00 para estudantes, membros do ICOM e maiores de 65 anos

Banco: Banco do Brasil
Agência: 1897-X
Conta: 55997-0
Código da conta: 107-4
Descrição: pagamento para a VII Semana dos Museus

OBS: os autores das comunicações selecionadas estarão isentos da taxa de inscrição na VII Semana dos Museus

INFORMAÇÕES E CORRESPONDÊNCIA

VII Semana dos Museus da USP
Centro de Preservação Cultural – PRCEU/USP
Rua Major Diogo, 353, Bela Vista
São Paulo – SP
CEP – 01324-001
Telefone/Fax: 3106-3562
Site: http://www.usp.br/prc/viisemana/

Atenção: Este evento não é promovido pela ABER, portanto recomendamos aos leitores do site interessados no evento a entrar em contato direto com a instituição responsável para confirmar datas e orientações gerais, pois podem ocorrer alterações sem que sejamos comunicados.

Data de início: 27/04/2009

Data final: 30/04/2009

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Paleografia: A Arte de Decifrar – parte II

31 agosto, 2008

Seminário promovido pelo Arquivo do Estado de São Paulo e realizado em 28 e 29/08/2008.

Este post é um pequeno resumo sobre o assunto tratado durante esse seminário.

“Pela etimologia da palavra, tem-se de imediato o seu significado: paleo = antigo; graphein = escrever. Paleografia é, portanto, escrita antiga, ou seja, estudo da escrita antiga.” (MENDES 2008:17).

Leitura de Documentos do século XIII

Professores Heitor Megale (USP), Phablo Roberto Marchis (USP) e Renata Ferreira Costa (USP)
Imagem do Arquivo Histórico deMinas garais

Imagem do Arquivo Histórico de Minas Gerais

A escrita é peculiar à pessoa e representa sua digital. Mesmo com o avanço dos instrumentos de escrita, a forma de manusear o instrumento de escrita é o seu diferencial.
Para se ler um documento é preciso aprender a forma e o traçado de cada pessoa. Quem lê um manuscrito precisa se alfabetizar na escrita de quem escreveu o documento. O paleógrafo alfabetiza o seu olhar para cada documento.

O Projeto Resgate trabalha com documentos ricos em leitura paleográfica. Por exemplo, quando é expedido um documento para a Coroa de Portugal, ele passa por vários setores governamentais. Isso faz com que cada documento contenha diversos pareceres de pessoas diferentes. No mesmo documento, o paleógrafo necessita reconhecer diversas caligrafias. Para que isso seja possível, é necessário desenvolver esse olhar paleográfico. Cada documento tem uma tipologia e quando apresenta dificuldades para se decifrar é importante sistematizar essa escrita. E para que isso não se perca é bom criar uma tabela com o alfabeto do escrivão com as diversas formas de sua escrita.
Por exemplo:
1- Como são as letras no início, meio e fim da palavra;
2- A letra normal ou apressada;
3- Se junta ou não palavras quando está com pressa;
4- Se o documento é escrito a uma só mão, ou por várias;
5- Etc.

Paleografia: a arte de decifar – abertura

31 agosto, 2008

Seminário promovido pelo Arquivo do Estado de São Paulo e realizado em 28 e 29/08/2008.

Este post é um pequeno resumo sobre o assunto tratado durante esse seminário que participei como ouvinte.

“Pela etimologia da palavra, tem-se de imediato o seu significado: paleo = antigo; graphein = escrever. Paleografia é, portanto, escrita antiga, ou seja, estudo da escrita antiga.” (MENDES 2008:17).

Documentos e história que a história não conta

Prof.ª Maria Helena Ochi Flexor (UCSAL)

A prof.ª Maria Helena começa sua palestra explicando as dificuldades que os arquivos enfrentam em seu cotidiano com a falta de verba e o descaso dos órgãos governamentais no tocante a investimentos para conservação desses documentos históricos.

O foco de seu relato foi sobre os erros de transcrições em documentos, os quais ocasionaram um desvio na história do Brasil. Essas leituras são feitas por paleógrafos, pesquisadores etc. Também alerta aos pesquisadores que estejam atentos aos documentos e tenham o cuidado de seguir as pistas que um documento oferece. Ir atrás dessas pistas é fundamental para que não haja erro de interpretação. Na verdade ela deixa bem claro que não é para transcrever e interpretar o documento. O historiador deve ater-se a escrever exatamente o que está no documento. Por isso é fundamental que o pesquisador vá em busca de outros documentos que completem a informação.

Atualmente, grande parte de nossa história deve ser questionada, pois foi escrita por interpretações unilaterais. A releitura recente de muitos documentos mostra um Brasil completamente diferente do que lemos em nossos livros de História do Brasil. Foram vários os exemplos que a citada professora nos mostrou durante sua explanação. Sua preocupação maior é a deterioração desses documentos antes de uma leitura que revele a nossa verdadeira história, a qual, segundo ela, deve ser reescrita.

Curiosidades:

1.ª – Você sabia que no Brasil, durante o ciclo do ouro, havia grandes plantações e engenhos de farinha de mandioca? E que em algumas ocasiões o quilo da mandioca custava mais que o quilo do ouro? Essa é uma de nossas histórias não reveladas.

2.ª – Existem documentos que relatam a força da mulher na política. Na época das bandeiras e do ciclo do ouro, enquanto seus maridos partiam para essas expedições, elas assumiam o lugar de chefe de família e enfrentavam o governador em defesa de seus direitos.

E assim, a professora foi relatando diversos fatos que não estão em nossos livros. Depois ela mostra, também, os desvios de transcrição dos manuscritos da colônia e que são fontes para pesquisa atualmente.